Manifestantes pedem respeito à Constituição em ato no Vale do Iguaçu
A manifestação “Reaja Brasil”, realizada no domingo, 03, reuniu moradores de União da Vitória e Porto União em um ato pacífico em defesa da liberdade de expressão. Organizado por cidadãos e movimentos civis, o protesto teve caráter apartidário e abordou pautas como o repúdio à censura, a insatisfação com injustiças no país e a valorização dos direitos individuais previstos na Constituição. Manifestações com o mesmo teor da registrada no Vale do Iguaçu foram realizadas em diversas cidades do país.
O evento foi marcado por uma carreata com início na Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, em União da Vitória, com destino à Praça Hercílio Luz, em Porto União. No local, ocorreram manifestações públicas, orações e falas de representantes da comunidade.
Sandra Souza, uma das participantes da manifestação, relata que um dos motes do evento foi a defesa da Constituição de 1988 que, na visão dos manifestantes, está sendo desrespeitada. “Nós temos em nosso país a nossa Constituição, que é a lei mais importante. E esta lei ela está organizada separando os três poderes que nós temos, o legislativo, aquele que cria as leis, que são representados pelos deputados federais e senadores, o executivo que é exercido pelo nosso presidente da república, nos estados pelos governadores e nos municípios pelos prefeitos. E, por fim, o judiciário, que é o órgão máximo. A função do judiciário é preservar os direitos individuais e o equilíbrio entre esses poderes. Devido a isto não estar acontecendo na nação brasileira, iniciou-se um grande despertar da nação para que nós, povo, que na minha opinião somos os soberanos, façamos a nossa parte. É impossível, sabendo que a nossa Constituição de 1988 garante direitos fundamentais e sociais de todos nós, estar sendo tão desrespeitada, estar sendo quase totalmente substituída pelo sistema que nos impossibilita de nos expressarmos, de criticarmos, e isso já a própria Constituição defende o nosso direito de expressão, liberdade de expressão”.
Outro aspecto de indignação, segundo Sandra, é a falta de punição para os envolvidos no esquema de desvio no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Outro aspecto fundamental da nossa Constituição brasileira de 1988 é que ela assegura ainda, além da liberdade de expressão, o direito à vida, a igualdade perante a lei, o direito à saúde, à educação, ao trabalho, à moradia, à segurança e à previdência social, que hoje é o maior escândalo da nossa nação brasileira. É inadmissível homens e mulheres, que numa vida toda trabalharam dignamente, contribuíram com a força de trabalho do nosso país, serem roubados. É uma vergonha. Isto é inadmissível. Então, quando nós falamos em defender a Constituição e as leis, nós precisamos entender que as leis devem ser cumpridas, assegurando uma ordem jurídica no nosso país e a proteção dos direitos e garantias fundamentais de cada cidadão brasileiro”.
Para Sandra, é importante que a população se preocupe com o futuro que será deixado para as próximas gerações. “Agora é hora de nós nos unirmos e lutarmos pelo nosso país, Brasil. Ou cada brasileiro toma essa consciência, desperta para esta consciência, porque depois não vai adiantar nós ficarmos reclamando. Nós temos que pensar no hoje. Contudo, é nosso dever garantir um futuro saudável para as próximas gerações. Por isto, eu afirmo: eu, patriota, não posso me omitir com relação a tudo o que está acontecendo no Brasil. E clamo a todos os cidadãos das Gêmeas do Iguaçu que é necessário defendermos a nossa Constituição e as leis. Por que? Porque esta defesa envolve a atenção de todos nós. A reação, a consciência, a atitude. Nós precisamos garantir a supremacia da Constituição e a proteção dos direitos e garantias fundamentais de todos os cidadãos das Gêmeas do Iguaçu e do Brasil. Assim, nós conseguiremos assegurar um estado democrático de direito. Defendo que nós precisamos acordar”
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