Família denuncia furto e depredação de sepultura no Cemitério

Uma família de União da Vitória vive um momento de profunda indignação e tristeza após constatar que a sepultura de seus entes queridos foi alvo de furto e vandalismo no Cemitério Municipal da cidade. 

O caso foi relatado por Rosângela Tereski, filha de Laudomiro Tereski e Oritha Furlan Tereski, e irmã de Isabel Cristina Tereski, todos sepultados no mesmo jazigo.

Segundo Rosângela, o túmulo foi encontrado sem a imagem religiosa (cruz) e sem as placas de identificação em bronze, que continham os nomes e fotos dos falecidos. Além do roubo, houve danos significativos à estrutura de granito, onde os objetos estavam fixados.

“A perda não é só material, pelo alto custo das peças, mas também moral, afetiva e religiosa. Nesse local descansam os restos mortais dos nossos pais, pessoas de bem, a quem prestávamos homenagem com esses símbolos”, desabafou Rosângela, em nome da Família Tereski — que inclui também Rita, Luciane e Marlon Douglas.

Arquivo Pessoal


A situação foi percebida após uma senhora responsável pela limpeza do túmulo informar à família que havia notado alterações no local.

De acordo com o relato, no sábado, 11, por volta das 14h, a funcionária observou a ausência dos objetos religiosos e das placas, mas acreditou que se tratava de uma reforma autorizada pela família, e por isso não notificou o fato imediatamente.

Somente dias depois, ao visitar o cemitério, Rosângela constatou que se tratava de um ato de vandalismo e furto.

Arquivo Pessoal


Providências tomadas

A família registrou boletim de ocorrência na Delegacia de União da Vitória e também protocolou uma denúncia na Ouvidoria da Prefeitura Municipal, solicitando investigação e reforço na segurança do cemitério.

“Esperamos que as autoridades tomem providências para que outros familiares não passem pela mesma dor. Não é só um objeto que foi levado — é o respeito à memória dos nossos pais que foi violado”, declarou Rosângela.

Casos semelhantes já foram registrados em outras cidades da região, onde peças de bronze e objetos religiosos são furtados de cemitérios para revenda ilegal.

Antes e depois (Arquivo Pessoal)

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