Programa entrega 704 óculos e amplia inclusão nas escolas de União da Vitória

A dificuldade para enxergar o quadro, ler um livro ou acompanhar as atividades em sala de aula deixou de ser um obstáculo para centenas de estudantes de União da Vitória. Nesta quarta-feira (30), o município recebeu a etapa de entrega dos óculos do programa Bons Olhos Paraná, que beneficiou 704 alunos das redes municipal e estadual de ensino após um amplo processo de avaliação oftalmológica.

(Foto: Assessoria).

A cerimônia, realizada no CTG, reuniu mais de 1,5 mil pessoas, entre estudantes, familiares, educadores e autoridades. Ao longo da ação, 4.926 alunos participaram da triagem visual. Destes, 1.091 foram encaminhados para consultas com oftalmologistas e 1.011 efetivamente passaram pelo atendimento especializado. Além da entrega dos óculos, outros 99 estudantes foram encaminhados para acompanhamento na rede de saúde em razão de alterações identificadas durante os exames.

Para o prefeito Ary Carneiro Junior, o programa representa um investimento que vai muito além da entrega dos equipamentos.

“Quero agradecer à Secretaria de Estado, à ONG Renovatio e às equipes da Assistência Social, da Educação e do Núcleo Regional de Educação. Esse é um trabalho que vai mudar a vida dessas crianças, oferecendo melhores condições para aprender e se desenvolver.”

(Foto: Assessoria).

A secretária municipal de Assistência Social, Magali Rochembach Carneiro, ressaltou que os números traduzem oportunidades para centenas de famílias.

“Em nosso município, quase cinco mil estudantes participaram da triagem visual. Hoje, 704 alunos recebem seus óculos gratuitamente. Mais do que estatísticas, esses resultados representam crianças e adolescentes que passam a enxergar melhor, aprendem com mais qualidade e ampliam suas possibilidades de desenvolvimento.”

Problemas de visão deixavam alunos em desvantagem

A chefe do Núcleo Regional de Educação de União da Vitória, professora Janete Sebben, afirmou que o programa evidencia uma realidade muitas vezes desconhecida pelas escolas e pelas próprias famílias: dificuldades de aprendizagem podem estar diretamente relacionadas à visão.

Segundo ela, muitos estudantes conviviam com limitações sem saber que precisavam de atendimento especializado.

“É um programa fantástico. Pela primeira vez vemos uma iniciativa com essa dimensão, preocupada em identificar alunos que não conseguiam aprender adequadamente por causa de problemas de visão. Muitos tinham dificuldade para ler, acompanhar as aulas e ninguém imaginava que essa fosse a causa.”

(Foto: JOC).

Janete destacou que a participação dos estudantes ocorreu em todas as etapas do programa, desde a triagem até a consulta médica e a entrega dos óculos.

“Todos os nossos alunos passaram pelo processo completo. Isso fortalece muito a aprendizagem, porque o estudante passa a enxergar corretamente e consegue acompanhar o conteúdo em sala de aula.”

Programa também identificou outros problemas de saúde

Além da correção visual, o programa permitiu a identificação de casos que exigiam atendimento médico imediato.

A chefe do Núcleo Regional de Educação revelou que, durante as avaliações, foi detectada uma doença grave em um estudante, que recebeu encaminhamento para tratamento especializado.

“Houve o caso de uma criança em que foi identificada uma doença séria durante os exames. Ela já foi encaminhada pela Prefeitura para receber todo o atendimento necessário. Isso mostra que o programa vai muito além da entrega de óculos: ele ajuda a preservar a saúde e pode fazer a diferença na vida dessas famílias.”

Janete também destacou o impacto social da iniciativa ao oferecer gratuitamente consultas, exames e os próprios óculos, serviços que muitas famílias teriam dificuldade para custear.

“Muitas vezes, os pais não têm condições de pagar consulta, lentes e armação. Agora esses estudantes recebem tudo gratuitamente. É um momento histórico para a educação e tenho certeza de que veremos uma melhora significativa no desempenho escolar desses alunos nos próximos meses.”