O preço da liberação econômica

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Quando anunciou, no sábado, a liberação do comércio de rua em todo o Estado, o governador Carlos Moisés (PSL) pontuou que a medida só foi possível devido a expansão que o Estado conseguiu em número de leitos de UTI. Desde que a crise por conta do novo coronavíruas foi instalada, a Secretaria de SC já criou 220 novos leitos de UTI em hospitais públicos e filantrópicos, o que representa 25% a mais da capacidade hospitalar pré existente no Estado. No entanto, o custo para os cofres públicos permitirem essa manobra foram bastante salgados. Só em 200 respiradores, que custaram R$ 33 milhões aos cofres públicos, o governo pagou um preço estimado de 65% acima da média do preço já superestimado por conta da atual crise. Cada respirador custou R$ 165 mil para Santa Catarina. Em tempos normais, esse equipamento custaria R$ 70 mil, mas com crise o preço médio subiu para R$ 100 mil. Outra medida que permitiu as flexibilizações anunciadas foi a construção do hospital de campanha de Itajaí, que custará mais R$ 76,9 milhões, com 100 leitos de UTI e seis meses de uso. Nesse custo estão incluídos equipamentos, como os respiradores e tomógrafo. O custo chamou a atenção após a estrutura ser comparada ao hospital de campanha de Goiás, que custou R$ 10 milhões. O secretário de Estado de Defesa Civil, coronel João Batista Cordeiro Júnior, informou que o hospital de Goiás não inclui equipamentos, só estrutura. Em Santa Catarina, a empresa Autom, do município de Santa Cecília, aguarda apenas liberação da Anvisa para começar a disponibilizar equipamentos ao custo de R$ 2 mil. A iniciativa foi apoiada pela Cruz Vermelha do município e pela secretaria de saúde local. O produto também já foi testado e aprovado por médicos. O senador Dário Berger (MDB-SC) encabeçou o pedido para liberação da produção diante da emergência, mas ainda não obteve respostas da Anvisa.

Onde falta UTI (FOTO)

Dos 776 infectados por coronavírus em Santa Catarina, 229 pessoas são de cidades onde não há leitos de UTI adulto disponível. E são justamente nessas cidades sem estrutura onde estão a maioria dos registros de óbitos. Dos 24 mortos contabilizados no Estado, 13 deles eram das cidades onde não há leitos de UTI adulto.

Mais respiradores

Para conhecimento, uma outra empresa de Jaraguá do Sul, a BOLD, também fabricam respiradores, mas a diferença é a capacidade produtiva. Segundo a empresa, eles conseguem até 5 mil equipamentos por mês. A título de comparação, a WEG produz 500 por mês. O Modelo deles também é um pouco mais aprimorado que o de Santa Cecília, e um pouco mais caro, mas ainda bem mais barato que os importados.

Improbidade

O MPF já emitiu alerta aos estados e municípios que promoverem relaxamentos da quarentena. O comunicado é da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal, que defende a responsabilização por improbidade administrativa dos gestores locais que descumprirem tais orientações. A procuradoria reforça o alerta do Ministério da Saúde de que a eventual flexibilização da medida está condicionada à garantia de que o sistema de saúde pública esteja estruturado para atender ao pico da demanda.

PT apresenta plano econômico

A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Alesc e a Executiva Estadual entregaram ao governador Carlos Moisés um Plano de Enfrentamento e Recuperação da Economia Catarinense. O material consiste em 35 sugestões. Dentre as ações propostas, estão a liberação imediata das emendas parlamentares livres e impositivas da saúde e da assistência social e o repasse de R$ 10 milhões, dos R$ 56 milhões constituídos pela doação voluntária dos Poderes, para o Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) para a realização de testes para identificação do novo coronavírus.

Guedes segue SC

Agência Reuters divulgou que a equipe de Paulo Guedes, Ministro da Economia, lançará programa de crédito de 10 R$ Bilhões inspirado em projeto de lei do Senador Jorginho Mello. O plano divulgado pela agência de notícias indica que a linha de crédito vai ser ofertada por meio da Caixa Econômica Federal.

Sem transporte público

Joinville vai continuar sem transporte público. Tudo apontava o contrário e o retorno estava previsto para a última segunda-feira, 13 de abril. A Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC), no entanto, resolveu agir e conseguiu reverter a liminar que permitia a volta da circulação de ônibus na maior cidade do estado. Segundo a PGE, as limitações estabelecidas pelo governo estadual são constitucionais, de caráter sanitário e epidemiológico para reduzir o avanço do novo coronavírus. Fique em casa!