{"id":11947,"date":"2022-07-29T11:39:41","date_gmt":"2022-07-29T14:39:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/?p=11947"},"modified":"2022-07-29T11:39:41","modified_gmt":"2022-07-29T14:39:41","slug":"especial-o-ultimo-transporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/especial\/especial-o-ultimo-transporte\/","title":{"rendered":"Especial: O \u00faltimo transporte"},"content":{"rendered":"<p>Classificado como servi\u00e7o essencial durante a pandemia da <b>Covid-19<\/b>, de acordo com o <b>Decreto n\u00ba 10.282<\/b>, de 20 de mar\u00e7o de 2020, o setor funer\u00e1rio brasileiro n\u00e3o interrompeu as suas atividades durante o <b>Lock<\/b><b>down<\/b> (protocolo de emerg\u00eancia que significa confinamento). Em 2020, a <b>Administra\u00e7\u00e3o de Se<\/b><b>guran\u00e7a e Sa\u00fade Ocupacional <\/b>(Osha), do <b>Departamento de <\/b><b>Trabalho dos Estados Unidos<\/b>, afirmou que os trabalhadores respons\u00e1veis pelo cuidado p\u00f3s-morte comp\u00f5em o grupo de alto risco, devido a potencial exposi\u00e7\u00e3o a fontes conhecidas ou suspeitas de <b>SARS-CoV-2<\/b>. Fato \u00e9 que a pandemia, por sua vez, revelou tantas outras faces que, at\u00e9 ent\u00e3o, eram veladas.<\/p>\n<div id=\"attachment_11948\" style=\"width: 839px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-2.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11948\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-11948 colorbox-11947\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-2-768x1024.jpeg\" alt=\"O \u00faltimo transporte\" width=\"829\" height=\"1105\" data-id=\"11948\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-2-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-2-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-2-220x293.jpeg 220w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-2-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-2.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 829px) 100vw, 829px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11948\" class=\"wp-caption-text\">Funer\u00e1ria de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria conta com frota pr\u00f3pria e moderna para o translado do corpo<\/p><\/div>\n<p>O funcionamento da log\u00edstica do transporte funer\u00e1rio no Brasil mudou &#8211; e muito &#8211; ao longo das d\u00e9cadas. A atividade \u00e9 considerada uma das mais importantes para o momento p\u00f3s-morte. Apesar de doloroso, o translado do ente querido faz parte do enterro e o carro funer\u00e1rio \u00e9 indispens\u00e1vel para que o transporte seja feito de maneira eficiente.<\/p>\n<p>Mundialmente falando, foi entre 1901 e 1907 que os carros funer\u00e1rios surgiram. O propriet\u00e1rio de uma funer\u00e1ria americana, <strong>H<\/strong><b>D.<\/b> Ludlow, foi o respons\u00e1vel por sua cria\u00e7\u00e3o, o qual encomendou a constru\u00e7\u00e3o de um ve\u00edculo para o transporte f\u00fanebre em um chassis de \u00f4nibus.<\/p>\n<p>Conforme relatou a <b>Central <\/b><b>Traslados Funer\u00e1rios <\/b>os primeiros carros do segmento que entraram em uso tinham motores el\u00e9tricos, sendo que o primeiro carro funer\u00e1rio movido com motor \u00e0 combust\u00e3o surgiu em 1909. Este novo tipo de carro funer\u00e1rio foi bastante popular entre os clientes mais ricos da \u00e9poca, sendo que a funer\u00e1ria e <b>Ludlow <\/b>o utilizaram para 13 funerais e, em seguida, ocorreu a substitui\u00e7\u00e3o do mesmo por um modelo maior. O transporte f\u00fanebre inventado por <b>Ludlow<\/b> foi uma inova\u00e7\u00e3o para o per\u00edodo.<\/p>\n<div id=\"attachment_11958\" style=\"width: 778px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-5.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11958\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-11958 colorbox-11947\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-5-768x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"11958\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-5-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-5-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-5-220x293.jpeg 220w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-5-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-5.