Iguaçu decide futuro na Divisão de Acesso contra o Foz

O destino do Iguaçu na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense será definido neste sábado, 07, no Estádio ABC, em Foz do Iguaçu, a partir das 15h30. A partida contra o Foz é decisiva, valendo não apenas a permanência na segundona, mas também a chance de classificação às quartas de final da competição, caso uma combinação de resultados aconteça.

Após uma campanha marcada por tropeços, mudanças no comando técnico, reformulações no elenco e oscilações dentro de campo, o clube chega à rodada final precisando da vitória para seguir na competição e evitar um rebaixamento que traria consequências esportivas e administrativas.

Do sonho ao pesadelo

O campeonato começou com empate fora de casa contra o Galo Maringá (0x0). O ponto conquistado, dava a impressão de que o time iria crescer ao longo da primeira fase. É, mas, ficou apenas na impressão.
Na sequência, vieram três derrotas consecutivas — para Nacional (3×1), Batel (2×3) e Patriotas (2×1) — que aprofundaram a crise. Os resultados negativos, aliados ao fraco desempenho em campo, culminaram na saída do técnico Richard Malka.

Reformulação no elenco e saídas importantes

Para tentar reverter o cenário, a diretoria agiu rápido e contratou Rodrigo Cascca como novo treinador. Além da mudança no comando, o clube passou por uma reestruturação no elenco. Deixaram o clube, entre outros, o atacante Neto Baiano — que se despediu sem marcar nenhum gol, apesar de ter chegado com status de estrela e promessa de ser artilheiro — e o goleiro Douglas Baldini.

Para suprir algumas das carências, o Iguaçu trouxe o experiente goleiro Prezzi, com passagens por vários clubes do futebol brasileiro. Chegaram também o zagueiro Alex, o meio-campo Robinho e o atacante Flávio Renê.

Outro fator que afetou diretamente o desempenho da equipe foi a lesão do meio-campista Nixon, um dos destaques da campanha até aqui. Autor de gols, assistências e líder na criação de jogadas, Nixon sofreu uma lesão muscular na derrota para o Laranja Mecânica. Desde então, desfalca a equipe, mas é aguardado com expectativa para uma possível participação em uma eventual próxima fase, caso o Iguaçu conquiste a vaga nas quartas de final.

Uma vitória, dois empates e a esperança que sobrevive

Com Rodrigo Cascca no comando, o Iguaçu conquistou sua primeira vitória na competição contra o PSTC, vencendo por 2 a 0 no Estádio Antiocho Pereira. Na sequência, arrancou um empate com o Toledo fora de casa, graças a um gol nos acréscimos.

Na penúltima rodada, contra o Paranavaí, esteve muito próximo de garantir uma vitória essencial, mas voltou a sofrer um gol nos acréscimos e terminou empatando, resultado que manteve o time em situação delicada tanto na luta contra o rebaixamento quanto na briga por uma vaga nas quartas.

Os bastidores fervem: torcida dividida e cobrança intensa

A relação entre torcida, diretoria e elenco tem sido marcada por altos e baixos. Se, por um lado, há compreensão de que as limitações financeiras e estruturais dificultam a montagem de um elenco mais forte, por outro, os torcedores mais críticos não pouparam cobranças — especialmente após a série de derrotas no início da competição.

A saída de Neto Baiano, inclusive, simboliza esse desgaste. Contratado com status de estrela, o atacante se despediu sem deixar saudades para muitos. As redes sociais do clube foram tomadas por comentários que misturavam ironia, críticas e até certo alívio pela saída do atacante.

Tudo em jogo: risco de rebaixamento e possibilidade de classificação

O cenário para o jogo contra o Foz é decisivo. O Iguaçu precisa vencer para garantir a permanência na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. Além disso, dependendo de uma combinação de resultados nas partidas da rodada, uma vitória poderá classificar a equipe para as quartas de final, fase eliminatória da competição.

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