Maria Elisa chega ao mundo enquanto a mãe enfrenta câncer
A história de Maria Elisa, que nasceu prematura no dia 31 de outubro de 2025, na APMI em União da Vitória com 33 semanas, 1.550 gramas e 41 centímetros, não pode ser contada sem falar da força de sua mãe, Andréia Aparecida Santos Duarte, de Porto Vitória (PR).
Mãe e filha dividiram, desde o início, uma gestação marcada por desafios que ultrapassam qualquer roteiro comum — uma história onde o amor venceu o medo, a fé venceu a dor e a vida falou mais alto.
Uma descoberta dupla: a gravidez tão sonhada e o diagnóstico que mudou tudo
Aos 41 anos, depois de duas perdas gestacionais dolorosas, Andréia recebeu o tão esperado resultado positivo. Uma alegria imensa tomou conta da família — mas, apenas uma semana depois, outro resultado caiu sobre ela como um choque: câncer de mama.
“Foi um mix de emoções. Descobri a gravidez e o câncer praticamente na mesma semana”, relembra.
O turbilhão emocional virou rotina: consultas, exames, a cirurgia para retirada do quadrante e, logo depois, a quimioterapia iniciada com uma vida crescendo no ventre.
Mas, mesmo em meio ao tratamento, Andréia nunca enfraqueceu a fé.
“Eu nunca perdi a fé. Eu e ela estávamos lutando juntas.”
Uma gestação acompanhada de perto — e de muita esperança
Enquanto enfrentava ciclos de quimioterapia todas as sextas-feiras, Andréia acompanhava, em cada ultrassom, no brilho do monitor, o desenvolvimento da pequena Maria Elisa. E a resposta era sempre a mesma: apesar de tudo, ela crescia forte, dentro do que era esperado, perfeita.
O nascimento da guerreirinha
No dia 31 de outubro, antes do previsto, Maria Elisa veio ao mundo. Pequena, delicada, prematura — mas surpreendentemente firme.
Com 33 semanas, pesando 1.550g e medindo 41 cm, ela foi imediatamente acolhida pela equipe da APMI. Cada dia era uma conquista: ganho de peso, estabilidade respiratória, evolução constante.
A mãe acompanhava com o coração apertado, mas confiante:
“Ela sempre foi forte. Uma guerreira desde o ventre.”
A alta tão esperada: o dia em que o abraço saiu da UTI e foi para casa
Depois de dias de cuidados intensivos e atenção da equipe neonatal, finalmente chegou o momento mais esperado dessa história:
no sábado, 22 de novembro, Maria Elisa recebeu alta hospitalar e pôde ir para casa.
Foi o dia em que a mãe, que lutava pela própria vida, pôde também comemorar plenamente a vida da filha.
“Foi uma emoção que não tem explicação. Ver ela indo pra casa, bem… é Deus agindo.”
Agora, Maria Elisa vive seus primeiros dias no lar, trazendo mais luz e força para uma família que já conhecia a dor, mas escolheu abraçar a fé.
Amor que supera qualquer obstáculo
Por causa do tratamento, Andréia não poderá amamentar — mas isso está longe de diminuir o vínculo que constrói com a filha.
“Isso não me faz menos mãe. O importante é ela estar bem.”
Ela cuida, acolhe, ora, agradece. E a pequena, saudável e forte, retribui com cada respiração tranquila.
Gratidão que transborda
Do fundo do coração, Andréia agradece:
“Primeiramente a Deus, que nunca deixou eu perder a fé. A minha família, que me apoiou desde o início. Sem eles eu não seria nada. Aos profissionais de jaleco rosa do Hospital São Brás, da oncologia, a Secretaria de Saúde de Porto Vitória, pelo apoio constante e a toda equipe da APMI.”
Voltar para matériasApós duas perdas, Andréia comemora gravidez e enfrenta o câncer com fé e coragem




