Planejamento financeiro é chave para evitar aperto no início de 2026
O começo do ano costuma ser um dos períodos mais desafiadores para o orçamento das famílias brasileiras. Após as despesas com festas, viagens, presentes e o uso do 13º salário, janeiro chega acompanhado de contas inevitáveis, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, além de seguros e mensalidades que pressionam ainda mais as finanças.
De acordo com o economista Tiago Kohut, do Vale do Iguaçu, o principal caminho para atravessar esse período sem sustos é simples, mas frequentemente negligenciado: o planejamento financeiro.
“O principal segredo para começar o ano de 2026 sem nenhum aperto é bem simples, mas muitas pessoas deixam de lado, que é o planejamento financeiro”, afirma.
Segundo ele, janeiro já começa com despesas conhecidas, o que facilita a organização.
“IPVA, IPTU, material escolar, mensalidade. Então, o primeiro passo é controlar tudo no papel”, orienta.
Kohut destaca que não importa a ferramenta: pode ser uma planilha, um caderno ou até o bloco de notas do celular. “O importante é visualizar todas as contas para saber se o dinheiro que entra vai ser suficiente para dar conta dessas despesas.”
Essa visualização ajuda a evitar esquecimentos e o pagamento de juros por atraso, além de permitir decisões mais estratégicas.
“Você consegue avaliar se vale a pena pagar à vista para conseguir algum desconto ou se o parcelamento é a melhor opção”, explica.
Os gastos com educação também merecem atenção especial neste período. Caso o orçamento fique apertado, a orientação é dialogar. Procure a instituição, negocie os prazos, converse e veja a melhor forma de negociação”, recomenda.
Já em relação ao material escolar, o economista reforça a importância da pesquisa. “É hora de comparar preços, pesquisar lojas e evitar a compra por impulso.”
Outra dica importante envolve despesas recorrentes que muitas vezes passam despercebidas.
“Revisar contratos de telefonia, internet e streaming é fundamental. Muitos planos têm reajustes anuais, e janeiro é um ótimo momento para renegociar ou até mesmo cortar aquilo que você quase não usa”, destaca.
Para Kohut, o erro mais comum é a falta de planejamento contínuo. “A pessoa vai pagando as contas conforme elas aparecem, sem uma estratégia clara, e quando percebe, o dinheiro já acabou.” O problema se agrava quando há uso excessivo de crédito fácil. “Recorrer ao cartão de crédito sem controle e, pior ainda, ao cheque especial, transforma o início do ano em uma bola de neve de dívidas”, alerta.
O economista também chama atenção para o uso consciente do 13º salário. “Ele não deve ser visto como dinheiro sobrando, mas como um aliado do planejamento.” A sugestão é dividir o valor em três partes: 50% para despesas do início do ano, 30% para uma reserva de emergência e 20% para lazer. “O equilíbrio é a palavra-chave.”
Para quem já está endividado, a prioridade deve ser eliminar as dívidas mais caras.
“Cheque especial e cartão de crédito são as que fazem a dívida crescer mais rápido”, afirma.
Ele também orienta a verificar impostos em atraso e buscar programas de negociação. “Quanto antes negociar, menores são os juros e mais fácil fica reorganizar o orçamento.”
Diante das incertezas econômicas para 2026, Kohut reforça a importância da cautela. “Evitar gastos desnecessários e fortalecer o planejamento financeiro não é pessimismo, é inteligência financeira.” Segundo ele, acompanhar o orçamento mês a mês é o hábito mais poderoso para manter as contas em dia. “Quando você registra ganhos e despesas regularmente, entende exatamente para onde o dinheiro está indo.”
Com disciplina, o controle financeiro pode abrir espaço para investimentos e mais tranquilidade ao longo do ano. “Quando você cuida do seu dinheiro, cuida da sua família e do seu futuro. O planejamento financeiro não tira a liberdade, ele traz paz, segurança e mais qualidade de vida”, conclui.
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