Helena lidera registros no Paraná e União da Vitória revela tendências regionais
O nome Helena foi o mais registrado no Paraná em 2025, confirmando a preferência das famílias por escolhas clássicas, de fácil pronúncia e ampla aceitação nacional. Ao todo, 2.201 crianças receberam esse nome no estado, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, administrado pela Arpen-Brasil. Na sequência do ranking estadual aparecem Cecília, com 1.843 registros, e Miguel, com 1.641, consolidando uma tendência que se reflete também nos municípios da região de União da Vitória.
O levantamento, que reúne informações de nascimentos registrados em cartórios de todo o país, permite observar recortes por estado e município, revelando não apenas os nomes mais populares, mas também escolhas compostas, grafias diferenciadas e combinações consideradas curiosas ou pouco comuns.
União da Vitória concentra maior volume de registros da região
Em União da Vitória, o nome Miguel lidera o ranking municipal, com 17 registros, seguido por Davi (11) e pelo nome composto Pedro Henrique (10). A lista local evidencia um equilíbrio entre nomes masculinos tradicionais e femininos consolidados, além de forte presença de nomes compostos.
Entre os destaques femininos do município aparecem Alice, Cecília e Laura, todas com oito ou sete registros, enquanto Helena, líder no Paraná, figura com seis registros na cidade. Nomes compostos como Maria Júlia, Ana Clara, João Miguel, João Pedro, Maria Alice e Maria Helena reforçam a preferência por combinações clássicas, muitas delas com inspiração religiosa ou familiar.
Outro ponto que chama atenção em União da Vitória é a diversidade: ao lado dos nomes mais recorrentes surgem opções como Noah, Benício, Gael, Ísis, Eloá e Antonella, indicando abertura para tendências contemporâneas.
Municípios vizinhos mantêm tradição, mas revelam criatividade
Nos demais municípios da região, o cenário se mantém semelhante, com variações conforme o tamanho da população e o número de nascimentos.
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Bituruna teve Helena como o nome mais registrado (6), seguida por Joaquim (5) e Arthur (4). O município se destaca pela variedade de nomes compostos e combinações pouco usuais, como Jeremias Nazareth e Jackson Rian.
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Em General Carneiro, Cecília e Alice lideram entre os nomes femininos, enquanto Miguel, Davi e Leonardo aparecem entre os masculinos mais frequentes.
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Cruz Machado apresentou liderança de Arthur, seguido por Isabella, Ravi e Helena, com destaque para grafias alternativas e combinações criativas.
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Em Paula Freitas, os registros mostram equilíbrio entre nomes tradicionais e compostos, como Maria Helena, Henrique, Davi Lucca e Serena Liz.
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São Mateus do Sul registrou Theo como o nome mais frequente, com nove ocorrências, seguido por Helena, Maria Cecília, Valentina e Arthur, todos com seis registros.
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Já em Porto Vitória, o número reduzido de nascimentos favoreceu a diversidade: Melissa e Henrique lideram com dois registros cada, enquanto dezenas de nomes aparecem apenas uma vez.
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Em Paulo Frontin, Maria Helena foi o nome mais registrado, reforçando a força dos nomes compostos femininos na região.
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Antônio Olinto também chama atenção pela criatividade, com nomes únicos e combinações raras, como Annie Gaab, Kalel, Brayan e Isaac com grafias diferenciadas.
Tendência estadual se reflete no interior
No panorama do Paraná, além de Helena, Cecília e Miguel, nomes como Arthur, Alice, Ravi, Aurora, Laura e Maitê figuram entre os mais escolhidos. O ranking estadual também aponta forte presença de nomes femininos como Antonella, Lívia, Ísis, Heloísa, Olívia e Sofia, além de masculinos tradicionais como Samuel, Heitor, Davi, Gael, Bernardo e Theo.
Especialistas em registros civis observam que a preferência por nomes clássicos se mantém firme, mas há espaço crescente para variações modernas, grafias alternativas e nomes compostos que homenageiam familiares ou carregam significados afetivos e religiosos.
Retrato cultural dos novos paranaenses
Mais do que números, os dados revelam um retrato cultural da região de União da Vitória e municípios vizinhos. A convivência entre tradição e inovação nos nomes escolhidos para os recém-nascidos mostra como as famílias equilibram herança cultural, tendências nacionais e identidade local na hora do registro.
O levantamento completo pode ser consultado no Portal da Transparência do Registro Civil, que segue como uma das principais ferramentas para acompanhar as transformações sociais e culturais refletidas nos cartórios brasileiros.
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