Tragédia nas estradas: morte de jovens reforçam alerta sobre segurança no trânsito

No final de semana retrasado, três acidentes de trânsito chamaram atenção na região do Vale do Iguaçu, tanto pela gravidade dos acidentes, quanto pela idade das vítimas.

O primeiro acidente foi o sofrido por Max Willian Muncinelli, de 19 anos, no sábado, 30. O jovem conduzia um automóvel quando colidiu contra uma carreta na BR-476, região de Vargem Grande, em Paula Freitas. Ele faleceu no local. Natural de General Carneiro, Max era acadêmico do curso de Ciências Contábeis da UGV e atualmente residia em Paula Freitas.

Ainda no sábado, Fernando Bertoletti Bordin, de 19 anos, se envolveu em uma colisão entre três veículos na BR-153, em General Carneiro. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Regional São Camilo, em União da Vitória, mas, devido à gravidade dos ferimentos, veio a óbito na madrugada do domingo, 31. Fernando era acadêmico do curso de Agronomia da UGV e residia em Bituruna.

Em Canoinhas, o jovem Erick Cordeiro da Silva, de 22 anos, faleceu ao cair em um córrego enquanto pilotava sua motocicleta. Ele estava à caminho do hospital para visitar a esposa, que está grávida, quando sofreu o acidente no mesmo bairro em que morava.

Santin Roveda, diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran-PR), fala sobre os perigos enfrentados por conta da situação das estradas, e também sobre a necessidade de estar atento aos riscos. “É muito triste ver jovens perderem a vida de forma tão precoce nas nossas estradas. A gente tem situações gravíssimas de estradas na nossa região, que são vergonhosas, que demonstram a fragilidade de uma federação, de um Brasil que tem tamanho continental hoje e que não dá conta de entregar para as pessoas o que nós teríamos de direito mínimo de dignidade, e as vidas muitas vezes são perdidas. Cada uma dessas tragédias, deixa as famílias destruídas e um vazio que nunca vai ser preenchido. Por isso que eu faço um apelo para os pais: conversem com seus filhos, mostrem que o trânsito exige responsabilidade, prudência, respeito para vida deles e das outras pessoas. Um minuto de diálogo, às vezes, de conversa, pode evitar um sofrimento por anos da família que perdeu alguém querido. No Paraná a gente está trabalhando para salvar essas vidas, para não perder ninguém, mas a gente precisa da consciência de cada um. As pessoas tem que entender que o trânsito necessita de uma escolha que hoje pode fazer a diferença para quem volta e para quem não volta para casa”.

Em um momento em que a região está de luto pelas vidas perdidas, Adriano Fiamoncini, Chefe do Núcleo de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Catarina também fala sobre a importância da educação no trânsito, necessária para todos. “A juventude é uma fase de descobertas e isso inclui a emoção de conquistar a liberdade de dirigir. No entanto, essa nova autonomia traz grandes responsabilidades ao se conduzir um veículo automotor, ainda mais em rodovias, onde se transita em altas velocidades. (…) A educação para o trânsito não deve começar apenas na escola. Ela precisa ser uma lição contínua, incorporada desde a infância. Ensinar crianças a atravessar a rua com segurança, respeitar a sinalização sendo ciclista e a importância do cinto de segurança como um passageiro, por exemplo, cria uma base sólida de conhecimento e respeito às regras. Ao crescer, esses jovens já terão uma mentalidade mais consciente, compreendendo que o trânsito é um espaço compartilhado e que a segurança de todos depende das atitudes individuais. Sim, é fato que os jovens muitas vezes se arriscam mais. A ciência explica que o cérebro adolescente ainda está em desenvolvimento. A busca por adrenalina e a pressão social dos amigos, por vezes, levam a comportamentos perigosos. E é por isso que a conscientização é tão importante. Em vez de simplesmente proibir, é mais eficaz mostrar as consequências reais dessas atitudes. Acidentes, ferimentos e a perda de vidas. Histórias de vida, campanhas educativas e a exposição a informações claras e diretas, podem ajudar a equilibrar essa impulsividade natural da adolescência com a responsabilidade de ser um motorista”.

Por que usamos uma imagem

No final de semana, o Portal Vvale recebeu críticas por divulgar a foto do acidente sofrido por Erick. A decisão de publicar a fotografia se deu devido a relevância jornalística, como uma forma de alerta para os perigos enfrentados diariamente por condutores e pedestres. Como parte do mesmo Grupo de Comunicação, o Jornal O Comércio entende o posicionamento do público (que clica na notícia, observa a imagem e critica a sua publicação), mas também reconhece seu papel como o veículo de comunicação mais antigo do Vale do Iguaçu, que é o de informar, registrar e colaborar com a construção de uma sociedade melhor desde 11 de junho de 1931. Optamos por utilizar, nesta página, uma releitura da imagem, para reforçar a importância do tema, e propor reflexões a respeito das nossas atitudes no trânsito.

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