Família de Brenda Rodrigues realiza manifestação em frente à UPA e cobra justiça

Uma manifestação pacífica foi realizada na tarde deste sábado, 7, em frente à UPA de União da Vitória.

Familiares e amigos da jovem Brenda Rodrigues, que morreu no dia 19 de janeiro, pedem justiça e apontam possível negligência no atendimento prestado pela unidade de saúde.

JOC

Segundo a família, Brenda procurou a UPA por três vezes apresentando sintomas como falta de ar e dor no peito, mas teria sido diagnosticada apenas com crise de ansiedade.

No entanto, conforme relataram os familiares, a jovem estava com uma bactéria no pulmão e morreu em decorrência de pneumonia bacteriana.

A reportagem conversou com a avó Soeli Lemos Gonçalves, que criou Brenda desde bebê e era chamada por ela de mãe, além do avô Renato Rodrigues e do pai biológico, Jonas Rodrigues. Emocionada, Soeli afirmou que a manifestação tem como objetivo mostrar a verdade e pedir justiça.

Soeli, Renato e Jonas (JOC)

O meu objetivo aqui é mostrar a verdade e gritar ao mundo por justiça, porque tudo o que está nas redes sociais e na mídia é puríssima verdade. Não foi aumentado em nada. Ela passou três vezes pela UPA e não foi atendida como deveria, e sim tratada como ansiedade. A gente só quer justiça e eu vou gritar justiça até o último segundo da minha vida”, disse.

O avô Renato relatou que levou a neta à UPA em três ocasiões e que, ao longo do atendimento, ela passou pelas mãos de quatro médicas.

“Eu fiz tudo pela Brenda. Trouxe ela três vezes aqui na UPA. Examinavam o pulmão e diziam que estava livre, mandavam a gente levar ela para casa. Quando a gente procurou a APMI, o caso já era diferente, o pulmão dela estava bem comprometido”, contou.

Segundo ele, a família deixou a UPA por volta das 4h da manhã e, às 7h30 do domingo, 18 de janeiro levou Brenda para a APMI, onde ela foi atendida.

Ele fez todos os exames e foi constatado que era um problema grave nos pulmões. Eles fizeram de tudo, ela foi para a UTI, mas não conseguiram reverter o quadro porque já estava muito grave. Foi tudo muito rápido”, relatou.

JOC

Renato também afirmou que, durante os atendimentos na UPA, Brenda sempre relatava os mesmos sintomas.

“Ela dizia que tinha muita falta de ar e dor no peito. Era isso que a gente falava, mas estavam tratando como crise de ansiedade. Eu pedi para fazer raio-x, eletro, e a última médica disse para procurar o posto de saúde do bairro na segunda-feira. Quando a gente procurou a APMI, não deu mais tempo”, lamentou.

Ainda segundo o avô, a família luta para que o caso não se repita.

“Não vai trazer ela de volta, mas que a Brenda seja a última. Um exame, um antibiótico não sai do bolso de ninguém. A gente quer justiça. Vamos lutar até o fim, seja onde for”, afirmou.

O pai biológico, Jonas, também se manifestou durante o ato e disse que a família pretende manter as mobilizações.

“Nós vamos fazer uma manifestação por mês, se for possível. Vamos lutar por justiça. Não vai ser a primeira e nem a última, até que a justiça seja feita. A Brenda era muito jovem, tinha menos de 17 anos, ia fazer 18 agora, no dia 11. Eles podiam ter salvado ela. Um antibiótico ia ajudar. Para nós, foi negligência”, declarou.

JOC

O caso segue em segredo de justiça e está sendo investigado pelas autoridades competentes, que apuram as circunstâncias do atendimento prestado à jovem e eventuais responsabilidades.

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