Bakri afirma que projeto de fusão Unespar/Uniuv deve ser votado no 2º semestre

Durante entrevista ao programa União é Notícia 2ª Edição da Verde Vale FM 94.1, o deputado Hussein Bakri falou sobre a fusão entre a Uniuv e a Unespar, destacando que a situação da estabilidade dos professores — um dos principais pontos de discordância entre as instituições — já está resolvida.

Bakri também comentou sobre as condições da rodovia BR-476, que preocupa motoristas da região.

Deputado hussein bakri sobre fusão uniuv unespar

Foto: da assessoria

Confira:

Jornal O Comércio (JOC): Deputado, a fusão entre a Uniuv e a Unespar foi tema de debate na Câmara de Vereadores de União da Vitória nesta semana. O que o senhor pode passar de informação a respeito desse processo?
Hussein Bakri (HB): Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que nós temos que separar quem só é candidato e quem quer trabalhar. Quem quer trabalhar, trabalha. Quem só quer fazer política, atrapalha. Não tem problema sair outro candidato à deputado na cidade, pode sair, é um direito. Na última eleição saíram cinco candidatos em União da Vitória, e é normal. Agora, o que não pode é ficar fazendo política o tempo todo para atrapalhar. Quem começou esse processo todo Uniuv/Unespar, quem foi ao governador, quem lutou e brigou para acontecer? Fui eu e o secretário Aldo Bona. Conseguimos convencer o governador, que no começo não era à favor, por que o Paraná tem o maior número de faculdades que o estado banca, e isso é um problema federal. Convencemos o governador. Tudo certo. Fizemos o acordo das duas universidades. Na hora de assinar, eu já falei disso várias vezes e alguns não querem entender, a Uniuv, usando um direito dela, não concordou. Ela não concordou e não assinou. E disse: “Nós queremos que os nossos professores sejam mantidos na Unespar de 05 para 17 anos. Portanto, mudou. Bom, vamos aceitar. Quando foi para a Unespar aceitar, aí a Unespar não aceitou. A Unespar campus de União da Vitória disse: “Nós não concordamos com a mudança de 05 para 17 anos”. O que nós fizemos para agilizar? Trouxemos para Curitiba. A Unespar de Curitiba entrou e concordou e disse que topava. Só que, meu amigo, nisso aí se passou quantos meses? E aí agora é um novo projeto, é um novo processo. Tudo novo. Passa pela SEAP, passa pela Fazenda, passa pela Procuradoria. E agora quero dar uma boa notícia para vocês. Tinha um um parecer que não era tão positivo. O secretário me ligou, avocou para ele, está referendando, vai mandar até o início de agosto para a Casa Civil. Chegando na Casa Civil, vem para a Assembleia e nós vamos votar agora no segundo semestre, com a garantia minha, como líder do governo, que nós vamos votar com muita urgência esse projeto. Portanto, fiquem sossegados, está consolidado. E aí, vai para União da Vitória. Aí, já foge da minha mão. É uma decisão da prefeitura. Eu espero que a prefeitura vá no mesmo caminho. Aqui no governo do estado, está fechado. Fiquem sossegados. Agora, nós não temos culpa pelo atraso. Nós vamos pagar o preço por atitudes de outros? Não merecemos isso. Nós estamos dando sangue aqui, lutando 24 horas por dia para fazer acontecer. E fizemos acontecer. E agora deve vir para a Assembleia pelo menos na segunda semana de agosto. Aí nós vamos votar.

JOC: A divergência que havia era sobre a estabilidade dos servidores da Uniuv, mas pelo que o senhor afirmou, essa questão está superada, pelo menos no governo do estado.
HB: Está superada. A divergência era exatamente essa. No primeiro momento, o acordado era que os professores da Uniuv tivessem a garantia de 05 anos da Unespar. E agora foi acertado que ele tem a garantia de 17 anos.

JOC: Outra questão importante é o estudo sobre as cheias do Iguaçu. O senhor tem alguma novidade sobre este tema?
HB: Eu recebi essa semana a questão das enchentes. Eu quero colocar o seguinte aqui: ninguém está brincando com o sentimento da população. A maior instituição do gênero aqui no Paraná é a Unilivre. Vocês não imaginam o quanto eles estão trabalhando. Vocês sabem o que é trabalhar em um rio do tamanho do rio Iguaçu? Fazer averiguações da ressaca, fazer averiguações nas corredeiras, fazer as averiguações nas pontes para descobrir qual é a interferência que tem? Você imagina? Só peço que vocês pensem comigo: vocês imaginam o que é isso? Eles vão a União da Vitória daqui uma semana em uma comitiva. (…) O meu objetivo é que isso aí aconteça. Nós vamos identificar isso. Eu acho que termina nos próximos dias, eles vão para União da Vitória nos próximos dias, e aí eles vão mostrar o que que eles estão coletando. Eles já tem algumas descobertas importantes do rio Iguaçu. E qual é o outro trabalho depois? Arrumar o dinheiro para fazer obras. Eu não sei quanto que vai custar. Será que vai custar pouco? Vai custar alguns milhões. Aí nós temos que usar essa força de liderança política, líder do governo, para batalhar, para conseguir, para fazer. Então é uma luta diária.

JOC: Em relação a possíveis cenários para a presidência da república no próximo ano, o governador Ratinho Júnior aparece à frente de outros governadores que também são cogitados.
HB: Nunca vivemos um momento como o Paraná está vivendo hoje. Nunca. (…) O Ratinho está muito muito bem consolidado. Essa gestão dele está bem falada no Brasil inteiro. E ele tem um adicional, que é o pai dele. Nós não podemos negar. O pai dele é o segundo lugar de audiência nacional. Onde o pai dele vai, arrebenta. Então, os caras falam assim: “Nós temos que botar um cara sério lá”. Sabe? Não é crítica para ninguém. O Ratinho não precisa de sacanagem, não precisa roubar, não precisa fazer nada. Tudo isso vai somando os comentários positivos e fortalece a candidatura do Ratinho Jr.

JOC: Como o senhor se sente a respeito das obras na BR-476?
HB: Uma das grandes frustrações que eu tenho é o Governo Federal, não sei porque, se por questões políticas ou o quê, não ter aceito a proposta do governador Ratinho Jr. É só você olhar o que está acontecendo em Palmas, ali para frente, como está a estrada nova. Como é duro você correr atrás e os caras dizerem que não, não podemos aceitar a estadualização. Meu Deus do céu, que absurdo. É o maior crime que estão fazendo com os paranaenses. Não só paranaense, é gaúcho, é paulista, é catarinense. É um absurdo. E aí os caras vem falar que vão fazer, não podemos fazer a estadualização porque nós temos dinheiro para gastar. Que dinheiro você tem para gastar? Onde está esse dinheiro? Eu gosto muito da ministra Gleisi, sempre nos recebeu bem, com carinho, e a culpa não é dela. É do DNIT e do ministro dos Transportes. Um dia falaram para ela que a obra estava a todo vapor, mas que vapor? Aonde? Eu passo lá toda semana. É uma vergonha isso, vergonha o que esses caras estão fazendo. O que não estão fazendo? Então, assim, olha, eu estou decepcionado, triste. Nós fizemos nossa parte, nós podemos botar a cabeça no travesseiro dormir e dizer: “olha, nós fizemos a nossa parte”. Agora, lamentavelmente, vamos ter que rezar para que não aconteça nenhuma tragédia aqui. Temos que rezar todos os dias, porque daí na hora que as tragédias acontecem, a conta vem.

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