Influenciadores promovem apostas ilegais e país perde até R$ 11 bilhões por ano
De acordo com pesquisa da consultoria econômica LCA em parceria com o Instituto Brasileiro do Jogo Responsável, o Brasil perde até R$ 10,8 bilhões por ano com jogos ilegais impulsionados por influenciadores digitais — prática que, segundo os autores do estudo, acontece por meio de contratos milionários não autorizados.
Esse montante representa recurso equivalente ao orçamento previsto para Ciência e Tecnologia em 2025, segundo dados oficiais, o que evidencia a gravidade econômica da situação.
Influenciadores e apostas ilegais: o elo que custa caro
Nas redes sociais, influenciadores vêm divulgando plataformas de apostas que não têm autorização do governo, recebendo contratos vultuosos em troca de recomendações e links inducionadores.
O estudo da LCA e do Instituto Brasileiro do Jogo Responsável alerta que essas práticas favorecem o crescimento dos jogos ilegais no país — um prejuízo não só para o Estado, que deixa de arrecadar impostos, mas também para o consumidor, que muitas vezes é iludido e exposto a riscos financeiros.
Impacto para as finanças e para o cidadão
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O estudo calcula que os R$ 10,8 bilhões perdidos poderiam reforçar diversos setores públicos, como saúde, educação, ciência e infraestrutura.
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Para o apostador, os perigos são diversos: sites sem regulamentação deixam de oferecer garantias, suporte ou transparência, além de favorecer esquemas de fraude e insolvência.
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Os contratos milionários entre plataformas ilegais e influenciadores configuram uma via de promoção agressiva, com poucos mecanismos de responsabilização até agora aplicados.
Comparativo orçamentário e dimensão simbólica
Chama atenção o fato de que os recursos desviados com apostas ilegais se aproximam do orçamento federal destinado à Ciência e Tecnologia em 2025 — algo em torno desse mesmo valor.
Isso dá uma dimensão simbólica sobre onde esse dinheiro poderia estar sendo investido em inovação e pesquisa.
Falta de fiscalização e ausência de punição
Apesar do volume de dinheiro envolvido e da visibilidade dos esquemas pelas redes sociais, nota-se falta de punição efetiva aos responsáveis — tanto plataformas que operam ilegalmente quanto influenciadores que promovem essas apostas.
A ausência de regulação e fiscalização robusta torna o ambiente fértil para que ações continuem sem consequências.
O que pode (e deve) ser feito
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Regulação e fiscalização mais rígidas para sites de apostas, com mecanismos claros de autorização e sanção.
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Responsabilização de influenciadores, com fiscalização sobre contratos que envolvem promoção de práticas ilegais.
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Educação do consumidor, para que apostadores verifiquem sempre se a plataforma é regulamentada por órgãos competentes antes de interagir.
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Apoio institucional, para que órgãos públicos reforcem a capacidade de monitoramento e atuação contra esse tipo de fraude.


