9º Festival Gastronômico amplia sabores e movimenta o Vale do Iguaçu
O Festival Gastronômico Vale do Iguaçu chega à sua 9ª edição com uma novidade que amplia os limites da iniciativa. Entre os dias 10 e 30 de agosto, 18 estabelecimentos de Bituruna, General Carneiro, União da Vitória e Porto União participam do evento, que também marca o 1º Festival Gastronômico Sul do Paraná.
A ampliação para novos municípios é resultado do trabalho de regionalização desenvolvido pela Associação de Turismo, Cultura e Meio Ambiente do Vale do Iguaçu (Atema). A proposta é utilizar a gastronomia como ferramenta para aproximar os municípios, estimular o turismo e movimentar diferentes setores da economia regional.
Da região do Vale do Iguaçu para o Sul do Paraná
A presidente da Atema, Eliane Rocha, explica que a expansão representa a continuidade de um trabalho iniciado há anos. “Não somos somente União da Vitória e Porto União, como iniciamos dentro da Atema. Hoje temos uma expansão dentro da IGR e trabalhamos o Sul do Paraná. Era um desejo, há anos, expandir, e neste ano conseguimos”, afirmou.
Nesta edição, General Carneiro e Bituruna se juntam a União da Vitória e Porto União.
Para a turismóloga da Atema, Daiane Scolaro, a expansão exigiu uma aproximação com os empreendedores dos novos municípios. “Essa fase de expandir para outros municípios exige conversar com os empreendedores, ver o interesse de cada um. Este ano conseguimos expandir para mais dois municípios”, explicou.
A intenção, segundo ela, é que a expansão continue nas próximas edições.
Gastronomia como porta de entrada para o turismo
A proposta do festival vai além de levar consumidores aos restaurantes. A organização quer estimular os visitantes a conhecerem também os atrativos turísticos existentes nos municípios participantes.
Daiane destaca que o público pode aproveitar o festival para montar roteiros pela região. “A gente tem o intuito de que as pessoas circulem na nossa região. Além de estarem provando os pratos do festival, que visitem os atrativos”, disse.
Entre as possibilidades citadas estão a Rota do Vinho, em Bituruna, e atrativos turísticos de General Carneiro, União da Vitória e Porto União.
A lógica é simples: o visitante vai ao restaurante, mas também pode conhecer outros pontos turísticos, se hospedar, abastecer o veículo e consumir produtos e serviços locais.
Pratos diferentes e identidade regional
A variedade é uma das principais características da edição deste ano. O festival reúne estabelecimentos com propostas diferentes, permitindo que o público encontre hambúrgueres, pizzas, calzones, massas, carnes, sobremesas e outras opções.
Também há quatro restaurantes com opções vegetarianas.
Para Eliane, a participação no festival permite que cada estabelecimento apresente sua identidade por meio de uma criação especial. “Cada local tem a sua história, a sua identidade, e é uma grande oportunidade. Quem participa realmente tem uma visibilidade maior”, afirmou.
A criação dos pratos também gera expectativa entre os consumidores, que passam a acompanhar as novidades antes mesmo de visitar os estabelecimentos. “Surge aquela curiosidade. Ficam ansiosos para ver qual que é o prato, qual que é o ingrediente, o que vai sair de novo. E sempre sai algo diferente”, destacou Eliane.
Preços variam entre R$ 28 e R$ 58
Outro objetivo da organização é manter os pratos dentro de uma faixa de preço acessível.
Nesta edição, foram estabelecidos três valores: R$ 28, R$ 48 e R$ 58, de acordo com o tipo de produto e estabelecimento. A categoria de R$ 28 também contempla opções de cafeterias.
Segundo Eliane, os valores foram definidos a partir das avaliações realizadas após as edições anteriores. “Todo festival é feito uma avaliação pós-festival. A gente observa os comentários colocados nos festivais anteriores e traz essas opções”, explicou.
Participação pode gerar novos clientes
Para os restaurantes, o festival também representa uma oportunidade de apresentar o negócio para consumidores que ainda não conheciam o estabelecimento.
Eliane afirma que esse efeito já foi percebido em edições anteriores. “Tem restaurante que está participando do festival e muitas pessoas nunca foram naquele estabelecimento e se interessaram por um prato que está no festival. Essas pessoas acabam virando clientes”, relatou.
O acompanhamento é feito a partir do retorno dos próprios restaurantes após o encerramento do evento.
Além de experimentar o prato participante, o consumidor é incentivado a conhecer o espaço, o atendimento e outras opções do cardápio.
Gastronomia ganha força como atrativo turístico
A avaliação da Atema é que o Vale do Iguaçu já possui uma identidade gastronômica própria, construída a partir da diversidade cultural dos municípios.
Eliane destaca a presença de diferentes influências na culinária regional. “Tem uma diversidade muito grande aqui. Temos comida ucraniana, polonesa, italiana, alemã. É uma variedade muito grande”, afirmou.
Segundo ela, a região já recebe visitantes que escolhem o destino também pela gastronomia. “Hoje já temos pessoas que vêm para a nossa região só por causa da gastronomia”, acrescentou.
Para a entidade, esse potencial pode ser utilizado para fortalecer o turismo e diferenciar o Vale do Iguaçu de outros destinos.
Festival movimenta mais do que os restaurantes
Daiane ressalta que os benefícios econômicos do festival se estendem para diversos segmentos. “O festival não movimenta só o restaurante. Ele movimenta toda uma cadeia, desde o agricultor, supermercado e muitas outras pessoas”, afirmou.
Quando visitantes de outras cidades participam do evento, a movimentação também chega a hotéis, postos de combustíveis, comércio e outros serviços. “Hoje nós temos quatro municípios. Então fica o convite para as pessoas da nossa região prestigiarem o festival, os restaurantes participantes”, completou.
10ª edição já está em planejamento
A organização já pensa na edição de 2027, quando o festival completará uma década.
A ideia é transformar a 10ª edição em um momento especial, possivelmente com uma programação concentrada em um fim de semana e reunindo gastronomia, artesanato, música, dança, apresentações folclóricas e produtos regionais.
Também está em estudo a participação de um chef de cozinha conhecido para uma palestra. “Já estamos estudando a possibilidade de, em 2027, fazer uma programação especial para a 10ª edição”, revelou Daiane.
A Atema também trabalha em novos projetos, como um concurso de pratos típicos dos municípios e outras iniciativas relacionadas à gastronomia regional.
Integração regional é prioridade
A expansão do festival acompanha uma estratégia mais ampla da Atema para fortalecer o turismo regional.
Eliane explica que a entidade trabalha há anos para integrar os municípios e desenvolver novos produtos turísticos. “Nosso foco principal é o desenvolvimento do turismo. Hoje temos um trabalho focado na integração regional e não só no desenvolvimento de produtos aqui em União e Porto União, mas também nos municípios parceiros da região”, afirmou.
A entidade desenvolve ações como workshops, formatação de produtos turísticos e intercâmbio de experiências com outros destinos. “O nosso objetivo é tornar a nossa região como referência de turismo nacional”, destacou Eliane.
A aposta é que o fortalecimento conjunto permita que os municípios tenham mais visibilidade e sejam beneficiados pelo crescimento do fluxo turístico.
Onde acompanhar
A programação completa, os estabelecimentos participantes e os pratos do 9º Festival Gastronômico Vale do Iguaçu estão disponíveis nas mídias sociais do projeto Gastronomia do Vale.


