Conheça o Legendários, movimento internacional que cresce no Vale do Iguaçu
“Um movimento que busca a transformação de homens, famílias e comunidades por meio de experiências que levam os homens a encontrar a melhor versão de si mesmos e seu novo potencial”. Essa é a definição que o Legendários dá a si mesmo em seu site institucional. Criado em 2015 por Chepe Putzu, na Guatemala, o Legendários conta com mais de 117 mil participantes, em 18 países, de acordo com o site do movimento. Cada homem é identificado por um número, sendo Jesus Cristo considerado o Legendário número 1.
O Brasil é o país com maior número de participantes, com mais de 52 mil Legendários. No Vale do Iguaçu, o movimento conta com 75 homens. Um deles é Mauri Romera de Mello, identificado pelo número 85528. O empresário conta que conheceu o movimento por intermédio de amigos, que o convidaram a participar de uma das experiências promovidas pelo grupo. Em um primeiro momento, não sentiu tanto interesse, mas resolveu dar uma chance ao movimento. “Eu fui para lá e foi lá que mudei minha vida. Lá eu me transformei”, afirma.
O empresário relata que uma das intenções do Legendários é mudar a vida de homens e suas famílias, mostrando uma possibilidade de viver de maneira mais saudável e voltada para o bem-estar espiritual. Uma das práticas utilizadas é o Track Outdoor Potential (TOP), um retiro de quatro dias, na natureza, em que os participantes são desafiados para que atinjam aquilo que acreditam ser seu melhor potencial. É nesse tipo de experiência que acontece a famosa subida à montanha, muito atrelada nas redes sociais ao movimento. “Essa ferramenta, usada pelos Legendários, transforma o cara, do jeito que me transformou e transformou vários amigos meus. (…) A gente se quebra lá, se humilha, aprende a matar o nosso velho homem e ressuscitar um homem melhor”.
Algumas das outras experiências realizadas pelo movimento são o Legado (visando estreitar a relação entre pai e filhos); o Retiro de Encontro Matrimonial (REM), e congressos. Todas as atividades visam, segundo Mauri, fazer com que os participantes possam melhorar a si mesmos para que, por consequência, possam ser melhores para aqueles à sua volta. “Como eu vou amar ao próximo se eu não me amo? Se eu fumo, se eu bebo, se eu faço tudo errado? Se eu desejo o mal para os outros? Desse jeito eu nunca vou amar o próximo como eu deveria. Então, primeiro, eu tenho que me amar. Cuidar da minha saúde, da minha esposa, dos meus filhos. Num grupo desse, as pessoas têm esse mesmo ideal”.
Apesar de seguir preceitos bíblicos, o movimento não está atrelado a uma igreja ou religião em específico, estando aberto para qualquer um que queira participar. Presente no Vale do Iguaçu há pouco menos de um ano, o grupo também já promoveu ações de apoio às instituições da região, e pretende ampliar o trabalho solidário. “A vida é curta, precisamos simplificar ela. Colocar energia nas coisas melhores e tudo vai acontecer, é só querer”, finaliza Mauri.
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