Prefeito de Porto União, Juliano Hassan, avalia primeiro semestre de mandato
O prefeito de Porto União, Juliano Hassan, participou do programa União é Notícia – 1ª Edição da FM Verde Vale 94.1 nesta quinta-feira, 17, oportunidade em que avaliou seu primeiro semestre de mandato.
Confira um trecho da entrevista:
Jornal O Comércio: O que foi possível fazer neste primeiro semestre de mandato? Qual seu destaque?
Juliano Hassan (JH): Então, queridos amigos. Quase 500 km de estradas. Vamos para o interior, primeiro. Um jogo rápido em cada secretaria. Na área rural, na parte do departamento de Obras, foram mais de 300 km de estradas já recuperadas. A totalidade é de quase 500 km. O por que eu falo quase 500 km? Porque nós temos um sério problema no interior do Porto União. Nós recuperamos, chove, três dias de chuva e passam caminhões com 60, 70 toneladas, destruindo novamente o que nós fizemos. Também mais de 197 km no centro da cidade, bocas de lobo e bueiros recuperados. Nós temos ainda a aquisição de dois caminhões traçados, caçambas, com recursos próprios. Três retroescavadeiras, duas vans, duas ambulâncias, mais veículos de passeio, totalizando mais de R$ 3,4 milhões adquiridos com recursos próprios, sem financiamento. Sem contar o trabalho das intendências, o trabalho do departamento que está atrelado com o departamento de Obras e Urbanismo. Estamos recuperando num passo muito acelerado para menos de sete meses de gestão.
Na parte da Agricultura nós temos esse programa de incentivo do calcário aos pequenos agricultores, distribuindo 10 toneladas anuais gratuitamente. Temos também o programa Lar Rural, que está indo de vento em popa. Temos essa parceria com o Senar, com a Epagri e com a Cidasc. Outros grandes eventos ocorrendo na área rural. Sem contarmos com os cursos que estamos compartilhando através dessas entidades com a municipalidade e através do setor.
Nós ganhamos do estado, através de uma parceria, sete pontes. O máximo eram cinco, nós fomos contemplados com sete. Jangada foi o primeiro contemplado. Já está pronta, falta a cabeceira, e aí o estado irá disponibilizar o kit correspondente para essa ponte. Ao término da gestão, nós queremos substituir todas as pontes de madeira por pontes de concreto. É esse o nosso objetivo. Além disso, o que que nós temos?
Na parte da Educação, nós temos a Central Única de Vagas que foi criada para evitarmos essa falta de vagas no interior, nas creches e nas escolas municipais de Porto União. Nós adquirimos e iniciamos um programa com monitores nas escolas. Estamos chegando na nossa meta que foi estipulada no começo de ano para a educação do nosso ponto de vista. Adotamos o programa, continuamos com essa modalidade do programa positivo nas escolas de Porto União. Então, muitas coisas boas estão acontecendo.
Na Saúde, nós temos mais de 22 mil exames realizados no município de Porto União. Há mais de 2.500 pessoas que evitamos que viajassem desnecessariamente para outros municípios. Aquilo que nós falamos atrás está acontecendo em Porto União. Aquisição de duas ambulâncias, um convênio com a APADAF contemplando 80 crianças. Temos também a emissão de laudos para crianças autistas através desse convênio, neurologista gratuitamente. Mutirões de cirurgia vascular. Nunca tivemos na história de Porto União um cirurgião vascular, zeramos a fila da cirurgia vascular em Porto União. Isso é importantíssimo. Responsabilidade, seriedade e transparência e cumprindo aquilo que nós falamos.
JOC: Uma novidade são os bebedouros instalados no município. De onde surgiu essa ideia?
JH: Essa ideia, na campanha nós falamos muito sobre hidratação, sobre saúde, tocamos nesse assunto. E principalmente os esportistas que aproveitam a perimetral, as canchas ao ar livre, reclamavam muito sobre a questão de hidratação, da falta de água. Teriam que solicitar aos vizinhos ou levar suas garrafinhas e não tinham como repor essa água para hidratação. Então, o que que nós fizemos? Pensamos nisso não somente na Perimetral, mas também em Santa Cruz do Timbó, São Miguel da Serra e na Praça Central. E deixando claro, não é só um espaço para chimarrão. Quem tem criança pequena sabe muito bem o quanto é útil isso. Mas podem utilizar também os motoboys de madrugada, os taxistas que precisam de água quente, as forças de segurança, água gelada, água normal, temperatura ambiente, água para pet também nós temos. É uma responsabilidade com o cidadão, aquilo que nós falamos, qualidade de vida, saúde, em primeiro lugar.
JOC: Prefeito, por que eventos como a festa do Steinhaeger e do Xixo, o evento dos carros antigos e o Festival da Cerveja deixaram de ser realizados na Praça Hercílio Luz em Porto União?
