Por que o Dia da Consciência Negra se tornou feriado em todo o país?

O Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quinta-feira, 20, será feriado nacional pelo segundo ano consecutivo.

A data, oficialmente instituída pela Lei 14.759/2023, reconhece a importância da luta histórica da população negra e homenageia Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência contra a escravidão.

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Antes da lei nacional, o Dia da Consciência Negra já era feriado em seis estados e em cerca de 1.200 municípios, variando entre feriado oficial e ponto facultativo. Com a nova legislação, a data passa a ser observada em todo o país, consolidando sua relevância no calendário cívico brasileiro.

Na sanção da lei, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT-RJ), destacou a dimensão cultural e social do feriado.

Celebrar a consciência negra é lembrar quem somos, de onde viemos e o que significa sermos um país de maioria negra, respeitando e promovendo a diversidade e a valorização de todos os brasileiros e brasileiras”, afirmou.

Origem e evolução da data

O Dia da Consciência Negra surgiu em 1971, quando jovens negros de Porto Alegre criaram o Grupo Palmares, dedicado ao estudo da história afro-brasileira. Eles escolheram 20 de novembro por marcar a morte de Zumbi dos Palmares, líder quilombola que resistiu ao regime escravista.

A partir disso, a data ganhou força no movimento negro e na sociedade civil. Em 2003, a Lei 10.639 tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas. Em 2011, o governo federal oficializou o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, ampliando sua visibilidade.

Significado em 2025

Em 2025, o país celebra pela segunda vez o feriado nacional, reforçando a importância de discutir racismo, desigualdade e representatividade. A data também valoriza a contribuição da população negra na formação social, econômica e cultural do Brasil.

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