Impeachment de Moisés: “Estapafúrdio e esdrúxulo para a história de SC”

Deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha (PDT), líder do governo na Alesc, foi a convidada da CBN Vale do Iguaçu
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Na continuidade da pauta sobre as eleições 2020, a CBN Vale do Iguaçu conversou nesta manhã de sábado, 26, com a Deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha (PDT), líder do governo na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

A convidada deixou claro que não é situação e nem oposição ao governador, porém projeta um ano parlamentar difícil para o Executivo.

“Peço que as pessoas parem para conhecer essa história do impeachment e analisem, antes de julgar”.

Paulinha disse que, na sua opinião, não há motivo para afastar o governador e inclusive menciona a tendência de arquivamento do pedido.

“Não vejo ambiente, nem mesmo na oposição, para impeachment. Não é caso de corrupção ou de má intenção. É estapafúrdio e esdrúxulo para a história de Santa Catarina”.

De acordo com a deputada, a crise política sentida no governo do Estado nos últimos meses é consequência da falta de diálogo do Poder Executivo.

“É fato que o ambiente negativo para o governo com a instalação da CPI dos respiradores ocorreu por causa de má comunicação; com diálogo ruim”.

Denomina a situação como um trauma para a história de Santa Catarina.

“Isso feriu de morte a confiança da população com o governo. Mesmo embora o Moisés tenha feito coisas incríveis, eu vejo que a comunicação é truncada. A revolta por parte da população – em razão da pandemia, veio com tudo contra o governo. O estado foi vítima de uma fraude triste para a nossa história política”.

Com mais de 30 anos de vida pública, Paulinha recorda que a palavra ‘impeachment’ não é novidade para o parlamento, pois outros pedidos já foram arquivados.

Citou ainda que a situação envolvendo a vice-governadora, Daniela Cristina Reinehr, é uma piada.

“Sim, é uma palhaçada porque a Daniela tomou a caneta nas mãos por apenas dez dias e não teve nada delegado por ela. Eu fui criada em um lar que o que é certo é certo e o errado é errado. O remédio não pode ser mais amargo que a doença. O Moisés, ao mesmo tempo que errou, também trouxe acertos para o Estado, com um quinhão de obras que irão reverberar por toda Santa Catarina. Não consigo visualizar um afastamento para o governador”.

(Foto: Alesc)