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11958\" class=\"wp-caption-text\">Diferente de um meio de transporte comum, um carro funer\u00e1rio possui modifica\u00e7\u00f5es. Essas altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias para que ele seja considerado um meio de deslocamento funeral adequado.<\/p><\/div>\n<p>No <b>Brasil<\/b>, o carro funer\u00e1rio passou a ser divulgado quando a <b>Chevrolet Caravan<\/b> come\u00e7ou a ser fabricado. Para a \u00e9poca, utilizar o ve\u00edculo era considerado luxo; a popula\u00e7\u00e3o mais pobre que n\u00e3o tinha como usar fazia o translado utilizando redes, carros de boi, carro\u00e7as, carruagens, vag\u00e3o ferrovi\u00e1rio ou mesmo a p\u00e9. Inclusive na<b> Ferrovia Paulista <\/b>existiu um Vag\u00e3o Funer\u00e1rio; ele foi reformado e est\u00e1 exposto no <b>Museu Ferrovi\u00e1rio de Parana<\/b><b>piacaba<\/b> (<b>Santo Andr\u00e9-SP<\/b>).<\/p>\n<p>Com o passar das d\u00e9cadas o mercado do luto apresenta expans\u00e3o e acompanha as tend\u00eancias mundiais. <b>A Associa\u00e7\u00e3o <\/b><b>Brasileira do Setor de Infor<\/b><b>ma\u00e7\u00f5es Funer\u00e1rias<\/b> (Abrasif) havia contabilizado, em 2019, que no <b>Brasil<\/b> existem 13.720 empresas privadas ligadas ao ramo.<\/p>\n<p>Segundo a <b>Associa\u00e7\u00e3o Brasi<\/b><b>leira de Empresas e Diretores <\/b><b>do Setor Funer\u00e1rio<\/b> (Abredif) o chamado de <i>death care<\/i> (cuidado com a morte, em tradu\u00e7\u00e3o livre) fatura cerca de R$ 3 bilh\u00f5es por ano. O segmento apresenta na atualidade diversas op\u00e7\u00f5es para um \u00faltimo adeus. J\u00e1 um relat\u00f3rio do <b>Sindicato dos Cemit\u00e9rios e <\/b><b>Cremat\u00f3rios Particulares do <\/b><b>Brasil<\/b> (Sincep) diz que o faturamento anual do segmento no <b>Brasil<\/b> soma mais de R$ 7 bilh\u00f5es; segundo a entidade a tend\u00eancia \u00e9 de expans\u00e3o, por conta de novos servi\u00e7os, inclus\u00e3o dos animais de estima\u00e7\u00e3o, novas tecnologias e transmiss\u00e3o online de vel\u00f3rios.<\/p>\n<p>Historicamente, a taxa de mortalidade de um pa\u00eds e a demanda por servi\u00e7os funer\u00e1rios tem poucas varia\u00e7\u00f5es de um ano para o outro. A pandemia foi uma situa\u00e7\u00e3o isolada. O <b>Brasil<\/b> atingiu um recorde hist\u00f3rico de \u00f3bitos em 2020 e, uma taxa anual de crescimento de mortes quatro vezes maior do que a s\u00e9rie hist\u00f3rica. Dados da <b>Associa\u00e7\u00e3o Nacional <\/b><b>dos Registradores de Pessoas <\/b><b>Naturais <\/b>(Arpen) aponta que 1,4 milh\u00e3o de pessoas morreram no \u00faltimo ano no pa\u00eds, representando um aumento de 8,6% se comparado a 2019.<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center\"><b><i>Funeral sem despedida\u00a0<\/i><\/b><\/h2>\n<p><i>\u201cFam\u00edlias chegam at\u00e9 n\u00f3s, nos <\/i><i>momentos mais dif\u00edceis e doloro<\/i><i>sos, que \u00e9 quando perdem \u00e0que<\/i><i>les que amam. Elas chegam na <\/i><i>fase da nega\u00e7\u00e3o do luto. A Co<\/i><i>vid-19 agravou essa percep\u00e7\u00e3o <\/i><i>de perda. \u00c9 como se as pessoas <\/i><i>n\u00e3o tivessem morrido, mas sim <\/i><i>sumido. O que acontece \u00e9 que a <\/i><i>pessoa vai ao hospital \u2013 em al<\/i><i>guns casos ficam internadas e, <\/i><i>neste \u00ednterim, a fam\u00edlia n\u00e3o a v\u00ea <\/i><i>mais; muitos v\u00e3o direto para o <\/i><i>sepultamento sem a chance do <\/i><i>\u00faltimo adeus e do \u00faltimo olhar. <\/i><i>\u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia <\/i><i>das fam\u00edlias\u201d. <\/i><\/p>\n<p><b>Andr\u00e9ia Vieira Marques de <\/b><b>Oliveira<\/b>, \u00e9 diretora na <b>Santa <\/b><b>Rita Servi\u00e7os Funer\u00e1rios<\/b> em <b>Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria<\/b>, cidade