Greve na Caixa continua em União da Vitória e São Mateus do Sul

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal continua nesta segunda-feira, 14, em União da Vitória e São Mateus do Sul.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de União da Vitória e Região, Harrisson Lopes Licetti, as agências nos dois municípios permanecem fechadas em razão da paralisação.

De acordo com Licetti, a Caixa solicitou nesta segunda-feira a reabertura das negociações com os trabalhadores. A expectativa agora é pela definição de uma nova rodada de reuniões.

“A greve continua. A Caixa solicitou a reabertura das negociações na data de hoje. Agora vão ser marcadas as reuniões para ver se eles vêm com uma proposta melhor, principalmente na questão do Saúde Caixa, que é o plano de saúde dos funcionários da Caixa Econômica”, explicou.

Segundo o presidente do sindicato, uma eventual retomada das atividades dependerá da apresentação de uma nova proposta e da aprovação pelos empregados.

“Vamos ver quando será marcada essa reunião, provavelmente nesta semana, para fazer uma nova proposta. Os funcionários aceitando, volta ao normal, mas, por enquanto, continua tudo em greve”, afirmou.

Porto União ainda não aderiu

Na região, a paralisação não atingiu todas as unidades. Conforme Harrisson, até o momento a agência de Porto União não aderiu ao movimento.

“Que eu saiba, Porto União ainda não está fechada, ainda não aderiu à greve. União da Vitória e São Mateus continuam fechadas”, disse.

Foto: FEEBPR

Impasse envolve Saúde Caixa

A greve nacional foi aprovada em assembleia realizada no dia 5 de setembro. Conforme informações divulgadas pelo Sindicato dos Bancários de União da Vitória e Região (Seeb), o movimento teve ampla adesão dos trabalhadores da Caixa em todo o país.

A paralisação começou no dia 10 de setembro e ocorre após os empregados rejeitarem a proposta apresentada pela Caixa Econômica Federal.

Um dos principais pontos de impasse é o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários. Segundo o sindicato, a proposta prevê impacto nos custos do plano superior ao reajuste salarial da categoria, condição considerada insatisfatória pelos trabalhadores.

A greve segue por tempo indeterminado enquanto não houver acordo entre os empregados e a Caixa Econômica Federal.