TRAGÉDIA NA SERRA: Após mais de dois anos, destroços do ônibus saem do lugar

Tragédia vitimou 51 pessoas na Serra Dona Francisca em 2015. Ônibus estava no Posto Policial de Campo Alegre

Ensinamento: destroços serviram de vitrine para quem descia a Serra Dona Francisca
Ensinamento: destroços serviram de vitrine para quem descia a Serra Dona Francisca

Nessa semana, após mais de dois anos da tragédia que matou 51 pessoas na Dona Francisca, em Santa Catarina, os destroços do ônibus da empresa Costa & Mar, de União da Vitória, foram retirados do pátio da Polícia Militar Rodoviária de Campo Alegre. O carro demorou para deixar o local por conta de duas restrições judiciais (Renajud). O que sobrou daquele inesquecível 14 de março de 2015, foi recolhido e levado para pátio licitado em Joinville, onde aguardará leilão.

Ao jornal A Gazeta, de São Bento do Sul, o comandante do posto, sargento Sandro Moecke, explicou mais sobre o tramite que terminou só agora com a retirada do veículo do pátio. A Polícia Militar conseguiu tirar a restrição judicial do ônibus e com isso, o juiz da comarca de Joinville, determinou que ele fosse submetido às medidas administrativas. “Que no caso da policia rodoviária, é o leilão”, pontuou o sargento.

Pouco mudou

Os destroços que ficaram como que em uma vitrine, por mais de dois anos, acabou virando uma mórbida atração turística. Conforme o sargento Moecke, com uma certa frequência, viajantes paravam no posto, tiravam fotos dos destroços e no local do acidente, se arriscavam, estacionando em locais inadequados para ver melhor onde o ônibus caiu.

Contudo, o efeito educativo que o local deveria ter, não teve. Isso só ocorreu, de fato, conforme o militar do posto rodoviário, apenas logo depois do acidente, por conta de toda a repercussão que ele teve. “Nossa rodovia está boa, porém as pessoas não respeitam. Infelizmente uma ultrapassagem feita em um local errado, já gera o acidente. Temos uma região de serra, onde o nevoeiro baixa muito, e isso acontece”, lamentou Moecke.

Relembre o caso

No dia 14 de março de 2015, o ônibus de turismo seguia com 59 passageiros para a cidade de Guaratuba, no Paraná, quando se acidentou em uma das curvas da Serra Dona Francisca. Com isso, 51 pessoas morreram, o que colocou a tragédia com a maior da história de Santa Catarina e a quarta maior do País. O veículo era de 1988, mas estava em boas condições.

As investigações apresentadas dois meses depois elucidaram que o desastre ocorreu em razão da conduta imprudente do motorista, Cergio da Costa, que também morreu no acidente, o que motivou o arquivamento do inquérito.

O ônibus estava a 90 km/h até bater na barreira e na queda alcançou 120 km/h.

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