Depois do Impacto: João Vitor relata acidente grave em cruzamento
O motociclista João Vitor Beatriz é mais um personagem da série especial Depois do Impacto – histórias reais de acidentes de trânsito no Vale do Iguaçu, que traz relatos de vítimas marcadas por ocorrências nas ruas e rodovias da região.
O acidente de trânsito envolvendo João Vitor aconteceu no dia 6 de outubro de 2025, na Avenida Abilon de Souza Naves, no distrito de São Cristóvão, em União da Vitória.
Na ocasião, a colisão envolveu um veículo Siena e uma motocicleta, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros.
Em conversa com a reportagem, João Vitor contou que seguia pela via a cerca de 40 km/h, dentro do limite permitido, quando o carro fez a conversão no acesso em direção à ponte para o bairro Cidade Jardim.
Segundo ele, a manobra aconteceu em um ponto considerado perigoso e sem visibilidade adequada.
“A pessoa não tinha visibilidade da minha pista, pois tinha fila na faixa da esquerda, enquanto eu estava na faixa da direita. Quando abriu uma brecha, ela atravessou e isso causou um acidente”, relatou.
João Vitor lembra que o impacto provocou consequências graves.
“Eu perdi muito sangue, sofri ferimentos graves, fiquei internado na UTI aqui em União da Vitória e precisei ser encaminhado para Curitiba por conta dos ferimentos”, afirmou.
Desde então, ele segue em acompanhamento médico na capital. Apesar da recuperação, o motociclista destaca que o quadro foi delicado desde os primeiros momentos após o acidente de trânsito.
“Graças a Deus eu consegui me recuperar, mas o meu caso era bem grave quando fui internado”, contou.
Além de relembrar o drama vivido, João Vitor também chamou atenção para o risco no cruzamento onde tudo aconteceu. Na avaliação dele, o trecho se tornou um dos mais preocupantes da cidade.
“Esse acesso ficou muito perigoso. Toda semana tem acidente ali e é muito possível que ainda ocorram vítimas fatais”, alertou.
O relato de João Vitor reforça a proposta da série Depois do Impacto, que busca mostrar não apenas o momento da colisão, mas também o que vem depois: a internação, o medo, a recuperação e as marcas deixadas na vida das vítimas e de suas famílias.
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