localizada no estado do <b>Paran\u00e1<\/b>, distante aproximadamente 200 quil\u00f4metros da capital <b>Curitiba<\/b>. Juntamente com o esposo, <b>Mar<\/b><b>celo Juchem de Oliveira<\/b>, s\u00f3cio de <b>Andr\u00e9ia<\/b> na funer\u00e1ria, eles fizeram &#8211; e ainda &#8211; fazem parte da linha de frente de atendimento \u00e0 <b>Covid-19<\/b>. <b>Andr\u00e9ia <\/b>afirma que o setor funer\u00e1rio, n\u00e3o apenas de <b>Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria<\/b>, mas em todo o pa\u00eds, sentiu o impacto do aumento acelerado das mortes pela doen\u00e7a respirat\u00f3ria.<\/p>\n<div id=\"attachment_11951\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-8.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11951\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-11951 colorbox-11947\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-8-1024x768.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"11951\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-8-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-8-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-8-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-8-230x173.jpeg 230w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-8-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-8.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11951\" class=\"wp-caption-text\">Andr\u00e9ia Vieira Marques de Oliveira<\/p><\/div>\n<p>A <b>Arpen<\/b> \u2013 que \u00e9 o portal de <b>Transpar\u00eancia do Registro <\/b><b>Civil<\/b>, sendo um site de livre acesso, aponta que em 2020, o n\u00famero de \u00f3bitos no <b>Brasil<\/b> cresceu 14,96% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Foram 1,45 milh\u00e3o de mortos contra 1,26 milh\u00e3o em 2019. Foi o ano em que mais morreram pessoas na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Lembra <b>Andr\u00e9ia<\/b> que em mar\u00e7o de 2021, as funer\u00e1rias brasileiras foram orientadas a prepararem um plano de emerg\u00eancia na pandemia. O alerta foi emitido pela <b>Abredif<\/b> com o objetivo de evitar aglomera\u00e7\u00f5es em cemit\u00e9rios ou enterros coletivos nas cidades com maior \u00edndice de mortes por <b>Covid<\/b>. No \u00e1pice da pandemia grande parte das cidades do Pa\u00eds haviam suspendido os vel\u00f3rios para evitar que houvesse risco de contamina\u00e7\u00e3o no momento dos sepultamentos.<\/p>\n<p>Em suas diretrizes oficiais, a <b>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da <\/b><b>Sa\u00fade <\/b>(OMS) aconselhou evitar vel\u00f3rios e missas, por\u00e9m quando eles de fato aconteciam, eram de curta dura\u00e7\u00e3o, com n\u00famero reduzido de pessoas, sem toques, abra\u00e7os e aproxima\u00e7\u00f5es.<i> \u201cFoi <\/i><i>um momento diferente de tudo o <\/i><i>que a gente j\u00e1 viveu. Creio que <\/i><i>ningu\u00e9m, at\u00e9 hoje, passou por <\/i><i>uma situa\u00e7\u00e3o como essa. N\u00f3s, <\/i><i>aqui na funer\u00e1ria, sempre pre<\/i><i>paramos uma homenagem para <\/i><i>\u00e0quela pessoa que morreu; n\u00e3o <\/i><i>\u00e9 uma homenagem para a morte, <\/i><i>mas sim para a vida dessa pes<\/i><i>soa. No per\u00edodo tudo isso mu<\/i><i>dou. Vamos em um vel\u00f3rio para <\/i><i>amparar e confortar aquela pes<\/i><i>soa que ficou. Na pandemia o <\/i><i>ato ficou sem abra\u00e7os e n\u00e3o foi <\/i><i>mais a mesma coisa. Para n\u00f3s f<\/i><i>oi um per\u00edodo muito frustrante <\/i><i>porque era como se n\u00e3o estiv\u00e9s<\/i><i>semos executando o nosso tra<\/i><i>balho de maneira adequada\u201d<\/i>, questiona.