Odilon Muncinelli completa 15 anos como colunista de O Comércio

Amigos, leitores e familiares, prestam homenagem ao advogado que há mais de uma década assina o Milho no Monjolo

odilonX1Ele escreve da Beira do Iguaçu. Escreve com carinho e com propriedade. Odilon Muncinelli é um homem culto, bem-humorado, que não se deixa abater pelo tempo ou pelas dificuldades que a vida traz. Suas pesquisas são pontuais, precisas e colocadas como anotações. Quem compra o jornal O Comércio nas bancas ou assina o veículo, desfruta de sua redação. Muncinelli escreve, edita e assina a coluna Milho no Monjolo há 15 anos.

E são 15 anos mesmo, com apenas breves intervalos para igualmente breves – e merecidos – períodos de descanso. Em sua coluna bissemanal – ela é publicada nas terças e nas sextas-feiras – Muncinelli esbanja cultura e educação reescrevendo a história, fatos, pesquisa, questionando fatos, destacando acontecimentos e personalidades, sempre com credibilidade.

A coluna acompanha a trajetória do jornal: ela migrou das edições semanais para as diárias, se adaptou aos novos espaços e tiragens. É sim, uma filha querida do jornal O Comércio, tão amada quanto as palavras de seu criador e mantenedor, Odilon Muncinelli.

E para homenagear este grande colunista de nosso jornal, amigos, leitores e familiares, deixam algumas palavras sobre essa linda trajetória, distribuindo em palavras e textos, o seu amor e olhar diferenciado ao Vale do Iguaçu.

 

 

 

 

Caique-200x300Educação, Cultura, Literatura e História. Quinze anos que Odilon Muncinelli eterniza o seu conhecimento nas páginas do Jornal O Comércio. Texto claro, escrito com ciência e sabedoria de quem sabe que o sucesso só se conquista com muito trabalho, esforço e dedicação.

Nós do Grupo Verde Vale de Comunicação temos orgulho em ter o Srº Odilon Muncinelli como colunista. Parabenizamos pelos quinze anos de boas histórias, análises pertinentes, fatos precisos e interessantes e, acima de tudo, agradecemos pelo compromisso com a boa informação e com sua missão: levar conhecimento para todos nós que vivemos na “Beira do Iguaçu”.

Caique Agustini, Diretor Executivo do Grupo Verde Vale de Comunicação

 

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leiaXalbertiMilho no Monjolo é a típica definição de pílulas de sabedoria, de história, de cultura. Mais do que informar, a coluna traz consigo todo carinho que o Dr Odilon tem pela Beira do Iguaçu. Texto impecável sem a pretensão de elitismo, é uma leitura para ser apreciada como os melhores petiscos: aos pouquinhos, deliciando cada linha. Privilégio para quem pode ler. Privilégio maior ainda é quem pode conversar com o autor. Sempre com um sorriso no rosto e um abraço daqueles que a gente ganhou poucos na vida, Dr Odilon nos faz ficar com vontade de bater aquele bom papo muitas vezes mais. Se bem que para aproveitar essa companhia, o correto é ficar calado mesmo, só ouvindo e absorvendo… À coluna, parabéns. Ao autor, gratidão.

Léia Alberti

 

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budalDr. ODILON MUNCINELLI EM 15 ANOS DE COLUNA: “MILHO NO MONJOLO”

Falar de nosso amigo Dr. Odilon Muncinelli é prazeroso e só consigo pensar em bons momentos que já conversamos e trocamos algumas idéias e saudosismos, mesmo chegando e prometer-nos mutuamente em falar o estritamente necessário porem impossível (apenas uns cinco minutinhos).

Com referência a sua coluna no Jornal “O Comércio”, já por década e meia, fruto de sua lavra p/“Milho no Monjolo” é possível citar alguns tópicos pitorescos, iniciando com o próprio termo intitulado: “Milho no Monjolo”,onde sabemos da existência de jovens em níveis universitários, que perguntados sobre o significado do monjolo, surpreendentemente e presencialmente (segundo Odilon), alguns nem sabiam do que se tratava, diferentemente daqueles que não tiveram a “rica” oportunidade de melhor instruírem-se, inclusive no ensino superior, devido sua condição de trabalho e moradores em áreas rurais da região, que tiveram possíveis acesso aos monjolos e rodas d’água. O monjolo, não seguindo o descrito em dicionários mas numa visão mais simplória é uma espécie de grande pilão em madeira, batedor de milho e outros cereais, cujas extremidades diferem entre si, por uma extremidade de pá grande (concha), que ao  encher-se de água, a mesma desce devido seu peso d’água e logo após esvazia-se, fazendo descer repentinamente a outra ponta (pilão) que estava suspensa, cumprindo seu papel de batedor dos cereais, em especial do milho.

