Quem são as pessoas que te representam? Você é farinha de qual saco?

Há alguns meses, circulava nas redes sociais uma entrevista com o Presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann, um dos maiores executivos do agronegócio do País. Ele era um dos palestrantes do evento Analys Agricultura de Precisão, que aconteceu em junho 2017. Ao ser questionado por um repórter sobre as dificuldades do Brasil, focando a pergunta aos produtores brasileiros, ele responde de uma forma brilhante:

“É necessário (…) acreditar muito mais na nossa vocação, competência, capacidade, honestidade para fazer as coisas acontecerem. Esse País que está 24h por dia na televisão não nos pertence, não somos nós, não nos representa. Nós somos farinha de outro saco, nós somos gente de outra estirpe e acho que quanto mais a gente se convencer disso, quanto mais a gente criar alianças nesse sentido tanto mais forte será nossa reação para varrer do mapa esse tipo de gente que se apoderou do Estado em benefício próprio (…)”

As palavras dele nunca mais saíram da minha cabeça, porque comecei a analisar várias situações do Brasil (e também situações aqui da nossa região) e definitivamente elas não me representam. Elas não representam a minha família e nem o grupo de pessoas das quais me relaciono. Corrupção (ativa e passiva), desvio de dinheiro, denúncias por vingança, uso das redes sociais como tribunal de justiça, crime contra pessoas, lavagem de dinheiro, ações fraudulentas, preconceito (e outras coisas mais) não são atitudes que me representam.

Me pergunto: quantas pessoas fazem parte desse ‘bando de gente’ que se aproveita de cargos e do poder para enriquecer ilicitamente e promover o mal? Quantas? Não sei nem ao menos prever uma porcentagem. Mas uma coisa eu tenho certeza: o número de pessoas boas, que trabalham de forma honesta, que lutam para que a sua vida seja melhor (e, consequentemente, fazem com que a vida dos outros seja melhor também) é infinitamente maior que esse grupo de corruptos.

O que eu quero dizer com isso? Que temos que mudar o olhar, temos que focar e nos inspirar na maioria que são as pessoas boas e não nos maus exemplos. É preciso desviar o olhar da do ruim e arregaçar as mangas para mudar o cenário atual do Brasil. Mas toda a mudança começa em casa!

Nesse sábado, dia 27 de janeiro de 2018, haverá uma grande festa de inspiração aqui em nossas cidades. A data marcará a inauguração da Casa de Apoio Amor Fraterno. Talvez, para muitos, uma conquista sem significados. Mas para quem acompanha o trabalho “de formiguinha” de centenas de voluntários que construíram não só um prédio que acolherá pessoas, mas uma rede de solidariedade, de amor ao próximo, de compaixão e de realização pessoal, esse é um grande marco histórico. E o que é melhor: não é a primeira vez que essa união de pessoas chega a um resultado tão positivo. Afinal, é tão fácil criticar, falar mal, julgar pessoas quando se está na tranquilidade do lar sem fazer absolutamente nada ou atrás de uma tela de computador ou celular. Esse é, normalmente, o perfil das pessoas que adoram criticar, mas fazer alguma coisa que é bom, nada!

Pessoas como voluntárias que ajudam no Bazar, que deixam algumas horas seus lares e sua família para dobrar roupa, arrumar as prateleiras, ser atendente e fazer outras tarefas tão necessárias para a concretização do sonho da Casa de Apoio. Elas sim me representam!
Ou as meninas que fazem pastel, docinhos e outras delícias para que, com o pouco lucro, juntar o dinheiro aos tantos outros pouquinhos e conseguir comprar mais alguma coisa para a Casa de Apoio. Elas sim me representam!

Ou ainda as pessoas que ajudam no “leva-e-traz” dos móveis, utensílios e objetos para venda no bazar, que tem os recursos revertidos para a Casa de Apoio. Também, aqueles que doam de coração as coisas a serem vendidas. Essas pessoas me representam!
Eu poderia citar centenas de outras pessoas que ajudam não só na Casa de Apoio, mas que aqui em nossas cidades e região fazem a diferença, saindo da zona de conforto e fazendo alguma coisa, não só reclamando. São professores, empresários, profissionais, cristãos, pais, mães, avós, avôs, donas de casa, aposentados, funcionários etc etc etc… São essas as pessoas, somadas a milhares e milhares de pessoas espalhadas pelo Brasil, que prefiro olhar e dizer: “O Brasil tem um grande futuro, basta olharmos (e votarmos) para as pessoas certas. E elas são a maioria!”

São essas pessoas que me representam! É esse o Brasil que vivo! É nessas cidades que eu moro! Parabéns aos voluntários e a direção da Casa de Apoio por essa grande conquista. Somos farinha do mesmo saco!

Por Ana Cristina A. Bostelmam – jornalista

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