Quem era Thais Ferreira, a jovem de 23 anos vítima de acidente em Porto União
No fim da tarde desta terça-feira, 2, Porto União perdeu uma jovem que, segundo quem conviveu com ela, “tinha uma luz própria que não precisava fazer esforço para brilhar”.
Thais Ferreira, 23 anos recém-completados, morreu vítima de um acidente de trânsito no bairro São Pedro, no cruzamento das ruas Wenceslau Braz e Barão do Rio Branco. A motoneta Honda Biz 125 amarela que ela conduzia foi atingida por uma caminhonete GM/S10 por volta das 17h10.
Equipes de resgate foram acionadas, mas Thais não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O Instituto Geral de Perícias (IGP) recolheu o corpo. O boletim policial registrou a ocorrência como homicídio culposo no trânsito.
A notícia se espalhou rapidamente, mas foi o irmão, Thiago Ferreira, quem reconheceu a própria irmã na cena. Ele conta que saiu de casa às pressas ao ver, nas redes sociais, que um acidente envolvendo uma Biz havia acabado de acontecer ali perto.
“Eu fui correndo de moto. Chegando lá, os bombeiros me tiraram do local. O policial pegou a CNH dela e me mostrou… foi assim que confirmei que era a minha irmã. Eu que liguei pra minha mãe, que estava trabalhando em Irati, e avisei toda a família”, recorda.
Uma jovem de sonhos grandes, força silenciosa e olhos verdes que marcavam
Além da doçura no trato e da calma que transmitia, Thais tinha um traço que todos destacavam: os olhos verdes, lindos e marcantes, que pareciam sempre carregar um brilho próprio — um misto de esperança, delicadeza e determinação.
Era difícil conversar com ela sem notar como aquele olhar transmitia verdade, atenção e gentileza.
Thais morava com o pai, e o irmão. A mãe, Marlene, trabalha em Irati e passa os fins de semana em Porto União junto com a família.
A jovem apesar da pouca idade estava construindo uma trajetória admirada na Secretaria Municipal de Saúde de Porto União: começou como estagiária e, com esforço e dedicação, havia sido recentemente promovida à coordenação. “Ela tinha muito orgulho da área. Queria se formar em Nutrição e se destacar”, conta o irmão.
Mesmo jovem, Thais já era reconhecida pelos colegas pelo cuidado com as pessoas. Na véspera do acidente, havia atendido uma gestante com sangramento. “Hoje essa mulher me procurou para agradecer”, relatou a mãe.
Marlene definiu a filha em poucas palavras, que dizem muito:
“A minha florzinha era luz por onde passava”
A força interior que inspirava todos ao redor
Thiago descreve a irmã como alguém que transformava o ambiente com gestos simples e genuínos.
“A Thais era uma das melhores pessoas que já passaram pela minha vida. Ela acreditava na bondade, nas pequenas gentilezas. Era cheia de sonhos, tinha uma força silenciosa que inspirava qualquer um.”
Sonhadora, disciplinada e carinhosa, Thais gostava de academia, da igreja aos fins de semana e, principalmente, de estar com a família. “Ela preferia ficar em casa, perto da gente”, lembra.
O impacto de uma vida que marcou muitas outras
A família tenta agora compreender a dor de uma partida tão abrupta. “Perder a Thais deixou um vazio impossível de explicar”, diz Tiago.
“Mas falar sobre quem ela foi é uma forma de manter vivo tudo o que ela representava: amor, cuidado e humanidade.”
A mãe reforça que a filha deixou marcas profundas em quem teve o privilégio de conviver com ela — como profissional, como amiga, como irmã e como filha.
“Era minha florzinha. A Thais iluminou cada lugar por onde passou.”
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