Operação mobiliza mais de 130 policiais deixa 3 mortos em União da Vitória e um em Bituruna

Uma grande operação policial realizada na manhã desta quinta-feira, 6, mobilizou forças de segurança em União da Vitória, Porto União e Bituruna, com o objetivo de combater o crime organizado, o tráfico de drogas e outros delitos na região.

Batizada de Operação Sinergia, a ação integra um esforço coordenado da Secretaria de Segurança Pública do Paraná e ocorre simultaneamente em diversos municípios do estado.

Em União da Vitória, segundo informações oficiais divulgadas em coletiva de imprensa, três pessoas morreram em confronto com a Polícia Militar durante o cumprimento de mandados judiciais — duas no Conjunto Horst Waldraff e uma na região da divisa entre União da Vitória e Porto União.

Já em Bituruna, outro suspeito morreu após reagir à abordagem policial no bairro Nossa Senhora Aparecida.

Nenhum policial ficou ferido.

Jornal O Comércio

130 policiais e 30 mandados cumpridos

De acordo com o delegado Douglas Possebon e Freitas, responsável pela 4ª Subdivisão Policial (SDP), a Operação Sinergia é uma ação de âmbito estadual, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública, e que envolveu mais de 130 policiais, 25 viaturas e um helicóptero da Polícia Civil, deslocado de Curitiba.

O Governo do Estado, através da Secretaria de Segurança Pública, coordena a Operação Sinergia, que ocorre em todo o Paraná em determinados dias. Em União da Vitória cumprimos 30 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão, que envolvem desde crimes de pedofilia até tráfico de drogas. Até agora, oito pessoas foram presas em flagrante e houve apreensão de drogas”, explicou o delegado.

As ações começaram por volta das 6h da manhã e foram realizadas de forma simultânea em União da Vitória, Bituruna e áreas rurais da região.

Recebida pelo JOC


Envolvimento com facções criminosas

Ainda segundo Possebon, as investigações apontam ligação dos alvos com facções criminosas que atuam no tráfico de drogas no município.

“Há indícios de associação criminosa e participação de facções. Claro que o tráfico aqui é em menor escala, mas segue o mesmo modelo: a facção adquire a droga e distribui entre os seus membros para o comércio local, destacou.

O delegado também informou que o trabalho de inteligência policial foi desenvolvido ao longo de mais de 30 dias, com cruzamento de dados e levantamentos feitos pelas polícias Civil e Militar antes da solicitação dos mandados à Justiça.

 Confrontos e mortes confirmadas

Durante a operação, quatro suspeitos reagiram à abordagem policial e acabaram mortos.

O tenente-coronel Ferreira, comandante do 27º Batalhão da Polícia Militar de União da Vitória, explicou que todos os casos ocorreram durante o cumprimento de mandados de busca domiciliar.

“Essas pessoas já eram alvo da operação. Quando as equipes entraram para cumprir os mandados, elas reagiram — inclusive, algumas na frente de familiares. A Polícia Militar não teve outra alternativa senão responder à agressão”, afirmou o comandante.

Ferreira reforçou que as forças de segurança atuaram de forma integrada e que as operações devem continuar de forma periódica.

“Essa foi uma das maiores ações já realizadas em União da Vitória. O recado é claro: quem manda na cidade é o Estado. A população pode ter certeza de que conta com as forças policiais para garantir a ordem e a segurança”, completou.


Drogas, armas e investigações em andamento

A operação resultou em prisões em flagrante, apreensões de drogas e início de novos inquéritos. Segundo o delegado Douglas Possebon, os procedimentos seguem em andamento e os dados finais serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

“Agora iniciamos a fase administrativa, com a lavratura dos autos de prisão em flagrante e comunicação ao Judiciário. Nenhum policial ficou ferido, e a operação seguirá com novas fases nos próximos meses”, disse o delegado.


Denúncias e colaboração da comunidade

O comando das forças de segurança reforçou o pedido para que a população colabore com denúncias anônimas, que podem ser feitas pelo telefone 181.

Muitas das informações que levaram aos alvos de hoje vieram da própria população. As denúncias são fundamentais para o sucesso das operações e serão mantidas em sigilo absoluto”, ressaltou o tenente-coronel Ferreira.

Jornal O Comércio

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