Iguaçu busca reorganização com gestão profissional após queda para Terceira Divisão

A Associação Atlética Iguaçu passa por um processo de reorganização administrativa e esportiva após o rebaixamento para a Terceira Divisão do Campeonato Paranaense. O momento vivido pelo clube e o planejamento para os próximos anos foram temas abordados pelo investidor Carlos Silva durante entrevista ao programa Estação Esporte, da FM Verde Vale, nesta segunda-feira (3). (Assista a entrevista no final da reportagem).

(Foto: JOC).

Durante a conversa, Carlos Silva falou sobre os desafios encontrados ao assumir o projeto, a necessidade de profissionalização da gestão, o fortalecimento das categorias de base e a busca por um modelo financeiro mais sustentável para a Associação Atlética Iguaçu.

O investidor destacou que o início positivo da equipe na competição, com duas vitórias nas duas primeiras rodadas, é resultado de um trabalho que envolve mudanças dentro e fora de campo.

“Estamos começando um trabalho de reestruturação naquilo que a Associação Atlética Iguaçu precisa”, afirmou.

Gestão com planejamento e controle financeiro

Carlos Silva explicou que sua proposta para o clube passa por uma administração baseada em planejamento, organização financeira e tomada de decisões com critérios técnicos.

Segundo ele, a Associação Atlética Iguaçu precisa ser conduzida com uma visão profissional.

“Para mim, como gestor, eu gosto muito de pensar como empresa, agir como empresa e tomar decisões pautadas em números, minimizando riscos”, declarou.

O investidor afirmou que encontrou dificuldades relacionadas a compromissos financeiros de temporadas anteriores, incluindo processos trabalhistas e a redução de receitas com patrocinadores.

De acordo com Carlos Silva, o trabalho atual busca manter o clube organizado e evitar a criação de novos passivos.

“Tudo que se tem de passivo são passivos dos anos anteriores. Agora, neste ano, estamos com os pés no chão”, afirmou.

Relação com a torcida é destacada

A presença da torcida no Estádio Antiocho Pereira também foi um dos assuntos abordados na entrevista. Carlos Silva ressaltou que a Associação Atlética Iguaçu possui uma forte ligação com a comunidade.

Para ele, a gestão do clube precisa estar próxima dos torcedores e manter uma comunicação transparente.

“Não é somente montar um elenco. É entender como pensa a torcida, se comunicar melhor e passar toda a visão daquilo que estamos nos predispondo a fazer”, afirmou.

O investidor avaliou que a participação da torcida é fundamental para o processo de reconstrução do clube.

Base como caminho para o futuro

Carlos Silva também falou sobre o trabalho nas categorias de base e afirmou que a formação de atletas será uma das prioridades dentro do planejamento do Iguaçu.

Segundo ele, o clube precisa recuperar a tradição de revelar jogadores da região e criar oportunidades para jovens talentos.

“A base é a célula do negócio. A partir dela a gente começa a construir, consolidar e estabelecer tudo o que precisamos”, explicou.

O investidor informou que o clube já possui atletas considerados ativos e que novas avaliações devem ser realizadas para identificar jogadores com potencial de desenvolvimento.

Patrocínios e investimentos

Ele destacou que o clube precisa buscar uma nova relação com empresas parceiras, com contratos estruturados de patrocínio.

Segundo o investidor, a profissionalização do Iguaçu passa pela criação de uma estrutura financeira capaz de sustentar o projeto esportivo.

“Precisamos de cota de patrocínio real. Eu preciso pagar comissão técnica, fazer um planejamento anual e cumprir todas as responsabilidades”, disse.

Projeto de Centro de Treinamento segue em andamento

Questionado sobre o projeto de construção de um Centro de Treinamento, Carlos Silva afirmou que a iniciativa continua nos planos, mas enfrenta dificuldades relacionadas a questões trabalhistas de temporadas anteriores.

Ele explicou que parte dos recursos acaba sendo comprometida por bloqueios judiciais.

O investidor também informou que existe uma aprovação de aproximadamente R$ 500 mil por meio de uma lei de incentivo ao esporte, recurso que depende da participação de uma empresa para ser utilizado.

A estrutura, segundo ele, é considerada importante para ampliar o trabalho das categorias de base e oferecer melhores condições aos atletas.

Objetivo é construir uma nova estrutura para o Iguaçu

Ao longo da entrevista, Carlos Silva afirmou que o objetivo é criar uma base sólida para que o Iguaçu volte a ter competitividade no futebol paranaense.

O investidor destacou que o processo depende da participação da torcida, empresários, comunidade e dos profissionais envolvidos no clube.

(Foto: JOC).

A entrevista completa foi realizada no programa Estação Esporte, apresentado por Ricardo Silveira e Rafael Peruzzo, na FM Verde Vale.