Muitas das história contada por quem conhece e sabe como explanar habilmente os assuntos abordados para seus inúmeros leitores deste jornal diário, que tanto fez e faz parte do cotidiano de todos, onde Odilon escrevendo e fazendo referências principalmente a nossa cultura, costumes, os tropeiros, a navegação no majestoso Rio Iguaçu, acadêmicos (alunos e professores) inclusive das Academias de Letras, políticos, entre outros, bem como da formação de nossos municípios, sempre homenageando e destacando personalidades (vivas ou in memoriam) de nossas cidades e porque não dizer do país ou mundo afora.

Para não me estender, quero deixar aqui o nosso agradecimento e forte abraço ao Dr. Odilon Muncinelli e a todos, por ele ser um exemplar pai de família, dedicado aos seus filhos (hoje maiores) e sua esposa Aldair, professora e atual secretária Municipal de Educação de nossa querida Porto união e faço questão de plagiar com sua célebre frase, sempre destacada nos finais de cada sua coluna: “Milho no Monjolo”, sempre terminando e datando “beira do Iguaçu ../…/..” (uma de suas marcas preferidas), uma alusão carinhosa do seu nascimento em União da Vitória “A minha beira do Iguaçu” e homenagem onde atualmente mora em Porto União “A minha outra beira do Iguaçu” e deixo a minha frase, “Num cantinho de nossas cidades”.

Antonio FM Budal

 

 

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marliXboldoriHoje, minha missão é extremamente importante, mas simultaneamente difícil, falar sobre Odilon Muncinelli, ele  que há quinze anos, nos presenteia com seus registros em sua coluna,  Milho no Monjolo.Quinze anos de registros inteligentes e instigantes, encara de frente o desafio semanal de nos entregar seu trabalho de pesquisa, registrar as belas e interessantes histórias, com isso já criou grande vínculo conosco, seus leitores. Cuidadoso com os temas que nos reportam às belíssimas e emocionantes passagens da gente de nossas cidades e arredores, seu posicionamento é forte e sempre comprometido com o que nos relata. Saramago dizia:” Somos todos escritores, só que alguns escrevem, outros não”. E Odilon Muncinelli escreve. Seu inesgotável talento, é para nós uma grande referência e inspiração. Há quinze anos a coluna, Milho no Monjolo recebe do amigo, Odilon Muncinelli o brilho jornalístico, com seu incansável trabalho de garimpagem pelos fatos passados. Concordando com Graham Greene, que disse: “Os historiadores são pessoas que se interessam pelo futuro quando este já é passado”.

Conhece-se a história de nossa gente com os registros do “Mestre Odilon Muncinelli”. Seu espírito sempre jovem e despido de qualquer tipo de preconceito, está sempre pronto a receber seus admiradores e aspiradores às letras, na ânsia de escrever como você, querido Mestre das Letras, Odilon Muncinelli. Sou e serei sempre grata a você , grande orientador, das poucas linhas que registro.

Parabéns, Odilon Muncinelli, pelos quinze anos de profícuo trabalho e registro não somente em sua coluna, mas nas grandes obras que já publicou.

Parabéns, amigo cultivador do registro das belas histórias, que seu caminho no mundo das letras seja longo e abençoado!

Marli Boldori

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sergioXbuchDr. Odilon, advogado com vastíssima e bem sucedida carreira jurídica, amigo para todas as horas, homem de bem e íntegro. Mas, com sua inteligência ímpar, diligentemente enveredou também pela literatura e, em sua coluna “Milho no Monjolo” do Jornal O Comércio, nos presenteia semanalmente com belos textos, cujas lembranças, informações e histórias bem contadas,

nos permitem colecionar um verdadeiro acervo cultural, digno e merecedor de ser apreciado não só pelos contemporâneos, mas também pelos pósteros.