<\/p>\n\n\t\t<style type=\"text\/css\">\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 50%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-11947 gallery-columns-2 gallery-size-large'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/especial\/especial-o-ultimo-transporte\/attachment\/o-ultimo-transporte-4\/'><img width=\"310\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-4-310x1024.png\" class=\"attachment-large size-large colorbox-11947 \" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-4-310x1024.png 310w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-4-91x300.png 91w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-4-768x2535.png 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-4-89x293.png 89w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-4-465x1536.png 465w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-4.png 1818w\" sizes=\"(max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/especial\/especial-o-ultimo-transporte\/attachment\/o-ultimo-transporte-3\/'><img width=\"310\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-3-310x1024.png\" class=\"attachment-large size-large colorbox-11947 \" alt=\"Funer\u00e1ria de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria conta com frota pr\u00f3pria e moderna para o translado do corpo\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-3-310x1024.png 310w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-3-91x300.png 91w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-3-768x2535.png 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-3-89x293.png 89w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-3-465x1536.png 465w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-3.png 1818w\" sizes=\"(max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center\"><b><i>Necessidade do adeus<\/i><\/b><\/h2>\n<p>Para <b>Andr\u00e9ia<\/b>, a morte de um ente querido leva a um processo de elabora\u00e7\u00e3o da perda. <i>\u201cTem <\/i><i>pessoas que n\u00e3o querem ver o <\/i><i>seu ente, mas quando temos a <\/i><i>oportunidade de conversar com <\/i><i>a fam\u00edlia n\u00f3s explicamos que o <\/i><i>luto passa por algumas fases, <\/i><i>sendo a primeira delas, a da ne<\/i><i>ga\u00e7\u00e3o\u201d. <\/i><\/p>\n<p>Acompanhando o racioc\u00ednio dela, <b>Marcelo<\/b> explica que, durante a pandemia, os agentes funer\u00e1rios deslocavam at\u00e9 o hospital para fazer a libera\u00e7\u00e3o do corpo com toda a parte de prote\u00e7\u00e3o que era exigida. <i>\u201cNem <\/i><i>n\u00f3s v\u00edamos o corpo; ele j\u00e1 es<\/i><i>tava dentro de uma embalagem <\/i><i>lacrada e com z\u00edper e n\u00f3s n\u00e3o <\/i><i>t\u00ednhamos acesso. S\u00f3 coloc\u00e1va<\/i><i>mos dentro da urna mortu\u00e1ria <\/i><i>(caix\u00e3o)\u201d<\/i>, disse.<\/p>\n<div id=\"attachment_11952\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-7.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11952\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-11952 size-large colorbox-11947\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-7-1024x768.jpeg\" alt=\"O \u00faltimo transporte\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"11952\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-7-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-7-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-7-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-7-230x173.jpeg 230w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-7-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-7.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11952\" class=\"wp-caption-text\">Marcelo Juchem de Oliveira<\/p><\/div>\n<p>Para casos de \u00f3bitos que tenham confirma\u00e7\u00e3o ou suspeita da <b>Covid-19<\/b> as funer\u00e1rias adotam medidas para a preven\u00e7\u00e3o de cont\u00e1gio. De acordo com <b>An<\/b><b>dr\u00e9ia<\/b> a funer\u00e1ria de <b>Uni\u00e3o da <\/b><b>Vit\u00f3ria<\/b> ainda segue as orienta\u00e7\u00f5es vindas do <b>Minist\u00e9rio da <\/b><b>Sa\u00fade e do Trabalho<\/b>, conforme comunicado <b>N\u00ba 19\/2020<\/b>, que trata do manejo de corpos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as funer\u00e1rias tamb\u00e9m adotam os protocolos e decretos municipais. <i>\u201cO trans<\/i><i>lado deve acontecer em uma <\/i><i>urna espec\u00edfica e lav\u00e1vel, a qual <\/i><i>chamamos de urna de remo\u00e7\u00e3o <\/i><i>e o carro passa