PM busca apoio do Ministério Público após reclamações envolvendo pessoas em situação de rua em União da Vitória

Reclamações envolvendo pessoas em situação de rua têm preocupado comerciantes, clientes e moradores de alguns pontos de União da Vitória. Diante das manifestações recebidas, o 27º Batalhão de Polícia Militar informou que entrou em contato com o Ministério Público para avaliar quais medidas podem ser adotadas.

Entre os locais citados com maior frequência estão a Rua Bento Munhoz da Rocha Neto, nas proximidades do cruzamento com a Rua Manoel Ribas, na área central, e a Avenida Paula Freitas, próximo à esquina com a Rua Antônio Baby, no distrito de São Cristóvão.

Segundo relatos encaminhados à Polícia Militar, além da permanência frequente de pessoas nesses pontos, teriam ocorrido situações de ameaças contra comerciantes, clientes e pessoas que circulam pelas proximidades. Há ainda relatos de que, em algumas ocasiões, indivíduos estariam portando facas.

As informações sobre eventuais crimes, no entanto, precisam ser formalizadas e apuradas individualmente pelas autoridades.

Uma das situações que vem gerando manifestações da comunidade envolve uma mulher conhecida por Nequinha. Segundo a Polícia Militar, diante da quantidade de reclamações, a corporação já procurou o Ministério Público.

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“Frente às diversas manifestações da comunidade em relação a esta mulher, a Polícia Militar entrou em contato com o Ministério Público e está verificando as medidas cabíveis, inclusive em relação a um eventual internamento”, informou a PM.

Para subsidiar a análise da situação e permitir a adoção das providências legalmente possíveis, a Polícia Militar solicita a colaboração de pessoas que tenham sido diretamente afetadas ou que tenham efetivamente presenciado ocorrências envolvendo a pessoa citada.

A corporação ressalta que é importante que os relatos partam de pessoas que tenham vivenciado ou testemunhado os fatos, evitando informações baseadas apenas em comentários de terceiros.

Quem estiver nessa condição poderá procurar a Polícia Militar de maneira reservada. Conforme a corporação, essas pessoas serão orientadas sobre os procedimentos necessários para a formalização dos relatos.

A PM reforça que a atuação das autoridades depende da documentação das ocorrências e dos depoimentos de quem presenciou os fatos, permitindo que cada situação seja analisada e que as medidas cabíveis sejam avaliadas junto aos órgãos competentes.