Vale do Iguaçu perde o poeta e trovador Silvestre Marcon

Faleceu nesta quinta-feira, 18, Silvestre Marcon, poeta, escritor, declamador e trovador que marcou gerações com sua simplicidade, talento e amor.

Conhecido carinhosamente como “Silvo” pelos irmãos e familiares mais próximos, Silvestre era uma figura admirada pela comunidade. Mesmo nos últimos anos, mantinha uma rotina ativa, frequentando a academia, escrevendo poesias e tocando gaita, atividades que cultivava com entusiasmo e paixão.

Embora tivesse apenas o ensino primário, nunca permitiu que as limitações da formação escolar fossem um obstáculo para sua produção literária.

Com a ajuda de amigos e pessoas próximas na revisão dos textos, publicou quatro livros e escreveu inúmeras poesias ao longo da vida. Em seus versos, transmitia histórias, contos, sentimentos, alegrias, paixões e reflexões, sempre com uma linguagem simples, mas carregada de inteligência e sensibilidade.

Silvestre também ficou conhecido por suas participações em festas, encontros culturais e festivais de trovadores, onde encantava o público com suas declamações e sua autenticidade. Para muitos, ele representava a essência do homem gaúcho: simples, trabalhador, apaixonado pela cultura e orgulhoso de suas raízes.

Em uma emocionante homenagem, o filho Elton Marcon destacou o legado deixado pelo pai.

“Com muita tristeza, meu pai se foi. Talvez o último dos trovadores desta região. Poeta, escritor, declamador e trovador, adorava se apresentar nas festas e nos festivais que existiam. Mesmo tendo apenas o ensino primário, escreveu quatro livros e inúmeras poesias. Na simplicidade das palavras, mas com profundo amor e inteligência, conseguia expressar histórias, contos, versos e sentimentos. Sylvestre nos pregou uma peça. Silvo para os irmãos, tio Silvo para os sobrinhos. As cortinas se fecham, as luzes se apagam. Morre um homem, mas fica a história de um grande trovador, de um baita poeta da verdadeira essência gaúcha”, escreveu.