por uma adap<\/i><i>ta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m precisa ser lav\u00e1vel <\/i><i>e higieniz\u00e1vel. Quando se trata <\/i><i>de um translado, que foi a \u00f3bito <\/i><i>por Covid, \u00e9 necess\u00e1ria a total <\/i><i>higineniza\u00e7\u00e3o do mesmo para <\/i><i>o pr\u00f3ximo transporte. S\u00f3 lem<\/i><i>brando que para a realiza\u00e7\u00e3o <\/i><i>do translado \u00e9 necess\u00e1rio dispor <\/i><i>da assinatura do m\u00e9dico na de<\/i><i>clara\u00e7\u00e3o de \u00f3bito ou o \u00f3bito j\u00e1 <\/i><i>estar registrado. Do contr\u00e1rio, <\/i><i>o corpo n\u00e3o pode ser liberado\u201d, <\/i>acrescenta.<\/p>\n<p>O setor funer\u00e1rio \u00e9 fiscalizado e segue as normas r\u00edgidas da <b>Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria<\/b>, cujo lixo produzido em laborat\u00f3rio \u00e9 recolhido por uma empresa espec\u00edfica e descartado como lixo hospitalar.<\/p>\n<p>Segundo <b>Andr\u00e9ia<\/b>, no pico dos casos da pandemia, a fam\u00edlia enlutada poderia optar por realizar uma breve despedida (muitas vezes, de no m\u00e1ximo uma hora, conforme decreto da prefeitura, junto ao local do sepultamento), por\u00e9m desde que o espa\u00e7o fosse ao ar livre ou muito ventilado, n\u00e3o sendo permitida a presen\u00e7a de mais de dez pessoas. Tamb\u00e9m eram observadas as regras de distanciamento social e uso de m\u00e1scaras por todos, vedada a presen\u00e7a de pessoas sintom\u00e1ticas ou assintom\u00e1ticas com confirma\u00e7\u00e3o de estarem contaminadas pelo coronav\u00edrus. A urna mortu\u00e1ria deveria ser fechada pela funer\u00e1ria n\u00e3o podendo mais ser aberta. No atendimento ao \u00f3bito, at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o do sepultamento ou crema\u00e7\u00e3o, prevaleceu a agilidade, visando minimizar o tempo entre a declara\u00e7\u00e3o do \u00f3bito e o sepultamento.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=5542998230044&amp;text=Ol%C3%A1!%20Quero%20sugerir%20uma%20pauta\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">+ Possui alguma sugest\u00e3o? Clique aqui para conversar com a equipe de O Com\u00e9rcio no WhatsApp<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Segundo <b>Marcelo<\/b> os colaboradores do setor funer\u00e1rio e envolvidos no trabalho para o sepultamento dever\u00e3o sempre estar com os equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual indicados pelo <b>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/b>, conforme o manual de manejo de corpos no contexto do coronav\u00edrus, sempre utilizando macac\u00e3o com capuz, avental, luvas, m\u00e1scaras e \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o descart\u00e1veis. Tamb\u00e9m s\u00e3o utilizadas \u00e1guas sanit\u00e1rias para higieniza\u00e7\u00e3o das urnas, seguido da acomoda\u00e7\u00e3o da mesma no ve\u00edculo de transporte.<\/p>\n<p>A funer\u00e1ria de <b>Uni\u00e3o da Vi<\/b><b>t\u00f3ria<\/b> adotou sensibilidade e a empatia para auxiliar as pessoas a vivenciarem o luto. <i>\u201cHoje con<\/i><i>tamos com atendimento psicol\u00f3<\/i><i>gico para os enlutados. Orienta<\/i><i>mos as fam\u00edlias a procurarem a <\/i><i>ajuda de um profissional\u201d.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center\"><b><i>O cuidado presente <\/i><\/b><b><i>diante da vida ausente<\/i><\/b><\/h2>\n<p><b>Cl\u00e1udia Millena Coutinho <\/b><b>C\u00e2mara<\/b>, na sua tese de mestrado para o <b>Programa de P\u00f3s<\/b><b>-Gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia<\/b> da <b>Universidade Federal do Rio <\/b><b>Grande do Norte<\/b>, pesquisou em 2011 sobre <i>\u201cOs agentes fu<\/i><i>ner\u00e1rios e a morte: o cuidado <\/i><i>presente diante da vida ausen<\/i><i>te\u201d. Segundo ela, a atualidade <\/i><i>\u00e9 marcada pela arte de fugir da <\/i><i>morte e os cuidados com o cor<\/i><i>po morto atribu\u00eddos a terceiros, <\/i><i>por meio de servi\u00e7os que con<\/i><i>figuram o mercado funer\u00e1rio. <\/i><i>A pesquisadora cita os agentes <\/i><i>funer\u00e1rios como os profissionais <\/i><i>que lidam com o corpo morto, <\/i><i>com a dor dos familiares e suas <\/i><i>rea\u00e7\u00f5es. \u201cPesada rotina de tra<\/i><i>balho [&#8230;] no entanto, diante <\/i><i>do reconhecimento e agradeci<\/i><i>mento das fam\u00edlias os agentes <\/i><i>encontram sentido e beleza no <\/i><i>of\u00edcio de cuidar do corpo mor<\/i><i>to\u201d<\/i>, pontuou.