Porto União participa de simulado estadual de gestão de desastres

Coordenador da Defesa Civil de Porto União, Adhemar Lírio em entrevista ao União é Notícia

O município de Porto União estará entre os 295 municípios catarinenses mobilizados, neste domingo (1º), a partir das 8h, para a segunda edição do maior simulado de desastres já realizado em Santa Catarina. A ação acontece de forma simultânea em todo o estado e pretende testar, na prática, a capacidade de resposta das estruturas municipais, estaduais e federais diante de situações de calamidade.

Coordenado pela Defesa Civil estadual, o exercício coloca as cidades em cenário de emergência, com ativação de protocolos oficiais, formação do Sistema de Comando de Operações (SCO) e simulação de decretos, solicitações de ajuda humanitária e abertura de abrigos.

Em entrevista ao jornal União é Notícia nesta sexta-feira, 27, o coordenador da Defesa Civil de Porto União, Adhemar Lírio, explicou que o município realizou uma reunião preparatória envolvendo secretarias, forças de segurança e autoridades locais. O encontro foi conduzido pelo prefeito Juliano, presidente da Defesa Civil Municipal. (A entrevista pode ser assistida ao final da reportagem)

“O objetivo é testar tanto a capacidade do Estado de atender os municípios quanto a nossa estrutura local. É um treinamento oficial, que mede protocolos, documentação e a solicitação de itens de assistência humanitária, como cestas básicas e outros recursos”, afirmou Lírio.

Foco em inundações

Embora o simulado envolva diferentes tipos de desastres, em Porto União o foco principal será o cenário de inundações — ocorrência considerada recorrente no histórico do município. Segundo o coordenador, a cidade não pode descartar outros eventos, como temporais, granizo, vendavais e quedas de árvores, situações que têm sido registradas com maior frequência nos últimos anos.

“O mais comum para nós é a enchente, mas hoje não se pode descartar nenhuma hipótese. As formações de tempestade estão mais rápidas e intensas, e isso exige preparação constante”, destacou.

Estrutura e movimentação

O centro das operações será montado no Auditório da Prefeitura, onde estarão reunidos representantes das secretarias municipais, forças de segurança, Exército, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, integrantes do Grupo de Ações Coordenadas (GRAC) e membros da sociedade civil organizada.

Apesar de não ser um exercício aberto ao público, a população poderá perceber movimentação de viaturas e veículos oficiais durante a manhã. O simulado prevê a abertura fictícia de abrigos, organização de pontos de recebimento de donativos e possíveis deslocamentos para coleta de informações em residências.

“Se algum servidor procurar moradores para coletar dados ou simular atendimento, pedimos que recebam bem. É um treinamento que vai melhorar o atendimento real à população”, explicou Lírio.

Teste de comunicação

Outro ponto estratégico será o teste da rede de radioamadores. O objetivo é avaliar a capacidade de comunicação alternativa caso haja falhas em sistemas convencionais, como telefonia e internet. O exercício buscará medir o alcance dos sinais e a possibilidade de retransmissão até cobrir todo o território catarinense.

Padronização e integração

De acordo com a Defesa Civil, um dos principais ganhos do simulado é a padronização da linguagem técnica e documental entre os municípios. A intenção é garantir que decretos, relatórios e pedidos de assistência sigam o mesmo modelo em todo o estado, facilitando a resposta em situações reais de maior proporção.

“O importante é que todos falem a mesma linguagem, tanto na documentação quanto na solicitação de ajuda. Isso dá mais agilidade e segurança no atendimento”, ressaltou o coordenador.

Atendimento à população

A Defesa Civil de Porto União mantém atendimento 24 horas. Em caso de necessidade, a população pode entrar em contato pelo telefone (42) 93300-2927 ou procurar atendimento presencial na Prefeitura.

O simulado deste domingo representa um treinamento estratégico para fortalecer a cultura de prevenção, ampliar a integração entre os órgãos e preparar o município para situações de risco cada vez mais imprevisíveis.

Assista abaixo a entrevista que inicia no minuto 20 da live

 

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