Engenheiro explica escorregamento pontual no Dona Mercedes e garante segurança
Um pequeno escorregamento de solo orgânico, foi registrado na parte superior do morro localizado no bairro Dona Mercedes, em União da Vitória, durante a noite de quinta, 26, para sexta-feira, 27.
Segundo informações da empresa responsável pela obra de contenção na área, a Engemass, não há qualquer risco à população, e os reparos já estão em andamento.
De acordo com o engenheiro responsável pela obra, Clewerson Cezar Masnik, o escorregamento ocorreu em uma área específica da contenção, onde há a interseção entre a vegetação nativa da floresta e o sistema de bioengenharia instalado — composto por uma tela de aço e o plantio de gramíneas.

Foto: Portal Vvale
Essa vegetação, no entanto, ainda está em processo de enraizamento, o que leva de seis meses a um ano para atingir plena eficácia.
O excesso de chuvas foi o principal fator do incidente: aproximadamente 200 milímetros de precipitação foram registrados em um curto período de tempo, o que causou a saturação do solo vegetal na parte mais alta do morro.
“Foi muita água em pouco tempo, e as raízes ainda não estavam totalmente desenvolvidas para cumprir seu papel de fixação do solo. O que escorregou foi apenas a camada de solo vegetal, por cima da contenção”, explicou o engenheiro.
A estrutura de contenção, segundo ele, cumpriu seu papel ao conter o material escorregado nos terraços construídos atrás do muro de pedras.

Foto: Portal Vvale
Esses degraus, projetados exatamente para esse tipo de situação, impediram que a terra chegasse até a pista, preservando a segurança da comunidade.
Dos quase 18 mil metros quadrados de área com contenção instalados no morro, o problema afetou apenas cerca de 150 metros quadrados — uma pequena fração localizada no topo da encosta.
A Engemass informou que iniciou os trabalhos de limpeza já na sexta-feira, 27, e que irá refazer o plantio das gramíneas na área afetada, sem qualquer custo adicional ao poder público.
“É algo natural nesse tipo de obra, especialmente nos primeiros meses, e mais ainda durante o inverno, quando as plantas entram em dormência e o enraizamento é mais lento. Mas a estrutura respondeu bem e seguimos monitorando de perto”, finalizou o engenheiro.

Foto: Portal Vvale