<\/p>\n<p><b>Cl\u00e1udia Millena<\/b> defende o reconhecimento do agente funer\u00e1rio como um profissional de cuidado, pela forma como exerce zelo com o morto e seus familiares. Para a pesquisadora a morte, como tema, j\u00e1 encantou e encanta muitos, sendo uma inspira\u00e7\u00e3o para a arte, para a m\u00fasica, para a filosofia e a ci\u00eancia, na busca em combat\u00ea-la.<\/p>\n<p><i>\u201cPensar na morte, ou melhor, na <\/i><i>vida pela \u00f3tica da morte, foi uma <\/i><i>realidade que me invadiu j\u00e1 na <\/i><i>gradua\u00e7\u00e3o, quando tive contato <\/i><i>com a disciplina de psicologia <\/i><i>da morte. Fui amadurecendo <\/i><i>diante das quest\u00f5es vivenciadas <\/i><i>na especializa\u00e7\u00e3o em Psicologia <\/i><i>Hospitalar, as quais me levaram <\/i><i>a buscar mais conhecimento so<\/i><i>bre o processo de luto, realizan<\/i><i>do um aprimoramento sobre a <\/i><i>psicoterapia do luto. [&#8230;] O tra<\/i><i>balho se ampliou e se estendeu <\/i><i>aos profissionais que trabalha<\/i><i>vam nesse contexto, abarcando <\/i><i>agentes funer\u00e1rios, sepultados, <\/i><i>atendentes funer\u00e1rios, auxiliares <\/i><i>de servi\u00e7os gerais e vendedores <\/i><i>de planos funer\u00e1rios. Como os <\/i><i>profissionais funer\u00e1rios lidam <\/i><i>com a morte? Estar ao lado dos <\/i><i>profissionais do fazer funer\u00e1rio <\/i><i>e do cemit\u00e9rio possibilitou uma <\/i><i>reflex\u00e3o sobre a minha pr\u00f3pria <\/i><i>vis\u00e3o e o valor atribu\u00eddo ao of\u00ed<\/i><i>cio desses profissionais\u201d.<\/i><\/p>\n\n\t\t<style type=\"text\/css\">\n\t\t\t#gallery-2 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-2 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 20%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-2 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-2 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-2' class='gallery galleryid-11947 gallery-columns-5 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/especial\/especial-o-ultimo-transporte\/attachment\/o-ultimo-transporte-1\/'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-1-150x150.jpeg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail colorbox-11947 \" alt=\"O \u00faltimo transporte\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-1-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-1-125x125.jpeg 125w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/especial\/especial-o-ultimo-transporte\/attachment\/o-ultimo-transporte-15\/'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-15-150x150.jpeg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail colorbox-11947 \" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-15-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-15-125x125.jpeg 125w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/especial\/especial-o-ultimo-transporte\/attachment\/o-ultimo-transporte-14\/'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-14-150x150.jpeg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail colorbox-11947 \" alt=\"O \u00faltimo transporte\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-14-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-14-125x125.jpeg 125w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/especial\/especial-o-ultimo-transporte\/attachment\/o-ultimo-transporte-13\/'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-13-150x150.jpeg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail colorbox-11947 \" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-13-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-13-125x125.jpeg 