“Contraí esse inferno de Covid; são os piores sintomas que tive na vida”, diz paciente de União da Vitória

Sem metáforas ou pseudônimos, Alessandra Valério acordou neste domingo, 24, com um propósito: alertar a comunidade do Vale do Iguaçu e região sobre o novo coronavírus. Alessandra relata como vem sendo a sua rotina após testar positivo para a Covid-19.

A professora está internada na Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI) em União da Vitória, ainda sem previsão de alta. A mãe de Alessandra também foi diagnosticada com a doença, porém com sintomas mais leves, não necessitou de internação.

De repente, segundo ela, um novo coronavírus mudou a rotina do planeta, inclusive a dela.

“São onze dias dos piores sintomas que tive na vida”, afirma.

Sem histórico diabetes, pressão alta e colesterol, a professora conta que sua saúde sempre foi boa. Conta que desde o anúncio dos primeiros casos da Covid-19 e os inúmeros pedidos sobre manter o distanciamento social, sua rotina foi alterada e que respeitou o que preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Porém necessitei sair por alguns dias, cito farmácias, supermercados, sacolão e bancos”, diz.

Entristecida com a situação, Alessandra não poupa palavras e diz:

“Contraí esse inferno de Covid-19.  Estou internada, no oxigênio, com 80% dos pulmões comprometidos”, desabafa. 

Com a expansão da pandemia, os sintomas como dificuldade para respirar, febre e cansaço são repetidos diariamente, dominando as redes sociais, a televisão e as rodas de conversas dos brasileiros.

“Pessoal, eu comemoro quando vou ao banheiro e volto sem cair a saturação (oxigênio no sangue) e sem quase morrer sufocada ou desmaiar no caminho”. 


Esperança

Alessandra não perde a esperança e agradece o apoio dos amigos.