Dr. Odilon, agora somos todos seus admiradores e ficamos no aguardo “À Beira do Iguaçu”, de uma coletânea da coluna

“Milho no Monjolo”, e porque não dizer um livro para ficar na memória do nosso município, onde as antigas e novas gerações

ficarão imensamente gratas e honradas em folhear, ler e guardar em nossas memorabilias.

Luiz Sergio Buch, atual Secretário da Cultura

e Turismo do Município de Porto União

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terezinhaXwolfMilho no Monjolo

Quando pela vez primeira li o título da coluna “Milho no Monjolo”, fiquei matutando o porquê do nome.  Sabendo que seu autor era o amigo Odilon fui deduzindo: ele  não foge a identidade.  Milho, o cereal já no Brasil desde os indígenas, debulhado ou triturado em partículas serve a alimentação dos seres vivos. Até aí, de forma empírica, comparei partes e partículas do milho como palavras, que reunidas em notas formam idéias.

No todo, notas ordenadas em colunas. Aí estava o milho, muito ou pouco, moído no monjolo. Mas por que moído no monjolo? Não poderia ser só moído?  Veio-me então a lembrança do monjolo que eu também conhecia. Uma peça usada desde a moagem até a hidroelétrica.   Formada por uma haste de madeira, movida por água para pilar grãos. Certamente o amigo Odilon estendeu sua memória até o Porto Almeida, onde conhecera e até dele se servira pois seu pai, o senhor Cícero, fora sempre proprietário de animais. Era tropeiro, tempo de debulhar o milho.

Tempo em que menino, calças até as canelas, de brim riscado e suspensórios do mesmo tecido, corria descalço pela grama catando grilos, escorregando nos barrancos, abraçando troncos das árvores para alcançar os galhos e colher frutos maduros, sentir o cheirinho deles cozinhando no tacho, mergulhando ou pescando na “Beira do Iguaçu”.

Não, ele não deixa suas origens! A leitura das notas levou-me ao conjunto, a uma unidade de fins que são úteis àqueles que desejam conhecer diferentes assuntos e também conhecer sentimentos humanos.

Já elaborada há 15 anos, a coluna “Milho no Monjolo”, amigo, demonstra o quanto valeu a sua experiência no Judiciário, sua atuação na Academia de Letras do Vale do Iguaçu e no Instituto Histórico do Paraná.

São anos de assuntos partilhados por muitos através do que escreve e daqueles que o procuram por seu mérito pessoal, de generosidade do poeta que também é.

Há um sincero agradecimento pelo farto material que, semanalmente, coloca a disposição da comunidade.

Um agradecimento pela capacidade de trabalho, que embora a sua dificuldade visual é realizado com alguma colaboração, sempre sem  perder  o ânimo para fazer o seu “Milho no Monjolo.”

Muita saúde e alegria junto aos que lhe querem bem!

 

Therezinha Wolff

 

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aldairXmuncinelliMeus cumprimentos ao ODILON historiador/escritor

ou, como ele se auto denomina, “anotador da história”que, no dia 11 de abril do corrente, completa 15 anos de Coluna Milho no Monjolo. Na referida Coluna, ele cuida com muita propriedade e competência da Cultura e da Educação que, sabemos,  não podem ser dissociadas, completam-se. O Odilon, nosso amado e precioso acervo ambulante, faz o que gosta . . . ESCREVE e o faz muito bem.

Aprendemos a cada leitura. É generoso porque divulga seu aprendizado e o conhecimento que adquire. Parabéns, Odilon. Você é um guerreiro admirável porque apesar das dificuldades e limitações atuais na visão, você persiste, produz, ensina e encanta. Cabe aqui e agora, transcrever alguns tópicos do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, que entendo, servem como estímulo para continuar seu belo trabalho:   “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”  “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.” “É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar.”

“Aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si; levam um pouco de nós.” Nosso abraço carinhoso e a gratidão por tudo o que você é e por tudo o que faz de bom. Deus abençoe e proteja você.

