Furto em mercado segue em apuração e é tratado como furto por “fome”
A reportagem procurou a Polícia Civil do Paraná (PCPR) para obter um posicionamento oficial sobre o caso relatado no sábado, 31, em que uma mulher foi flagrada furtando produtos no supermercado Bahniuk, no bairro Nossa Senhora do Rocio, e liberada após o pagamento via PIX do valor equivalente aos itens furtados.
Em resposta, a PCPR informou que a autoridade policial de plantão despachou o caso como furto famélico, ou seja, uma situação em que o furto foi registrado sob a justificativa de necessidade alimentar — classificação registrada pela autoridade no momento da apuração inicial.
O crime ainda está em apuração pela equipe de investigação da PCPR.
Sobre a conduta da servidora que atendeu a ocorrência e determinou a liberação da suspeita, a polícia esclareceu que os fatos serão avaliados pela Corregedoria Geral da Polícia Civil do Paraná, instância responsável por examinar eventuais irregularidades funcionais ou procedimentais no atendimento das ocorrências.
A PCPR reforçou que as análises em andamento buscam esclarecer todos os detalhes da ocorrência, incluindo os critérios adotados no despacho e eventual enquadramento do caso no ordenamento jurídico estadual.

Na primeira imagem quando a suspeita sai correndo do supermercado e na imagem da direita ela dentro do estabelecimento guardando os produtos na bolsa (Reprodução)
Supermercado se manifesta sobre caso de furto em União da Vitória
Em um vídeo divulgado nesta segunda-feira, 2, CEO Grupo Bahniuk Clemente Bahniuk se manifestou sobre o caso de furto registrado em uma de suas unidades em União da Vitória, que gerou ampla repercussão nas redes sociais.
Segundo o grupo, a empresa atua com monitoramento, segurança e parceria constante com a Polícia Militar e a Polícia Civil, sempre seguindo os procedimentos legais em situações de furto.
O supermercado destacou que o episódio que gerou indignação pública foi um caso isolado, conduzido por atendimento virtual e fora da comarca, e que não representa a atuação das forças de segurança da região.
Na nota, o Grupo Bahniuk afirmou ainda que segue acreditando na Justiça e reforçou o compromisso com a legalidade, o respeito e a proteção de colaboradores, clientes e parceiros.
Por fim, a empresa fez um agradecimento público à Polícia Militar e à Polícia Civil do Paraná, ressaltando o trabalho diário das instituições, classificado como sério e essencial para a segurança da comunidade.
Relembre o caso
Um caso curioso e, no mínimo, intrigante, foi registrado na noite deste sábado, 31, em União da Vitória.
A ação foi registrada pelas câmeras de monitoramento do estabelecimento e percebida por funcionários, que acionaram imediatamente a Polícia Militar.
A equipe compareceu ao local, realizou o flagrante e conduziu a mulher até a Delegacia de Polícia Civil de União da Vitória para os procedimentos legais.
Todo o atendimento, desde a abordagem até a conclusão da ocorrência, levou mais de quatro horas de empenho policial.
Até então, o caso seguia como um registro comum de furto. No entanto, o desfecho acabou chamando a atenção. A delegada responsável pelo plantão — que não integra o quadro da segurança pública de União da Vitória nem atua nas delegacias da região — realizava a cobertura de forma remota, por meio da Central de Plantão do Estado durante o fim de semana.
Mesmo à distância, a autoridade policial decidiu relaxar o flagrante, determinando a liberação da mulher suspeita.
O montante foi transferido para um policial civil, que efetuou o pagamento ao supermercado. Na sequência, a pedido da própria autoridade policial, os itens foram doados à mulher detida.
Uma funcionária do supermercado acompanhou todo o procedimento na delegacia.
O caso gerou indignação, especialmente diante da informação repassada pela Polícia Militar de que a mesma mulher já teria cometido outro furto no estabelecimento durante a semana, quando levou uma peça de picanha, levantando a suspeita de reincidência.
Polícia Civil de União da Vitória se manifesta
Em nota oficial, a Polícia Civil de União da Vitória esclareceu que a delegada responsável pelo procedimento não integra o quadro da Segurança Pública do município.
Segundo o comunicado, a atuação ocorreu exclusivamente no contexto da Central de Plantões do Estado, sem qualquer vínculo funcional com as delegacias sediadas na cidade.
De acordo com a nota, o objetivo do esclarecimento é evitar equívocos, preservar a correta apuração dos fatos e resguardar a imagem das profissionais e das instituições que foram indevidamente associadas ao episódio.


