Polícia Civil revela atuação de mulheres em esquema de tráfico no Vale do Iguaçu
A Operação Sinergia, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP), mobilizou forças de segurança nesta quinta-feira, em União da Vitória, resultando na apreensão de quase dois quilos de crack, drogas diversas, munições e na prisão de quatro pessoas.
A ação integra a programação da Missão Paraná VII e reúne equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros Militar em operações simultâneas de combate à criminalidade.
Segundo as autoridades, a Operação Sinergia é um desdobramento da Operação Conlui, conduzida pela Polícia Civil, que cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão no município.
Major Ferreira e os delegados Suellen e Douglas detalham a operação:
Quase 2 kg de crack foram apreendidos
Durante a operação, as equipes apreenderam aproximadamente 1 kg e 995 gramas de crack em pedra bruta, além de 684 gramas de cocaína.
Também foram localizadas munições de arma de fogo, sendo 14 cartuchos calibre .38 e 10 cartuchos calibre .32.
De acordo com a Polícia Civil, o volume de drogas apreendido representa grande impacto no combate ao tráfico na região.
“Com 2 kg de crack iriam ser distribuídos para consumidores. O tráfico de drogas acaba gerando outros crimes como homicídios, furtos, roubos e violência”, destacaram os policiais durante coletiva.
Operação contou com helicóptero e apoio de SC
A Operação Sinergia contou com apoio do canil da Polícia Militar de Santa Catarina e do Grupamento Aéreo, que auxiliou no suporte operacional das equipes.
Ao todo, quase 50 policiais participaram diretamente da ação, sendo cerca de 30 policiais civis, 16 policiais militares do Paraná e três policiais militares catarinenses.
As forças de segurança destacaram ainda que a operação é resultado de um longo trabalho de inteligência desenvolvido em conjunto entre Polícia Civil e Polícia Militar.
Mulheres davam continuidade ao tráfico
Quatro pessoas foram presas durante a operação, entre elas três mulheres e um homem.
Segundo a investigação, uma das mulheres presas teria assumido a continuidade da venda de drogas após o marido ser preso anteriormente pelo mesmo crime.
“As organizações criminosas continuam atuando mesmo após a prisão de lideranças, muitas vezes através das esposas e familiares”, explicou a Polícia Civil.
As autoridades afirmaram que novas operações deverão ser realizadas futuramente, conforme o avanço das investigações e levantamentos dos setores de inteligência.



