Escalar os partidos políticos no Brasil: Missão quase impossível

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Valderlei Garcias Sanches, DIRETOR CAMPUS UNESPAR – UVA

Em meio a conversas com um grupo de estudantes da universidade, questionamo-nos se seríamos capazes de nominar a escala atualizada dos partidos políticos no Brasil. Não me dei por satisfeito com as respostas imprecisas e resolvi procurar respostas exatas.

PMDB, PT, PDT, PSB, PTC, PHS, PCO… e por aí vai, até chegar ao absurdo número de 35 partidos políticos no Brasil (conforme site do TSE). Desta soma, a maioria esmagadora é de partidos de pequeno porte, com presença numérica, mas que qualitativamente pouco contribuem para a política nacional. Por outro lado, os partidos considerados de grande e expressivo porte, ao lançarem suas candidaturas, fazem coligações ainda maiores com o intuito de vencer as eleições, resultando em problemas para os candidatos eleitos, porque quando um partido nanico faz sua coligação, com toda certeza espera retorno, de olho em receber cargos como recompensa, comprometendo assim a possibilidade de realização da proposta dos eleitos.

Os eleitos, para atenderem às promessas feitas nas coligações, criam cargos e mais cargos para serem distribuídos, inclusive para membros de outros partidos que não compactuam dos mesmos ideais e objetivos, e pessoas de confiança do candidato eleito são substituídas por força de promessas e acordos. Nota-se constantemente, após findados os três ou quatro meses  seguintes às eleições e formada a equipe administrativa, o aparecimento de grupos de oposição, e o racha na administração começa  a causar os problemas habituais, dificultando assim o mandato. Problemas esses que atingem principalmente o eleitor, que visivelmente está descrente de seus representantes na política, seja em nível municipal, estadual ou federal.

A cada pleito eleitoral, aqueles que porventura não foram contemplados com cargos e volumosos salários, ficam capengando até a próxima eleição, quando retornam com os mesmos objetivos, e assim assistimos à mesma cena, mandatos após mandatos.

O país precisa repensar o número de partidos políticos. Por que não termos apenas três ou quatro grandes partidos? Por que não se lançam candidaturas próprias? Será que temos a necessidade de que cargos sejam vendidos para se ganhar eleições? Certamente, melhor seria formar a equipe administrativa com pessoas do mesmo partido, com os mesmos objetivos; cargos de confiança para pessoas de confiança; não ter a necessidade de se criar cargos para atender a promessas feitas em coligações absurdas. Hoje vemos, com raríssimas exceções, alguns candidatos eleitos terem a liberdade de escolher sua equipe de trabalho e todos seguirem os ideais traçados pelo partido.  Com menos, muito menos, partidos teríamos uma oposição mais sadia, mais coerente, cobrando ações dos eleitos, e não o que temos hoje; ao invés de opositores temos acusadores, que tentam de qualquer forma benefícios do poder, e beneficiar-se em uma próxima eleição.

Os meios de comunicação nos exibem, a todo momento, exemplos desse tipo nos quatro cantos do país. Este é o Brasil, o país com trinta e cinco partidos políticos oficializados e com outras cinco dezenas de partidos em formação.  Um absurdo. Uma vergonha. O que vemos em manifestações são bandeiras de partidos políticos, quando deveríamos ver somente bandeiras do BRASIL. Isso  demonstra que as manifestações são em favor dos partidos e não de propostas de melhorias para o país como um todo.

Este é o país maculado pela corrupção, um país que responde a questionamentos sobre probidade com: “Não é meu, não sei, já devolvi”.

E o povo suporta até quando?  Não sei!

                                                                                     Valderlei Garcias Sanches

                                                                             DIRETOR CAMPUS UNESPAR – UVA

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