 

Professora Aldair Wengerkiewicz Muncinelli

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LeniXTrentimXGaspari MILHO NO MONJOLO E O MOLEIRO ODILON

Em minha homenagem ao querido amigo Odilon  aqui tomo a liberdade de chamá-lo de Moleiro ,pelo significado do seu trabalho laborioso  como o foi dos moleiros ao longo do tempo na História. O  proeminente escritor Rubem Alves, em um de seus trabalhos escreveu:

“Era uma vez um povo que morava numa montanha onde havia muitas quedas-d’água. O trabalho era árduo e o grão era moído em pilões. As mãos ficavam duras e as costas doloridas. Um dia, quando um jovem suava ao pilão, seus olhos bateram na queda-d’água onde se banhavam diariamente. Já a havia visto milhares de vezes. E também os seus antepassados. Conhecia a força da água, mais poderosa que o braço de muitos homens. Eterna e incansável, dia e noite. Uma faísca lhe iluminou a mente: não seria possível domesticá-la, ligando ao pilão? Substituir os braços, libertar os corpos, domá-la, pô-la a trabalhar? Assim foi inventado o monjolo.” (Alves, 1993, p. 158)

Moleiro (do latim molinarìus) é uma antiga profissão ligada à moedura de cereais, especialmente à do trigo para a fabricação de farinha . O termo moleiro denominava os trabalhadores braçais de um moinho. Nosso moleiro Odilon , também incansável dia e noite na escrita, teve por muitas vezes, também ,dores nas costas e nas mãos, à época em que escrevia manualmente, depois na máquina de escrever e hoje no computador.

A exemplo do moleiro recebeu certamente várias faíscas de luzes a iluminar sua mente no trato com as palavras, ou seja na arte de escrever. Assumiu tal empreendimento com a produção dos mais variados textos frutos do seu conhecimento, das suas memórias e das suas pesquisas .Nos   brinda há quinze anos com extraordinários relatos sobre a história cotidiana das cidades  da “Beira do Iguaçu”,  como ele as denomina carinhosamente.

Parabéns meu amigo e confrade, que Deus lhe dê muita saúde para continuar registrando suas memórias e nossas histórias para que elas não se percam e, que sua Coluna “O Milho no Monjolo”, no Jornal O Comércio, continue  sendo  sucesso e fonte de conhecimento para todos os seus leitores.

Leni Trentim Gaspari

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MarioXRenatoXErzingerCaro amigo e confrade Odilon. Meus cumprimentos por transmitir em sua coluna “Milho no Monjolo”, durante estes 15 anos, palavras de bondade e amor com conhecimento e sabedoria digno dos grandes escritores. Escreve com muita lucidez e nos apresenta os aspectos éticos, políticos, históricos e culturais das comunidades das Gêmeas do Iguaçu. Rogo a Deus que na sua infinita bondade lhe dê saúde para que continue a nos brindar com suas belas e preciosas palavras. Parabéns.

Cel/PM Mario Renato Erzinger

Presidente da Câmara de Vereadores de Canoinhas

 

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ValXXriaXSchena A escrita desta homenagem pelos 15 anos de contribuições do ilustre intelectual e amigo Odilon Muncinelli, ao jornal O Comércio na coluna Milho no Monjolo, é uma tarefa especial. Pode-se afirmar que a marca registrada da coluna Milho no Monjolo, é a diversidade de matérias e cenários que levam o leitor ao conhecimento do contexto apresentado, sob exímio cuidado e profícuo conhecimento do autor, utilizando-se sempre de escritas de forma histórica e poética. Como leitora de sua coluna, concluo que seus textos fazem parte da história e da memória regional de Porto União e União da Vitória. Salta aos olhos, que ao terminar a sua coluna no jornal, nos presenteia com a seguinte citação: “beira do Iguaçu”, referindo-se às nossas cidades, o que emite ao leitor a impressão de que em breve vamos encontrar com um novo texto e novas aprendizagens. Assim como afirmava o filosofo Heráclito: “Um homem não pode entrar no mesmo rio duas vezes”. Em analogia ao pensamento, afirma-se que sempre que se entra neste rio, se tem uma nova experiência e consequentemente um novo aprendizado. Parabenizo ao dr. Odilon, por ser como Heraclito, nos conduzindo sempre a novas reflexões!

Dra. Valéria Schena (Professora do Colegiado de Pedagogia da UNESPAR).

 

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Monjolo – engenho usado para pilar milho. (Aurelio)

Esta e uma das palavras da língua portuguesa que, por si só, carrega forte significado.

