Morador de União da Vitória completa álbum da Copa 2026 em apenas 22 dias
Quem viveu a infância colecionando figurinhas sabe que completar um álbum de Copa do Mundo vai muito além de preencher espaços em uma revista. É uma mistura de expectativa, persistência, amizades, trocas e, principalmente, memórias.
Para o morador de União da Vitória Clóvis Chaikovski, a jornada de completar o álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 teve um significado ainda mais especial: compartilhar cada descoberta com o filho Pedro Lucca, que está prestes a completar 4 anos.
Neste sábado, 6, Clóvis colou a última figurinha da coleção e encerrou uma verdadeira maratona que começou no dia 15 de maio. Curiosamente, ele levou cerca de dez dias apenas pensando se compraria ou não o álbum.
“Foi uma oportunidade de reviver a nostalgia da infância e compartilhar essa experiência com o Pedro. Todo dia à tarde a gente pegava alguns pacotes de figurinhas e isso gerava uma expectativa enorme em casa. Eu, minha esposa e o Pedro entramos na brincadeira”, conta.
O plano inicial era concluir o álbum somente até o final da Copa do Mundo. Mas a empolgação tomou conta da família e o projeto ganhou ritmo acelerado.
A primeira figurinha colada foi justamente a de número 00, da Panini.
Já a última foi a figurinha número 04 da seleção do Uruguai, do zagueiro Ronald Araújo. Ela foi conquistada neste sábado em uma troca realizada em uma banca no centro de União da Vitória.
Mas o que realmente fez a coleção avançar rapidamente foi uma ampla rede de contatos criada por Clóvis.
“Começou o network das trocas. Aproveitei os conhecidos de União da Vitória, Porto União, Cruz Machado – onde nasci, e São Mateus do Sul, onde trabalhei. Quem eu encontrava depois do bom dia já perguntava se tinha figurinha para trocar”, brinca.
A mobilização foi tão intensa que figurinhas viajavam entre cidades para ajudar na coleção.
“Era mandar figurinha para Cruz Machado, pedir para trazer de São Mateus do Sul. Todo dia era atrás de figurinhas.“
A experiência também despertou a paixão do pequeno Pedro Lucca, que rapidamente escolheu suas figurinhas favoritas.
“Ele gostou muito quando encontrou as dos mascotes. Falava que era o time dos animais. Quando apareceu uma repetida, ele colou no caderno da escola”, lembra o pai.
Como em toda coleção, algumas figurinhas geravam mais expectativa. As mais procuradas eram justamente as dos grandes astros do futebol mundial.
“As do Brasil sempre criam expectativa. E também os medalhões, como Cristiano Ronaldo e Messi.“
A figurinha de Cristiano Ronaldo, por exemplo, chegou de uma forma inesperada.
“Consegui em uma troca com uma garotinha que encontrou ela repetida logo no segundo envelope que abriu. Eu estava começando o álbum. Dei cinco figurinhas para ela e saímos os dois felizes”, recorda.
Embora não tenha feito os álbuns das últimas Copas, Clóvis guarda lembranças de outras gerações.
“Eu lembro de fazer o álbum de 1998, naquela época das figurinhas que vinham nos chicletes. Foi uma época muito boa do futebol brasileiro, com Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho.“
Para completar a coleção, ele estima ter investido entre R$ 700 e R$ 800, contando também algumas figurinhas que foram presenteadas para o filho.
Além da paixão pelas figurinhas, Clóvis mantém uma forte ligação com o futebol. Natural de Cruz Machado e atualmente morador de União da Vitória, ele acompanha campeonatos locais e não esconde a empolgação quando o assunto é Copa do Mundo.
Sobre a competição de 2026, ele vê França e Espanha como favoritas, mas acredita que Brasil e Portugal podem chegar fortes na disputa. E deixa um palpite de surpresa.
“Acho que a Noruega pode surpreender.”
Enquanto a Copa não começa, o álbum já está completo. E mais do que uma coleção finalizada, Clóvis leva consigo a lembrança de tardes inteiras abrindo envelopes, realizando trocas e criando memórias ao lado do filho.
Uma experiência que começou com a nostalgia da infância e terminou se transformando em uma história de família.