JH: Na minha última participação aqui no programa eu esclareci a respeito da Festa do Xixo. Mais uma vez, vamos ressaltar, deixamos claro isso aqui. Prefeito Juliano e toda a equipe, nós oferecemos para os organizadores da Festa do Xixo que o último ano a festa poderia ser feita na Praça Central de Porto União. Até aqui tudo certo? Tendo em vista que nós não conseguimos a regularização e a licença da Rumo, que é a concessionária da linha férrea, atrás da rodoviária de Porto União, onde nós havíamos destinado espaço para eles. Não tinha tempo hábil. Segundo ponto, a Copel, há 02 anos, já mandou um comunicado, já notificou a prefeitura e a detentora do direito da festa, que a sobrecarga de energia no centro da cidade não comporta mais a festa desse tamanho. Terceiro aspecto, nós temos moradores que fizeram um abaixo assinado que não queriam que a festa fosse no centro de Porto União. Mesmo assim, nos reunimos com a comunidade, nos reunimos com a associação organizadora da festa e falamos o seguinte: no último ano, vocês farão a festa aqui em conjunto com a prefeitura, com todo suporte, estrutura, conforme sempre ocorreu. O que nós pedimos? Que o xixo seja padronizado, que não venda coração e moela por R$ 20. E que cinco barraquinhas fossem destinadas gratuitamente a cinco entidades: Casa de Apoio Amor Fraterno, Liga do Câncer Bebel, Pais e Mães e Associação dos Protetores Autistas de Porto União, feirantes ou funcionários do município e Protetores dos Animais. É isso que nós pedimos, nada mais. Eles estenderam as mãos, firmamos um compromisso através da Relação Institucional e Chefe do Gabinete. Estiveram com eles numa última reunião, estava tudo certo e eles decidiram, fizeram um comunicado isentando ambas as municipalidades e vereadores que a determinação deles seria que a festa não seria mais feita na Praça de Porto União. Ponto final, eu encerrei esse assunto, que Deus abençoe.
Nós não temos nenhuma ingerência a partir do momento que queiram fazer uma festa em outro estado. Nós não temos mais, não temos problemas com ninguém, conversamos numa boa e as portas do gabinete estão abertas. Quanto aos carros antigos, tem um ofício de 17 de março que eu conversei com o organizador da festa dos carros antigos. Tenho à disposição esse ofício, eu dei um ok no dia 17 de março. Está assinado e entreguei para o secretário da Cultura. Então, tem questões políticas envolvendo, que não irei adentrar nesse assunto, mas foi autorizado. E quanto à festa da cerveja, em nenhum momento eu fui procurado, ou secretário de Cultura, Turismo, ou equipe desta gestão para a realização da festa da cerveja na praça de Porto União ou atrás da rodoviária de Porto União. Essa é a questão. Alguém que tem alguma coisa a acrescentar ou a agregar, nos chame ambos e falaremos e vocês verão quem está dizendo a verdade ou quem está faltando com a verdade. Porque eu acredito que a hombridade acima de tudo. Honra, caráter e princípio.
JOC: Prefeito, um portal aqui da região publicou que o TCE havia alertado quatro municípios da região por arrecadação baixa e gasto acima do previsto com servidores. Porto União foi citada nesta reportagem porque teria recebido esse alerta no segundo bimestre do ano por supostamente ter uma arrecadação abaixo do esperado. O que o senhor pode esclarecer sobre isso?
JH: Esse é um alerta que foi emitido a todo o estado. Não somente para Porto União. Nós não temos um alerta por gasto, diga-se de passagem. O nosso alerta foi por arrecadação baixa comparando ao bimestre que foi realizado esse estudo. Esse alerta é de praxe. Assim como na gestão passada, eles receberam esse alerta também. Caiu a arrecadação. Existe uma nova reforma tributária que está sendo colocada em vigor pelo Governo Federal. Diminuiu as emendas dos deputados, no mesmo período do ano passado. Caiu a arrecadação, mas nós estamos trabalhando firme, de uma forma transparente, ética e com responsabilidade, administrando o município da melhor maneira. Tanto é assim que nosso limite prudencial está em 44%. Então nós não temos preocupação, o sinal vermelho não está ligado em Porto União, mas sim em alguns municípios da região, e outros municípios do estado. Nós estamos trabalhando em harmonia e não nos preocupa isso, porque é de praxe do Tribunal de Contas. O que nos preocupa é trazermos dignidade para as pessoas, melhorarmos. Fazermos a reforma da previdência, que nós somos obrigados. Trazer todos os funcionários para o seu piso salarial, ganhando dignamente, porque nós temos hoje em Porto União, de 1.200 funcionários, 145 ganhando abaixo do salário mínimo. É vergonhoso, é indignante. Eles recebem um abono remuneratório para compensar essa perda. Isso é aviltante. Isso aqui dispensa comentários. O que nós queremos é humanizar a lei da isonomia, equilibrar esse quadro que está bem complexo e desparelho.



