Milho no Monjolo

Odilon Muncinelli

Milho no Monjolo – 18 de Dezembro de 2018

LUTO

Na última quinta-feira, dia 13, a família informou a morte do   maestro Waltel Branco, aos 89 anos de idade, ocorrida no dia 28 de novembro passado, no Rio de Janeiro. Waltel Branco foi autor de vinhetas como a do Jornal Nacional e das novelas Escrava Isaura e Irmãos Coragem, da Rede Globo. Participou ainda de composições com diversos artistas, inclusive estrangeiros, promovendo o nome de Paranaguá por onde passou. Waltel Branco nasceu em Paranaguá (PR), no dia  22 de novembro de 1929. O primeiro contato com a música foi na Igreja e seus estudos musicais se aprofundaram no Seminário. Aos 20 anos ele se mudou para Curitiba, no mesmo ano foi para o Rio de Janeiro e, em seguida, para Cuba, para aperfeiçoar seus conhecimentos musicais. Na imprensa especializada foram publicadas matérias jornalísticas afirmando que Waltel Branco foi considerado pioneiro na criação de estilos musicais como o Jazz Fusion. O músico morou nos Estados Unidos, em 1950, e, com o cantor João Gilberto criou a Bossa Nova. Morou ainda na Europa e na Ásia, especializando-se em trilhas sonoras. Trabalhou com o músico norte-americano Nat King Cole e outros nomes importantes da música dos Estados Unidos. Conheceu o maestro Henry Mancini e com ele fez composição e arranjo para a icônica trilha sonora do filme A Pantera Cor-de-Rosa. Em toda a carreira compôs cerca de 5.000 músicas e arranjos. Tocou com cantores brasileiros como Tom Jobim, Roberto Carlos, Dorival Caymmi, Nana Caymmi, Cazuza, Tim Maia, Djavan, Cartola, Gal Costa, Maria Creuza, Vanuza, dentre outros. Na Argentina fez parceria com os renomados cantores Mercedes Sosa e Astor Piazzola.  Waltel Branco era um gênio da música e levou o nome de Paranaguá para o mundo. Foi tão importante que deixa um grande legado para esta e para as futuras gerações.

CRONISTAS PARANAENSES

Na tarde da última quinta-feira, dia 13, a Biblioteca Pública do Paraná lançou o livro “O Tempo Visto Daqui: 82 Cronistas Paranaenses”, com organização de Luís Bueno. A obra traz, em 351 páginas, a ampla produção do gênero no Paraná desde os primórdios da imprensa da Província, há 165 anos. O registro inclui nomes de grande expressão no cenário nacional, como os de Dalton Trevisan, Paulo Leminski, Domingos Pellegrini, Miguel Sanches Neto e José Paulo Paes, ao lado de muito integrantes da Academia Paranaense de Letras. Como patronos ou ocupantes de cadeiras da APL, constam da obra 33 de seus integrantes, a partir de Cândido Lopes (Americus) – jornalista pioneiro no Paraná, com “O Dezenove de Dezembro”. São eles, em ordem alfabética: Andrade Muricy, Colombo de Souza, Dante Mendonça, Dario Vellozzo, De Sá Barreto, Eloy de Montalvão (Alceu Chichorro), Emiliano Perneta, Ernani Buchmann, Euclides Bandeira, Helena Kolody, HÉL (Hellê Vellozzo Fernandes), Jaime Ballão, Jaime Ballão Júnior, Júlio Perneta, Leôncio Correia, Leopoldo Scherner, Luiz Geraldo Mazza, Marta Morais da Costa, Nestor de Castro, Nestor Vítor, Nilson Monteiro, Osvaldo Pillotto, Paulo Venturelli, Pompília Lopes dos Santos, Raul Gomes, René Dotti, Roberto Gomes, Rocha Pombo, Rodrigo Júnior, Romário Martins, Sebastião Paraná e Silveira Neto. O livro está à disposição dos leitores, gratuitamente, na sede da Biblioteca Pública do Paraná.

Beira do Iguaçu, Dezembro de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

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