Política de vacinação pode contribuir para prevenção do câncer de colo de útero

A ginecologista Cecília Roteli Martins, também vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, comentou o assunto
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Na contramão mundial, o Brasil tem observado contínua escalada no número de mulheres vitimadas pelo câncer de colo útero ano após ano. De acordo com a FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a doença é altamente prevenível e tratável.

Contudo, no país, o enfretamento da doença encontra obstáculos no elevado número de mulheres que não realizam exames preventivos periodicamente, na escassez de centros especializados no tratamento do câncer e na reduzida cobertura da vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano), principal agente causador da neoplasia.

Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) revelam que o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente em mulheres e a segunda causa de morte por neoplasias na população feminina