Porto União vira palco do parapente com voos e experiência ao público

(Foto: reprodução).

Porto União se prepara para receber um dos eventos mais aguardados do mês na área esportiva e turística. Nos dias 21 e 22 de março, o Morro do Carvão será palco do Encontro de Pilotos de Parapente, iniciativa do Clube Contestado de Voo Livre que promete reunir praticantes de diversas regiões e aproximar o público da experiência do voo livre.

Em entrevista, o secretário municipal de Cultura e Turismo, Marcelo Storck, destacou que o evento representa mais do que uma atividade esportiva. Segundo ele, trata-se da consolidação de um trabalho que vem sendo desenvolvido para fortalecer o turismo local.

“Esse encontro simboliza o potencial que Porto União tem no turismo. O Morro do Carvão hoje já é reconhecido por pilotos de fora, e isso mostra que estamos no caminho certo ao incentivar esse tipo de iniciativa”, afirmou Storck.

Storck também ressaltou o apoio da administração municipal, que tem atuado na melhoria da infraestrutura e no suporte aos organizadores. Entre as ações estão melhorias no acesso ao local, além de investimentos que facilitam tanto a chegada de visitantes quanto a operação dos pilotos.

O que é o voo de parapente

O parapente é um esporte de voo livre em que o piloto utiliza uma asa flexível — chamada de vela — para planar a partir de áreas elevadas, como morros e montanhas. Diferente de um paraquedas, o equipamento é projetado para permanecer em voo, permitindo ganhar altitude e percorrer distâncias, dependendo das condições do vento.

O piloto fica acomodado em uma cadeirinha, chamada selete, preso à vela por cabos, e controla a direção e a estabilidade por meio de comandos manuais. O voo depende diretamente de fatores como a intensidade do vento, além da formação de correntes de ar ascendentes.

Apesar de proporcionar uma sensação de liberdade, o parapente exige conhecimento técnico, treinamento e atenção constante às condições climáticas, sendo uma atividade praticada com planejamento e responsabilidade.

Descoberta do potencial do morro

A história do Morro do Carvão como ponto de voo começou de forma quase intuitiva. O piloto Fred Almeida contou que a identificação do local surgiu durante uma viagem, ao observar o relevo da região.

“A gente sempre está olhando os morros, imaginando se têm potencial para voo. Quando vimos aquele ponto, decidimos ir até lá. No começo, não tinha estrutura, mas com o tempo fomos limpando a área e envolvendo mais pessoas”, relatou.

O trabalho coletivo, segundo ele, contou com apoio de moradores e do poder público, permitindo que o espaço evoluísse até se tornar referência regional.

Lourenço Miguel Metnek, Henrique Almeida, Marcelo Storck e Fred Almeida. (Foto: JOC).

Esporte, natureza e sensação de liberdade

Para quem ainda não conhece o parapente, o evento será uma oportunidade de entender melhor a modalidade. O piloto Henrique Almeida definiu o esporte como uma experiência única.

“É uma sensação de liberdade difícil de explicar. Você está ali, conectado com a natureza, dependendo do vento e do seu conhecimento. É algo que realmente marca quem vive essa experiência”, disse.

Ele também destacou o caráter familiar do esporte. “É um ambiente muito unido. As famílias participam, acompanham os voos, e isso torna tudo ainda mais especial.”

Segurança é prioridade

Um dos pontos reforçados pelos entrevistados é a segurança. Pilotos explicam que a prática depende de uma análise rigorosa das condições climáticas, como vento, possibilidade de chuva e nível de turbulência.

Além disso, o uso de equipamentos adequados é indispensável. Entre eles estão a vela (asa), a selete (cadeirinha), o capacete e o paraquedas reserva, utilizado em situações emergenciais.

“Se o vento não está adequado ou há qualquer risco, simplesmente não se voa. A segurança vem sempre em primeiro lugar, principalmente quando levamos passageiros”, destacou um dos pilotos.

Experiência aberta ao público

Durante o evento, o público terá a chance de realizar voos duplos com pilotos experientes, desde que as condições climáticas permitam. A modalidade é indicada para quem deseja vivenciar o parapente sem precisar de treinamento prévio.

A programação também inclui momentos técnicos, com a presença de pilotos convidados que irão compartilhar conhecimentos sobre equipamentos, técnicas de voo e comportamento da vela no ar.

Programação e expectativa

As atividades começam a partir das 9h nos dois dias, com recepção já às 8h. No sábado, além dos voos, estão previstas atividades técnicas e programação cultural. No domingo, o foco será a continuidade dos voos e a confraternização entre participantes.

A organização espera receber pilotos de cidades como Mafra, Jaraguá do Sul, Pomerode, Tangará e Curitiba, reforçando o caráter regional do encontro.

Para o Clube Contestado de Voo Livre, o principal objetivo é promover a integração e incentivar novos praticantes.

“Não é uma competição. É um momento para reunir amigos, trocar experiências e mostrar para mais pessoas o que é o parapente”, afirmou Fred.

Com expectativa de céu movimentado e bom público, o Encontro de Parapente deve consolidar o Morro do Carvão como um dos principais pontos para a prática do voo livre na região Sul.

A entrevista começa no minuto 20 da live