As cidades não têm donos!

As cidades refletem o melhor e o pior da humanidade, elas são ao mesmo tempo ordem e caos, criatividade e repressão, beleza e desespero. Aristóteles afirmou “as pessoas vem para a cidade para encontrar segurança e felicidade em busca de uma vida boa”.

Na pré-história, os homens eram essencialmente nômades. A busca por alimentos e água exigia mudanças constantes de uma região para outra. Algumas civilizações começaram a dominar as técnicas da agricultura e da pecuária, com tais práticas passa a ocorrer a permanência dos homens nestes locais, surgindo as primeiras vilas, pequenos grupos foram se formando e assim nasceram as tribos que aos poucos formaram as cidades.

O crescimento desordenado das cidades causou impactos negativos como: poluição ambiental, infraestrutura urbana deficiente, ocupações irregulares, falta de acessibilidade e mobilidade etc.

As cidades mais sustentáveis estão em constante movimento, pois a cidade é um organismo vivo, ou seja, uma cidade nunca estará pronta totalmente, ela passa por transformações, talvez uma cidade projetada para hoje tenha quer ser totalmente reinventada daqui alguns anos. Para garantir o direito que todos tenham cidades sustentáveis, ou seja, direito a terra urbana, a moradia, ao saneamento, a infraestrutura urbana, ao transporte coletivo, aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, a política urbana tem por objetivo ordenar o desenvolvimento das funções sociais da cidade.

A política urbana é executada pelo Poder Público Municipal, que deve ser de forma democrática por meio da participação da população e de associações representativas, cooperação entre o governo e a iniciativa privada e ainda utilizando-se dos instrumentos legais da política urbana.

As cidades não têm dono, as cidades devem ter gestores que possam aplicar os instrumentos da política urbana visando o crescimento ordenado e o direito a cidades sustentáveis para nós hoje e para as futuras gerações, pois nós um dia diremos adeus mas a cidade vai permanecer.