O termo em destaque, uma dessas preciosidades, e’ regional, transmite a ideia de um instrumento rústico e antigo, que serviu aos nossos antepassados e hoje, mais ostenta a qualidade de objeto decorativo, muito atraente em parques e jardins do que um apropriado produtor de canjica ou quirera. Isto posto vai o porquê da reflexão inicial – milho no monjolo – a coluna semanal do dr Odilon Muncinelli, completando seus 15 de produção literária.

A metáfora e’ perfeita! Ali está o registro histórico, a literatura regional, o destaque no mundo das letras, dos eventos culturais… Tal qual o engenho, e’ monjolo histórico-literário, polivalente e multifacetado. Sem pressa, cadenciadamente oferecendo o seu produto a quem dele quiser degustar.

É’ algo muito próprio de quem tem a correr nas veias o sangue do tropeiro.O vocabulário regional/familiar, os nomes históricos da nossa gente do vale do “iguaçu”,” os causos e estórias” são lados no tempo pelo dr Odilon e, tão bem nos fazem  recordar  ou conhecer melhor nossa terra e nossa gente. Sob a cadencia do pilar do monjolo, envolto nos apitos da locomotiva ou dos vapores de outrora, vai troteando o historiador Odilon, com talento e lucidez admiráveis  . . .e que assim continue por muito tempo!

Parabéns e muito obrigado por partilhar do seu talento com seus leitores!

Carlos Roberto Wengerkiewicz

 

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FernandoXCesarXStraubeDr. Odilon Muncinelli, o Heródoto de Porto União da Vitória e região

Nas antigas culturas da Humanidade, para que o conhecimento não fosse esquecido, ele era passado oralmente – pelos seus bardos – ou expresso por meio de pinturas em cavernas. Mais tarde, com a evolução humana, o Homem passou a registrar os seus mitos, lendas, fábulas, estórias e histórias, por meio da escrita. Aquilo que não é passado ou registrado, é esquecido pela raça humana – pois o Homem está, inevitavelmente, condenado ao esquecimento.

Para isto se faz necessário aqueles que registram a História.

Na mitologia grega, o titã Prometeu roubou o fogo dos deuses do Olimpo e o deu aos Homens, deixando Zeus – o deus supremo dos gregos – muito irado. Junto ao elemento fogo, Prometeu também entregou o fogo da consciência aos humanos, lhes entregando os dons de pensar, raciocinar e intuir, assim como novas possibilidades de olhar e conceber a vida.

Há quinze anos, o Dr. Odilon Muncinelli escreve a história das cidades gêmeas – e região – na sua coluna “Milho no monjolo”. Como Prometeu – que roubou o fogo da consciência dos deuses para dar aos Homens – o Dr. Odilon Muncinelli transformou meras informações dispersas aleatoriamente nas conversas e bate-papos da região em cultura construída da nossa gente, minuciosamente coletada e reunida – por quinze anos – na coluna ‘Milho no monjolo’. Em outras palavras, a canecada de milho da informação foi transformada pelo monjolo em deliciosos fubá, quirera e farinha de milho – a cultura de nossa gente – pronta para ser devidamente preparada e servida –  como formação – da História, usos e costumes de nossa terra.

Como o milho – as informações são transformadas em cultura, divulgando para todos no presente, e registrando para o futuro daqueles que virão. Une, assim, o momento presente e o atemporal (como ensina o psicólogo Carl Gustav Jung), o instante imediato e o eterno (o wabi e o sabi, como ensina a antiga cultura japonesa), o aqui e o agora (o hic et nunc, como ensinam os filósofos existencialistas), deixando um legado para aqueles que virão – quando nós não mais existirmos corporalmente, restando apenas o pó daquilo que, um dia, fomos nesta existência.

Heródoto, o “pai da História’, nasceu em Halicarnasso, capital da Cária, no ano de 484 a. C. . O nosso Heródoto de Porto União – Dr. Odilon Muncinelli – nasceu em União da Vitória, Estado do Paraná, em 16 de junho de 1940.

Como Heródoto, Dr. Odilon Muncinelli sempre divulgou a nossa história, onde – na ação de registrar a história, e divulgar a história – fez história.

Um dos exemplos é a famosa conversa que teve com Dr. João Farani Mansur Guérios – que não sabia qual nome dar ao bairro – e Dr. Odilon, muito sabiamente, sugeriu o nome “Vice-King”.

