Restrição ao uso de celular nas escolas estaduais completa seis meses no Paraná
Seis meses após a entrada em vigor da Lei Federal nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares em salas de aula das escolas estaduais do Paraná, os efeitos da medida começam a ser percebidos em todo o estado, inclusive na região de União da Vitória. A regulamentação estadual, por meio da Instrução Normativa n.º 009/2024, visa reduzir distrações, melhorar a concentração dos estudantes e prevenir o uso inadequado das redes sociais durante o horário escolar.
O chefe do Núcleo Regional de Educação de União da Vitória, Mário Dalgallo, destaca que a implementação trouxe resultados positivos, mas também exigiu adaptação. “Referente à restrição de celulares, ou seja, o uso em sala de aula nas escolas da nossa região, houve diversos aspectos. Eu considero positivo e tivemos aspectos também negativos. Mas foi muito bem conduzido pelos nossos diretores e pela comunidade escolar”, afirmou Dalgallo.
Entre os efeitos percebidos está a maior atenção dos alunos durante as atividades, o que contribuiu para a redução de incidentes de bullying nas redes sociais. “Essa medida veio a melhorar a concentração dos nossos alunos, reduzindo o número de distrações. Alunos estão mais focados nas atividades, e com isso diminuíram casos de bullying, especialmente por uso indevido das redes sociais durante o horário escolar”, acrescentou o chefe do núcleo.
Novas práticas e interação entre alunos
Segundo Dalgallo, a adaptação à nova realidade enfrentou resistência natural, especialmente por parte de estudantes e de alguns pais. “O aspecto negativo é normal, porque a resistência às normas leva tempo, principalmente por parte dos alunos. Mas percebemos que as escolas se organizaram e adotaram alternativas, como atividades esportivas, recreativas, jogos educativos e maior convivência entre os estudantes”, explicou.
A restrição também incentivou maior interação entre os alunos, fortalecendo o convívio social. “Houve um aumento da comunicação entre alunos, mais conversas e atividades coletivas. Isso trouxe uma convivência maior, algo bastante positivo para o desenvolvimento social”, destacou Dalgallo.
Tecnologia pedagógica e acompanhamento contínuo
Dalgallo enfatiza que o uso de celulares não foi eliminado completamente, mas passou a ser controlado e direcionado a fins pedagógicos. “O celular pode ser utilizado, desde que autorizado pelos professores e com objetivos pedagógicos. Nossas escolas recebem muitos investimentos em laboratórios, computadores e tablets, reduzindo a necessidade do aluno trazer o celular para fins acadêmicos”, disse.
O Núcleo Regional de Educação acompanha o processo de perto, com visitas às escolas, tutoria pedagógica e relatórios das equipes diretivas. “A experiência precisa ser ampliada e mantida. Avaliamos constantemente os resultados e fazemos ajustes, envolvendo escola, alunos, pais e professores, para que todos compreendam os benefícios para a concentração e aprendizagem”, concluiu Mário Dalgallo.
Com um semestre de aplicação, as escolas da região de União da Vitória continuam ajustando suas rotinas e estratégias para garantir que os alunos aproveitem ao máximo o ambiente escolar, conciliando disciplina, tecnologia e interação social.
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