Irmã gêmea de União da Vitória e Porto União está na Ucrânia

Geografia da pequena Zalishchyky lembra – e muito! – desenho das cidades do Vale do Iguaçu. Fotos circulam na rede social

Zalishchyky, uma pequena cidade da Ucrânia
Zalishchyky, uma pequena cidade da Ucrânia

Só olhando com atenção para perceber que não se trata da mesma imagem. Mas que parece igual, parece. O compartilhamento de uma foto aérea de Zalishchyky, uma pequena cidade da Ucrânia, tem dado o que falar. É que naquele ângulo, a fotografia é muito parecida com outra foto, feita ‘de cima’ do Vale do Iguaçu. O contorno do rio e a presença de uma comunidade perto dele, são realmente muito parecidos.

Como mostram sites de pesquisa da internet, Zalishchyky é uma cidade pacata, que tem uma população de apenas quase dez mil habitantes. Vendo mais à fundo no Atlas, percebe-se que o rio que abraça a cidade nasceu ainda na Rússia. Trata-se do Dniepre, um afluente importante, porém sem grande correnteza, como tem o Iguaçu.

A reportagem levou as imagens para o professor de Geografia aposentado, Raulino Bortolini. Ele, assim como a maioria de quem teve acesso às fotos, ficou impressionado com as semelhanças. Embora um fenômeno raro de acontecer, essa repetição de cenário não é impossível. “É muito difícil encontrar essa semelhança. Porque o bonito da geografia é realmente a diversidade. Cada cidade tem seu encanto. Agora, a semelhança é notável”, diz.

Vale do Iguaçu
Vale do Iguaçu

Bortolini fala especialmente sobre a diferença entre os rios, explicando que cada leito tem suas próprias características (logo, a repetição de cenário fica mais singular). No caso do Iguaçu, ele é aproveitado para a produção da energia elétrica. É um rio com correnteza, com quedas, que nasce em Curitiba e termina em Foz do Iguaçu, ambas no Paraná. “Cada rio é um. Cada vegetação difere de uma região”, sorri. Já na Ucrânia, o Dniepre, apresenta um leito mais suave, sem correntezas, provavelmente usado para irrigação e provavelmente, pela própria comunidade, de maneira direta. “É um rio mais lento, calmo. Mas é um rio grande também, de planície”, observa o professor.

Já o motivo para a escolha de uma região próxima de um rio para morar, é a mesma, para ambas as cidades. “Se você observar a civilização humana, ela sempre se desenvolveu perto do mar ou do rio. Aqui no Brasil, inclusive, União da Vitória, a cidade se desenvolveu pelo rio. Quando veio o caminhão, aí mudou isso, mas era tudo pelo rio mesmo, com embarcações”, explica Bortolini.

Na imagem compartilhada, se percebe também as diferenças nas construções. No Vale do Iguaçu, por exemplo, há prédios mais altos. Na Ucrânia, não. “É que são cidades bem ocupadas, mas que não ocupam o espaço aéreo. Diferente da América Latina por exemplo, mais jovem, onde tem muito prédio alto”, diz. “Mas é bonito que lá tem o rio que beija, que abraça a cidade”, completa.

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