Olimpíada de Foguetes transforma estádio em espaço de ciência

O Estádio Municipal Antiocho Pereira, em União da Vitória, recebeu nesta quinta-feira (30) a 3ª Olimpíada Regional de Foguetes, evento que reuniu cerca de 270 alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares do Paraná e de Santa Catarina.

(Foto: Ricardo Silveira/JOC).

Promovida pelo Colégio Estadual Integral José de Anchieta, a iniciativa incentivou os estudantes a aplicarem na prática conhecimentos de física, química, matemática e aerodinâmica por meio da construção e lançamento de foguetes produzidos com garrafas PET e materiais recicláveis.

Ciência aplicada na prática

Segundo o professor Osmar Antonio Schoroh, um dos organizadores da olimpíada, a proposta vai além da competição e busca aproximar os alunos da ciência de maneira dinâmica.

“Eles colocam em prática tudo aquilo que aprendem na escola. Física, química, matemática e aerodinâmica aparecem no desenvolvimento dos foguetes e das bases de lançamento”, explicou.

(Foto: Ricardo Silveira/JOC).

A competição é vinculada à Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), que estimula o estudo da astronomia e das ciências espaciais entre estudantes de todo o país.

De acordo com o professor, o projeto já trouxe reconhecimento nacional ao colégio organizador.

“Há alguns anos, uma equipe do José de Anchieta conquistou o segundo lugar do Brasil em lançamento de foguetes”, destacou.

Trabalho em equipe e evolução

Os projetos são desenvolvidos em grupos, incentivando cooperação e troca de experiências entre os participantes.

“Não é um trabalho individual. Eles treinam durante meses e aprendem juntos ao longo do processo”, afirmou Schoroh.

(Foto: Ricardo Silveira/JOC).

A evolução técnica das equipes também chamou atenção nesta edição. Um dos foguetes alcançou aproximadamente 220 metros de distância, superando marcas registradas em anos anteriores.

Participação valorizada

A avaliação considera a distância atingida pelos foguetes dentro da área delimitada do estádio. Mesmo assim, todos os estudantes receberam medalhas e certificados de participação.

“O principal é o aprendizado que eles levam dessa experiência. O resultado é consequência do esforço e da dedicação”, ressaltou o professor.

Para Schoroh, a olimpíada demonstra como atividades práticas podem fortalecer o interesse dos jovens pela educação e pela ciência.

“Quando eles conseguem aplicar o conteúdo da sala de aula em um evento como esse, o aprendizado se torna muito mais significativo”, concluiu.

Fotos: Ricardo Silveira/JOC