Árbitro de Porto União leva legado do pai ao Mundial Militar de Basquete

Mais do que uma conquista profissional, a participação no 54º Campeonato Mundial Militar de Basquete (5×5) teve um significado especial para Jorge Michael Schwartz. O árbitro de Porto União representou o Brasil na competição realizada entre os dias 27 de junho e 5 de julho de 2026, em Bourges, na França, levando consigo a história e o legado de uma família construída dentro das quadras.

(Foto: arquivo pessoal).

Filho do saudoso Jorge Schwartz, um dos grandes nomes do basquetebol no Vale do Iguaçu, Jorge Michael viveu a experiência internacional em um momento marcado pela emoção e pela homenagem ao pai, falecido em 4 de janeiro de 2025.

Jorge Michael Schwartz (o primeiro da direita). (Foto: arquivo pessoal).

Organizado pelo Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM), o Mundial reuniu delegações de 13 países, com equipes formadas por militares das Forças Armadas de suas respectivas nações. A competição contou com atletas de alto nível, muitos deles atuantes nos principais campeonatos nacionais de seus países.

(Foto: arquivo pessoal).

Dentro da quadra, Jorge Michael teve a oportunidade de participar de momentos decisivos do torneio. O árbitro brasileiro atuou na semifinal entre França e Grécia e também integrou o trio de arbitragem da final masculina entre França e Lituânia, partida marcada pelo alto nível técnico e pela disputa intensa.

(Foto: arquivo pessoal).

“Foi uma grande surpresa receber esse convite para apitar o Campeonato Mundial Militar de Basquete. Foram jogos de bom nível, com equipes muito qualificadas e jogadores que atuam nos campeonatos nacionais dos seus países”, relatou.

Jorge Michael Schwartz e o pai em homenagem para destaques do esporte. (Foto: arquivo JOC).

Para Jorge Michael, porém, o momento ultrapassou a barreira esportiva. A presença no cenário internacional também representou uma forma de manter viva a memória de Jorge Schwartz, que dedicou grande parte da vida ao desenvolvimento do basquete em Porto União, atuando como jogador, técnico e coordenador.

“Eu acho que consegui representar bem a arbitragem brasileira nesse campeonato, e também representar o meu pai. Onde quer que ele esteja, essa é pra você, meu velho”, finalizou.