Ao contrário do que as pessoas podem pensar, este nome em nada tem a ver com “vice-rei” ou com uma saudosa memória da volta da monarquia ao Brasil. Ao ser indagado do porquê deste nome, Dr. Odilon Muncinelli explicou, relembrando o nome do antigo proprietário do loteamento onde se construiu o bairro, o senhor Vicente Kingerski. Disse ele ao Dr. Mansur – “Vice de Vicente, e King de Kingerski.”  Desta maneira, nasceu o nome do Bairro Vice-King.

E assim se faz a História, onde expectador da História e protagonista da história se confundem na mesma pessoa.

Na frase que o próprio Dr. Odilon Muncinelli registrou de sua amada esposa na coluna “Milho no monjolo”, a Professora Aldair Wengerkiewicz Muncinelli – “Nós somos a história. Nós fazemos a história. Nós modificamos a história. E abençoados os que registram a História.”

Com toda a sua gentileza, calma e serenidade de quem observa a vida com os olhos ávidos de um expectador curioso da História – alternando entre curiosidade, generosidade, alegria e a mente aberta diante da descoberta da criança – e a sociabilidade e erudição já consagradas no adulto, como colunista e protagonista da História – assim Dr. Odilon Muncinelli fez e faz a História, observando o detalhe – em sua extrema importância para a História – que olhos despreparados deixariam facilmente passar desapercebido.

Sendo esposo, pai e avô de filhos e netos muito carinhosos e orgulhosos de sua pessoa, os familiares do Dr. Odilon Muncinelli não precisariam de mais um motivo para amá-lo. Mas, certamente, possuem mais um motivo para se orgulhar deste brilhante historiador chamado Dr. Odilon Muncinelli, onde o ato de registrar, divulgar e fazer a História de nossas cidades gêmeas, se confundem com a pessoa de Odilon Muncinelli, que – do alto dos seus setenta e sete anos vividos – fez e faz a História, como protagonista ativo dos acontecimentos, causos e relatos de nossa terra.

Certamente, o espírito de seu Cícero, saudoso pai de seu Odilon – que foi tropeiro e proprietário da lancha Santa Terezinha, que fazia o trajeto entre Porto Vitória e Porto Almeida – está muito orgulhoso de seu filho hoje.

Professora Aldair Wengerkiewicz Muncinelli – sua amada esposa – que foi presidente do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina e é a atual Secretária da Educação de Porto União – não só se orgulha muito do Dr. Odilon, mas vibra entusiasticamente com as homenagens que hoje lhe rendemos.

Com sua corajosa determinação em registrar a História – a mesma coragem que a sua amada esposa, com quem está casado há quarenta e nove anos, possui – o Dr. Odilon Muncinelli fez e faz História, pois nós fazemos a história todo o tempo.

Diante deste legado cultural para as nossas cidades e região, e por sua dedicada, bela e essencial contribuição como escritor, expectador e protagonista de nossa História, rendemos ao Dr. Odilon Muncinelli a mais profunda gratidão, desejando que o Pai Celestial lhe abençoe e, com os seus bons anjos, lhe reja, lhe guarde, lhe governe, lhe ilumine, lhe proteja, lhe oriente, lhe fortaleça e guie os seus caminhos, lhe dando muitos e muitos anos de vida, para continuar contribuindo com a cultura de nossa gente.

Muito obrigado, Dr. Odilon Muncinelli.

Fernando Cesar Straube é licenciado em Psicologia e Psicólogo pela UnC, especialista em Educação Especial e Inclusiva pela UNESPAR, bacharel em Administração pela FACE/UNIUV, especialista em Gestão de Negócios e Finanças pela FACE/UNIUV e psicólogo educacional da Secretaria Municipal de Educação de Porto União.

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Amor pela história

Meu amigo confrade Dr. Odilon Muncinelli, o advogado.

Você não é jornalista, mas escreve muito bem. É um grande observador crítico e conhecedor de tudo aquilo que é importante para o ser humano.

Você também não é graduado em história, mas é um guardião na construção do legado do povo do passado. É um cidadão que respeita e ama a terra em que vive, expressando gratidão aos que construíram e fizeram a história.

