Solução comercial criativa anima mercado imobiliário

Todo novo empreendimento divide opiniões. O impacto da primeira impressão vem acompanhado de muita repercussão e uma série de avaliações. Seja pela grandeza do local ou pelo fato de ser um ramo de negócio já bastante fomentado, os comentários são os mais variados.

É o que tem acontecido com uma nova farmácia de uma grande rede sediada no Rio Grande do Sul que recentemente abriu uma unidade em União da Vitória – já possui uma em Porto União.

A farmácia chama a atenção por estar no coração da cidade e, principalmente, por oferecer um estacionamento, digamos, alternativo, diferente do que as pessoas estão acostumadas.

Coberto e com a entrada pela Avenida Manoel Ribas e a saída pela Rua Cruz Machado, onde antigamente funcionava a Loja Americanas, o local virou assunto no Vale do Iguaçu.

É permitido?  Não mexeu na estrutura do prédio? Vai atrapalhar o trânsito? E os pedestres como ficam?

O Jornal O Comércio foi atrás das respostas para as questões que surgiram a partir da abertura do estabelecimento.

“O proprietário (do prédio) tem o livre direito de ter acesso de estacionamento dentro do seu estabelecimento, é uma propriedade privada. Embora apresente alguns riscos, mas é de direito. Claro que ali é uma esquina importante, tem um movimento bastante grande, mas é direito dele. Se você observar outras farmácias em esquinas também têm estacionamento. Digamos que ali a diferença é que ele é coberto. É algo diferente que não se pode intervir sendo proibitivo”, destaca o prefeito de União da Vitória, Ary Carneiro Junior.

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O secretário de Planejamento do município, Jamar Clivatti, confirma que foi feita uma reforma, uma mudança estrutural no prédio, mas que o projeto foi aprovado pela prefeitura. “Sim, foi feita uma reforma e os projetos passaram pela secretaria para serem aprovados. Não existe restrição quanto àquela forma de estacionamento e se for ver funciona como uma entrada e saída de carros, como existem várias outras no Centro. Chamou a atenção por ser um prédio que era de uma forma e mudou”, destaca.

A mudança exige entendimento de motoristas e pedestres. Com o passar do tempo, todos vão se acostumando com a nova configuração.

“Em relação ao estacionamento, ele foi pensado para trazer mais praticidade, agilidade e conforto aos nossos clientes. Um ponto que tem aparecido bastante nos feedbacks, inclusive, é sobre os dias de chuva. Muitos clientes comentam que conseguem estacionar, entrar na loja e sair sem se molhar o que faz muita diferença no dia a dia, principalmente para quem vem rapidamente ou está com crianças e idosos”, relata a gestora farmacêutica Eduarda Otto Cavanhol.

“Também recebemos retornos elogiando a facilidade de acesso, a organização do espaço e o quanto esse formato torna a experiência mais funcional, mesmo em dias de maior movimento ou com clima desfavorável. Para muitos, esse acabou se tornando um diferencial importante da loja. Seguimos atentos às percepções dos clientes e abertos a melhorias, mas, de forma, geral, a aceitação tem sido muito boa e os feedbacks bastante positivos”, completa.

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Se a novidade agradou, outros comerciantes podem seguir no mesmo rumo?

 Novos estacionamentos cobertos, construídos a partir de mudanças estruturais em pontos comerciais, podem surgir?

“Se o engenheiro responsável avaliou e disse que não tem problema, se a prefeitura foi, avaliou e aprovou, está tudo certo. Às vezes a gente vê cidades mais antigas que o pessoal começa a discutir por causa da questão histórica dos prédios. E aí eu acredito que por vezes a questão histórica entra em conflito com a modernidade, com o desenvolvimento”, diz o conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (CRECI-PR) e perito avaliador de imóveis, Arion Marcelo dos Santos.

“Se as pessoas começarem a mexer, a mudar as faxadas na parte comercial da cidade, eu vejo como um caminho natural. Se estiver previamente autorizado, fiscalizado, não vejo problemas. Com relação a alguns imóveis, o que eu vejo às vezes é uma questão de orientação, existem aqueles giroflex para alertar os pedestres, os pisos são de pintura diferente, porque pode acontecer algum pequeno acidente, mas isso acontece em todo o lugar sobre qualquer coisa. O que a gente tem que ter é um poder público que cuide e minimize essas questões, mas eles também não vão resolver todos os problemas. Sobre alterar a estrutura do prédio para atender a necessidade do cliente, eu trabalho com locação e principalmente o empresário busca alterar, adaptar ao seu gosto. Tem coisas que são possíveis e outras não. É algo que tem que cuidar”, finaliza.

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A reportagem também ouviu o secretário de Trânsito de União da Vitória, Cleomar Bueno da Rocha.

“Foi feito um pedido para bloquear meia pista para poderem trabalhar antes da inauguração, eu não autorizei porque o movimento em dezembro é muito acentuado. Me mandaram um croqui que iriam fazer a vaga da Polícia Militar mais para trás, não autorizamos também, mas foram coisas pontuais, que se resolveram. A entrada do estacionamento não tem problemas, eu só pedi para a entrada não ser na Cruz Machado por conta dos pedestres“, relatou.

Confira algumas avaliações feitas por nossos leitores e internautas:

 

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