Vendas de Natal têm desempenho moderado no Vale do Iguaçu

(Foto: JOC).

O comércio do Vale do Iguaçu encerrou o período de vendas de Natal com um desempenho considerado moderado, segundo avaliação da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de União da Vitória e Porto União. A análise é baseada em pesquisa realizada com associados de diversos segmentos do varejo local, que classificaram os resultados entre regulares e bons, abaixo do potencial esperado para a principal data do calendário comercial.

De acordo com o tesoureiro da CDL, Thiago Iwanko, fatores locais e nacionais influenciaram diretamente o comportamento do consumidor e o volume de vendas. Um dos principais impactos foi o clima adverso nos dias que antecederam o Natal, período tradicionalmente marcado por grande movimento nas lojas físicas.

“Enfrentamos o desafio das chuvas nos dias finais, que são justamente os de vendas recordes. Isso dificultou o acesso do consumidor de última hora às lojas, que ainda são o principal canal de compras no país”, destacou.

Na comparação com o Natal de 2024, a maior parte dos lojistas apontou estabilidade ou pequenas quedas nas vendas, variando conforme o setor. Para Iwanko, o cenário econômico nacional também pesou nos resultados.

“A média geral não superou o desempenho do ano anterior. Além das chuvas, há a dificuldade econômica de muitos brasileiros, com recorde de inadimplência e um consumidor mais cauteloso”, afirmou, citando dados da CNDL e do SPC Brasil sobre o elevado número de pessoas com restrição de crédito.

Tesoureiro da CDL, Thiago Iwanko

Mesmo diante de um cenário desafiador, alguns segmentos conseguiram se destacar durante a campanha natalina. Setores como vestuário, calçados, relojoarias, perfumaria, cosméticos e acessórios apresentaram melhor desempenho. Supermercados e lojas de alimentos também mantiveram boa movimentação, impulsionados pelas compras da ceia.

“Os dados nacionais mostram que muitos brasileiros planejaram os gastos com a ceia, com desembolso médio em torno de R$ 338, o que ajudou a manter o movimento nesses estabelecimentos”, explicou.

A CDL também identificou um perfil de consumidor mais atento aos preços e às condições de pagamento. Segundo os lojistas, houve maior comparação de ofertas, adiamento de compras e uso mais consciente do crédito.

“O consumidor comprou, mas de forma planejada, preocupado com o orçamento e com o endividamento”, resumiu o tesoureiro.

Apesar de o Natal ter ficado abaixo do esperado em alguns segmentos, a expectativa do comércio local para o início de 2026 é de otimismo moderado. As liquidações de janeiro devem ajudar a impulsionar as vendas, especialmente para lojas com estoques elevados. Além disso, o fato de 2026 ser um ano eleitoral pode favorecer a circulação de recursos e estimular a economia regional.

Ao final, a CDL reforça o apelo para que a população prestigie o comércio local.

“Cada compra feita na cidade ajuda a manter empregos, renda e a fortalecer a economia regional. Valorizar o comércio local é investir no desenvolvimento econômico e social do município”, concluiu Iwanko.

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