Caro Dr. Odilon, 15 anos se passaram e a coluna “Milho no Monjolo”, do jornal O Comércio, tem um sábio operador com muita paciência, habilidade e competência. Debulha grão a grão da espiga e tritura passo a passo no seu monjolo, o alimento aos famintos por cultura e conhecimento. Socializa as mais belas e ricas histórias, fatos e notícias, esclarecendo dúvidas e engrandecendo aqueles que construíram a nossa história. Sem perder a linha com muita classe e destreza, mantém aquele saber ao lançar desafios. Provoca reflexões aos pensadores e pesquisadores interessados em rever a história para aproximação da verdade.

Infelizmente, muitos, por interesse das oligarquias e por ordem ideológica ou pessoal, acabam camuflando e maquiando a verdadeira história para não perder o controle do poder.

Dr. Odilon na sua simplicidade do SER, no zelo da sua intelectualidade e na fortaleza da sua cultura, sempre revelou o espírito de um grande guerreiro superior aos cavaleiros medievais, mas nunca esqueceu de ser nobre cavalheiro com sua fiel e amada esposa Aldair.

Como bom observador nas minhas visitas semanais nunca deixei a curiosidade de lado. Constatei que o preparo da sua coluna “Milho no Monjolo” é ligado pelo fiel companheiro: o chimarrão sagrado. Não só com erva e água abençoada, mas pelas folhas verdes da exuberante decoração. Foi exatamente no seu escritório que, com a presença de seus amigos e numa visita da jornalista Vanessa Stenzel, nasceu o “Chimarrão Cultural”, com altos e saborosos papos intelectuais transformados em elucubrações científicas.

Dr. Odilon! Tenho certeza absoluta que lá do alto o tropeiro, comerciante, um dos últimos comandantes de navegação do Rio Iguaçu com sua lancha Santa Terezinha, o teu querido Pai, o Velho Cícero Muncinelli, está muito feliz e orgulhoso do seu garoto, o querido filho Odilon.

Parabéns Dr. Odilon!!!

Beira do Iguaçu, abril de 2018.

Aluizio Witiuk

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IvoXDolinskiParabéns, Doutor Odilon Muncinelli!

“Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre. Mesmo que não tenham mais nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações. Pois, boas lembranças são marcantes e o que é marcante nunca se esquece! Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre. Mesmo que não tenham mais nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações. Pois, boas lembranças são marcantes e o que é marcante nunca se esquece!” (Vinícius de Morais).

Amigo Odilon:

Nessa minha trajetória de 52 anos ao mister ligado aos meios de comunicação – rádio e jornal – conheci, convivi e convivo com centenas e centenas de pessoas, muitas das quais acabaram fazendo parte de uma maneira diferenciada na minha vida.

E, entre essas pessoas, uma que considero realmente especial –  Advogado Odilon Muncinelli.

Desse excepcional causídico, esposo, pai, sogro e avô, mantenho no coração um espaço especial de apreço e na mente um volume extraordinário de conhecimentos obtidos de orientações sobre as mais variadas questões, notadamente relacionadas à nossa história regional.

Não posso ignorar o fato de que, após num dos muitos contatos, na sede da Prefeitura de União da Vitória, quando o inteligente advogado exercia a função de Consultor Jurídico, disponibilizei um espaço no jornal ‘O Comércio’ para que ele mantivesse uma coluna abordando assuntos jurídicos, intitulada de ‘Lex & Notas e Comentários’. Isso no final de década de 60 do século passado.

Os anos são implacáveis e minha passagem, depois de mais de trinta anos no jornal ‘O Comércio’, chegou ao seu final, muito embora meu coração e alma continuem impregnados no então hebdomadário e atualmente diário. Mas o advogado/jornalista Odilon Muncinelli permaneceu firme.

Deixou mais tarde a seção ‘Lex Notas & Comentários’ e deu início a atual ‘Milho no Monjolo’, passando a abordar temas ligados a assuntos culturais – de todos os segmentos, literatura, artes, etc  – e históricos, principalmente.

Não posso precisar exatamente quantos são os anos, mas acho que sua vinculação ao jornal ‘O Comércio’ já deve até estar chegando aos 40 anos ou até mais.

Mas o objetivo é parabenizá-lo pelos 15 anos da coluna ‘Milho no Monjolo’, que é o retrato fiel de um dos mais importantes depositários da nossa memória e história. E por isso, respeitável membro da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI).

Querido amigo Odilon:

Para encerrar e para demonstrar meu apreço a você, repito Vinicius de Morais: “Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre”.

Ivo Dolinski

 

 

 

 

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