Marinha promove curso de formação e capacitação de aquaviários no Vale do Iguaçu
O Vale do Iguaçu recebeu, na última semana, a primeira turma do Programa do Ensino Profissional Marítimo (PREPOM), curso de formação e capacitação de aquaviários ministrado por militares da Capitania Fluvial do Rio Paraná – Marinha do Brasil. Ao todo, 11 alunos finalizaram o curso, que segue as diretrizes estabelecidas pela NORMAM-101/DPC. A expectativa é que novas turmas sejam abertas no futuro, a depender da demanda local.
Sargento Carvalho, um dos militares a ministrar o curso, explica que a formação de aquaviários visa instruir todos que desejem trabalhar com embarcações, para os mais diversos fins, inclusive com o turismo. “Se você quer trabalhar profissionalmente, você precisa ter uma capacitação. Isso também esbarra no turismo. Se vai transportar pessoas para passeios, para algum tipo de evento, tem que ter uma formação profissional. Aí entra a parte da Marinha do Brasil aplicando o curso para essas pessoas trabalharem com segurança, tanto do passageiro, quanto da embarcação e dos demais”.
- Foto: assessoria de Porto União
- Foto: assessoria de Porto União
Geralmente, o curso é realizado em Foz do Iguaçu mas, entendendo a dificuldade de alguns interessados em permanecer quase duas semanas – período de duração da formação – em outra cidade, os militares separam datas, anualmente, para abrir turmas fora da sede da Capitania Fluvial do Rio Paraná. As cidades são selecionadas a partir de ofícios enviados pelas prefeituras solicitando a formação.
No Vale do Iguaçu, as atividades práticas do curso foram realizadas na Marina Unidade Náutica, no bairro São Cristóvão, aproveitando, inclusive, o tráfego natural de embarcações no local para preparar os alunos. O custo da inscrição no curso é praticamente simbólico: R$ 8,00, para pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU).
Além de uma oportunidade de formação para aqueles que já trabalham no meio fluvial, sem a profissionalização exigida, o curso também é uma oportunidade para quem deseja novos desafios profissionais. “O curso é fundamental para aumentar um mercado, que é a Marinha Mercante. Se a pessoa está deslocada do mercado de trabalho, está procurando emprego, não acha um emprego em que ele acha tão valorizado, acho que vale muito a pena ele investir nessa carreira. É um valor relativamente baixo para a nossa realidade, e o participante pode estar agregando a sua pessoa uma profissão”, comenta o Capitão Vitor.
Cuidados com embarcações
Em conversa com a reportagem de O Comércio, o sargento Carvalho e capitão Vitor também falaram sobre a importância da prevenção contra acidentes no meio aquático, sobretudo àqueles relacionados à direção sob efeito de bebida alcoólica, uma das principais causas de revés. “Eu falo bem literalmente, podia falar em outros termos, mas é para as pessoas entenderem. Geralmente os acidentes ocorrem porque as pessoas ignoram algumas regras de segurança básica que poderiam salvar vidas. No final das contas, a gente tem inquéritos para resolver, para investigar, e quando vai ver, em suma, simplesmente uma pessoa estava na embarcação, caiu e não voltou. E aí os motivos são diversos, mas normalmente não está usando equipamento de segurança e está fazendo uso de bebida alcoólica, ou seja, ignorando regras básicas de segurança”, alerta o sargento.
“E é muito importante pontuar que, por mais simples que pareça aquela atividade que a pessoa está fazendo, tem o seu grau de risco. Infelizmente, a gente só vai tomar ciência de quão grave aquilo é, infelizmente, quando o acidente aconteceu. Uma prática muito comum e errada que ocorre é quando os pais deixam crianças pilotarem uma motonáutica. Infelizmente também é uma causa muito grande de acidente, porque a criança, o adolescente, perde o controle da embarcação e acaba ocasionando um acidente. Então, a gente é muito rigoroso quando se depara com uma situação dessa. Inclusive, não usando o colete. É muito importante que as pessoas se protejam, e protejam os seus entes. Não deem embarcação a quem não está habilitado e não façam uso de bebida alcoólica para para a prática de navegação”, completa o capitão.
Quanto aos passageiros, os militares indicam que é de extrema importância estar atento tanto à tripulação, quanto à segurança da embarcação. “Você vai fazer um passeio de barco. Aí você olha aquela embarcação e você já vê que não está manutenido direito, está com o assento quebrado. É para se desconfiar. E aí você, ciente da segurança que você tem que ter para si e para sua família, solicita um colete salva-vidas. E aí te oferecem um que não está fechando, que está com defeito, que não está na validade. Você pode olhar, pode questionar e aí vai do próprio cliente se você vai fazer aquele passeio ou não. Porque aí você acaba assumindo um risco desnecessário. E tem essa observação, o passageiro pode tomar a decisão se ele vai embarcar naquilo ou não. Inclusive, se ele decidir que não deve, pode fazer uma denúncia”, aponta o capitão Vitor.
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