Tutor de pitbull nega ataque a pessoas e diz que cão fugiu assustado por fogos
O tutor do pitbull envolvido no caso que resultou na morte de um cachorro de pequeno porte e deixou um casal ferido em União da Vitória conversou com a reportagem e apresentou sua versão dos fatos.
Segundo ele, o animal que tinha dois anos e meio e tinha o nome de Thor não atacou as pessoas e teria escapado do canil após se assustar com fogos de artifício. O pitbull também morreu em virtude dos ferimentos.
De acordo com o relato, o pitbull estava preso no canil, onde, segundo o tutor, sempre apresentou comportamento calmo e nunca havia fugido.
No entanto, na manhã do ocorrido, o cachorro ficou muito agitado por causa dos fogos e conseguiu pular o canil.
“Não sei como ele conseguiu sair, porque não havia nenhuma fissura. O portão estava apenas encostado, sem cadeado, e ele forçou a grade até abrir”, afirmou.
O tutor disse ainda que a família só percebeu a fuga quando encontrou o animal já de volta à residência, bastante ferido.
“Quando vimos, ele estava na porta de casa todo arrebentado. Acertaram muitos golpes de facão”, relatou.
Ele reconhece a perda sofrida pela outra família, mas afirma que houve excesso na reação.
“Eu sei que eles também perderam o cãozinho deles, mas também cometeram um crime”, declarou.
O tutor admitiu que poderia ter usado um cadeado no canil, mas ressaltou que nunca havia ocorrido situação semelhante.
Em relação às pessoas feridas, o tutor nega que o pitbull tenha atacado o casal.
“Jamais falei que iria processar os vizinhos. Tenho duas testemunhas, inclusive da família deles, que estavam no local e disseram que em momento nenhum meu cachorro mordeu o senhor e a senhora. Eles se machucaram tentando ferir meu cachorro”, afirmou.
O tutor confirmou que o pitbull atacou o outro cão, o que resultou na morte do animal.
“Sim, meu cachorro mordeu o cachorrinho e matou, isso eu não nego. Mas ter ferido pessoas é mentira, e eu tenho testemunhas”, completou.
Ainda segundo ele, antes do fato, foram reforçadas as medidas de contenção do animal.
“Eu coloquei até uma corrente nele dentro do canil, e mesmo assim estourou o gancho”, relatou.
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