GAME

Quando você pensa que ser mãe é apenas cuidar, ajudar na lição, a se vestir, vem a vida e te dá um tapa. Mãe também tem que ser hacker. Sim, conto hoje aqui a semana super tecnológica que tivemos.

Tenho um filho de quaaaaaaseeee dez anos. É daqueles filhos como os demais da idade: gosta de ver vídeos no youtube sobre games. Juntamos um dinheiro extra e compramos pela internet dois jogos. Pensem na ansiedade de uma criança à espera do tal pacote que vem pelo Correio. Como se não bastasse, era preciso atualizar o software do game dele. E quem vai ajudar? Aham, eu.

Precisei ver tutoriais na internet e recorrer ao colega aqui da CBN, Dudu Guerreiro, para dar conta do recado. Aliás, agradeço de publico tua ajuda, Dudu. Obrigada!

Dudu de um lado, vídeos de outros e pronto. Foi um Guerreiro, de fato. Lá estava a bendita atualização acontecendo diante dos olhinhos castanhos e arregalados do meu filho. Até a mais nova, de quatro anos, aprendeu a falar software, de tantas vezes que essa palavra foi pronunciada lá em casa.

Voltando ao lado “gamer” dessa história, deixo como dica que sim, os tutoriais são fáceis e dá pra ajudar a criançada. Para os mais pequenos, tem também vídeos que ensinam brincando. Contar em inglês, por exemplo, é bem mais fácil quando os números tem forma de formiguinhas ou de outros bichinhos fofos.

Ah! E boa notícia. Tirem as crianças de perto: décadas atrás, quando o videogame ainda era visto como coisa de adolescente, o senso comum decretou que jogos eletrônicos eram inimigos do bom desempenho escolar e um empecilho na relação pais e filhos. Mas, uma pesquisa divulgada recentemente, mostra como essa percepção mudou. Os fãs de games de décadas atrás cresceram, mas nunca deixaram de gostar de jogos eletrônicos. E agora jogam com seus filhos.

A pesquisa Game Brasil 2015 ouviu 909 pessoas em todo o país, e constatou que 82% dos pais com videogame em casa jogam com seus filhos. O levantamento mostrou também que, embora 61,8% preocupem-se com o tipo de jogo com o qual os filhos se entretêm, 71,2% gostam que seus filhos joguem games e nenhum dos entrevistados disse que proíbe os filhos de jogar.

Matéria publicada na Gazeta do Povo, mostra que a ideia de que videogames atrapalham no rendimento escolar é outra sentença que foi, no mínimo, relativizada por descobertas recentes. Naturalmente, quando o hábito de jogar videogame se transforma numa espécie de vício, quase sempre causado pela falta de controle no tempo dedicado aos jogos, o desempenho nos estudos fica comprometido. No entanto, pesquisas neurológicas desenvolvidas em diferentes universidades do mundo têm mostrado que os jogos eletrônicos contribuem para o aperfeiçoamento de diferentes habilidades cognitivas. Olha que bacana!

Que tal jogar com o filhote? Bora?