125w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/especial\/especial-o-ultimo-transporte\/attachment\/o-ultimo-transporte-12\/'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-12-150x150.jpeg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail colorbox-11947 \" alt=\"O \u00faltimo transporte\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-12-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-12-125x125.jpeg 125w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Conforme relato da pesquisadora em sua tese, s\u00e3o poucas as literaturas sobre o tema.<i> &#8220;O <\/i><i>agente funer\u00e1rio \u00e9 um profissio<\/i><i>nal que traz \u00e0 tona sentimentos <\/i><i>ambivalentes, pois estampa a re<\/i><i>alidade e a concretude da morte, <\/i><i>que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil de ser aceita e <\/i><i>executa um fazer necess\u00e1rio e <\/i><i>essencial para o ritual da des<\/i><i>pedida. Dessa forma, se depara <\/i><i>n\u00e3o apenas com as dificuldades <\/i><i>referentes ao contato com o cor<\/i><i>po morto, mas com as rea\u00e7\u00f5es <\/i><i>dos clientes, as quais s\u00e3o t\u00e3o im<\/i><i>previs\u00edveis que os casos que s\u00e3o <\/i><i>chamados a atender\u201d,<\/i> relata.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o de <b>Marcelo<\/b> vem ao encontro de <b>Cl\u00e1udia Millena<\/b>. <i>\u201cO papel da equipe funer\u00e1ria a <\/i><i>servi\u00e7o da comunidade \u00e9 gran<\/i><i>dioso; principalmente na parte <\/i><i>do atendimento, pois eu sempre <\/i><i>digo \u00e0 minha equipe que n\u00f3s n\u00e3o <\/i><i>vendemos urnas, mas sim vende<\/i><i>mos o servi\u00e7o, pois se fosse para <\/i><i>vender apenas o caix\u00e3o as pes<\/i><i>soas viriam at\u00e9 aqui, os coloca<\/i><i>vam em um ve\u00edculo e levavam. O <\/i><i>servi\u00e7o especializado vai al\u00e9m, <\/i><i>\u00e9 o acolhimento da fam\u00edlia, \u00e9 <\/i><i>cuidar bem do ente querido e <\/i><i>prepar\u00e1-lo. A vis\u00e3o daquela pes<\/i><i>soa pela \u00faltima vez ficar\u00e1 para <\/i><i>sempre\u201d. <\/i><\/p>\n<p>Segundo ele, o servi\u00e7o de translado funer\u00e1rio necessita estar de acordo com a lei e, para isso, cada estado possui o seu sindicato ou o seu \u00f3rg\u00e3o regulador. A funer\u00e1ria de <b>Uni\u00e3o da Vi<\/b><b>t\u00f3ria<\/b> n\u00e3o est\u00e1 filiada a nenhum sindicato, por\u00e9m, as informa\u00e7\u00f5es e d\u00favidas s\u00e3o direcionadas \u00e0s centrais de luto hoje presentes nas capitais. Para <b>Marcelo<\/b> seria interessante que <b>Uni\u00e3o da Vit\u00f3<\/b><b>ria<\/b> tamb\u00e9m contasse com uma central. <i>\u201cHoje os dados sobre o <\/i><i>n\u00fameros e causas da morte s\u00e3o <\/i><i>buscadas junto aos hospitais. <\/i><i>Quando acontece o \u00f3bito fora <\/i><i>da nossa cidade n\u00f3s ligamos <\/i><i>imediatamente para o hospital e <\/i><i>perguntamos se existe uma cen<\/i><i>tral de luto. Caso n\u00e3o possuam, <\/i><i>a libera\u00e7\u00e3o do corpo acontece <\/i><i>diretamente no hospital. Na con<\/i><i>tram\u00e3o da aus\u00eancia de uma cen<\/i><i>tral de luto, temos a Vigil\u00e2ncia <\/i><i>Sanit\u00e1ria que \u00e9 atuante e realiza <\/i><i>visitas t\u00e9cnicas anuais, em espe<\/i><i>cial no laborat\u00f3rio da funer\u00e1<\/i><i>ria\u201d<\/i>, afirma.<\/p>\n<p>Compartilha a s\u00f3cia de <b>Mar<\/b><b>celo<\/b> que \u00e9 de responsabilidade dos munic\u00edpios a cria\u00e7\u00e3o de leis para o transporte e a retirada dos corpos nas centrais de luto. <i>\u201cAt\u00e9 <\/i><i>pouco tempo a capital de Santa <\/i><i>Catarina, Florian\u00f3polis n\u00e3o li<\/i><i>berava a Sa\u00edda do corpo sem fa<\/i><i>zer a tanatopraxia (procedimen<\/i><i>to de conserva\u00e7\u00e3o do corpo ap\u00f3s <\/i><i>o seu falecimento), assim como <\/i><i>a cidade de Porto Alegre. Por <\/i><i>conta disso, as fam\u00edlias acabam <\/i><i>aguardando um tempo a mais <\/i><i>para a retirada do corpo do seu <\/i><i>ente querido. J\u00e1 em Curitiba <\/i><i>(PR), por conta da presen\u00e7a de <\/i><i>uma central de luto toda a docu<\/i><i>menta\u00e7\u00e3o das funer\u00e1rias preci<\/i><i>sam estar rigorosamente cadas<\/i><i>tradas e com os ve\u00edculos dentro <\/i><i>da lei, al\u00e9m de cadastro de seus <\/i><i>funcion\u00e1rios. Precisa estar tudo <\/i><i>em dia, como a licen\u00e7a sanit\u00e1<\/i><i>ria e alvar\u00e1 de funcionamento. <\/i><i>Caso n\u00e3o esteja, n\u00e3o \u00e9 permitido <\/i><i>a retirada do corpo. Precisamos <\/i><i>estar sempre atualizados e saber <\/i><i>o que est\u00e1 mudando na legisla<\/i><i>\u00e7\u00e3o\u201d<\/i>, disse <b>Andr\u00e9ia<\/b>.<\/p>\n<p>A funer\u00e1ria de <b>Uni\u00e3o da <\/b><b>Vit\u00f3ria<\/b> tamb\u00e9m participa de processos de licita\u00e7\u00e3o junto as prefeituras e atualmente atende as cidades de<b> Uni\u00e3o da Vit\u00f3<\/b><b>ria<\/b>, <b>Porto Uni\u00e3o <\/b>e<b> Bituruna<\/b>. <i>\u201cNeste caso atendemos as fam\u00ed<\/i><i>lias que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es para <\/i><i>pagar um funeral. \u00c9 realizada <\/i><i>uma entrevista com a assistente <\/i><i>social do munic\u00edpio e, assim que <\/i><i>\u00e9 autorizado, n\u00f3s realizamos o <\/i><i>atendimento e o translado, sen<\/i><i>do os custos por conta da admi<\/i><i>nistra\u00e7\u00e3o\u201d<\/i>, lembra.<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">Aprendizado de Gera\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que <b>Marcelo Juchem de Oliveira<\/b> tem as informa\u00e7\u00f5es sobre o mercado funer\u00e1rio na ponta da l\u00edngua. O servi\u00e7o lhe foi apresentado ainda na inf\u00e2ncia. Os av\u00f3s, pais e demais familiares s\u00e3o propriet\u00e1rios de uma funer\u00e1ria em <b>S\u00e3o Luiz Gonzaga<\/b>, no<b> Rio Grande do Sul<\/b>.<i> \u201cEu sempre estive <\/i><i>envolvido com o setor, desde menino\u201d<\/i>. O tempo passou e o garoto cresceu. Em 2013, <b>Marcelo<\/b> teve aoportunidade de empreender em <b>Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria<\/b>. Segundo ele, depois que come\u00e7ou a trabalhar no segmento funer\u00e1rio aprendeu v\u00e1rias li\u00e7\u00f5es, principalmente sobre a maneira como enxergava a morte.<\/p>\n<p>Na sua empreitada de vida, <b>Marcelo<\/b> nunca esteve s\u00f3; ele sempre contou com o apoio de <b>Andr\u00e9ia<\/b>, sua esposa. Por\u00e9m, ela tinha resist\u00eancia em falar a morte. <b>Andr\u00e9ia<\/b> \u00e9 fisioterapeuta de forma\u00e7\u00e3o e sempre repetiu para <b>Marcelo<\/b> que trabalhava pela vida e n\u00e3o pela morte. O esposo na defesa, da sua profiss\u00e3o, compartilhou com ela sobre a import\u00e2ncia do papel do agente funer\u00e1rio perante \u00e0 sociedade. Disse \u00e0 ela que os familiares necessitam de uma despedida do seu ente querido de maneira apropriada e \u00e9tica.<\/p>\n<p>Conta ele que a esposa percebeu que o atendimento humanizado faz toda a diferen\u00e7a para um momento t\u00e3o doloroso e dif\u00edcil. Desde ent\u00e3o, <b>Marcelo<\/b> e <b>Andr\u00e9ia<\/b> firmaram sociedade na <b>Santa Rita <\/b><b>Servi\u00e7os Funer\u00e1rios<\/b> em<b> Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria<\/b>, sendo que em 2017, a empresa expandiu atendimento com filiais nas cidades vizinhas de <b>General Carneiro <\/b>e <b>Bituruna<\/b>. Em 2019 o servi\u00e7o passou a contar com um velat\u00f3rio na cidade catarinense de <b>Porto Uni\u00e3o<\/b>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de diretor de funer\u00e1ria, <b>Marcelo<\/b> \u00e9 tamb\u00e9m agente funer\u00e1rio, cuja fun\u00e7\u00e3o consiste na remo\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o dos corpos; ornamenta\u00e7\u00e3o de salas de vel\u00f3rio; condu\u00e7\u00e3o de sepultamentos; aux\u00edlio nos servi\u00e7os administrativos; acolhimento de familiares e acompanhamento de registros de \u00f3bitos e demais documentos necess\u00e1rios. Tamb\u00e9m exerce a fun\u00e7\u00e3o de motorista funer\u00e1rio. J\u00e1 Andr\u00e9ia \u00e9 respons\u00e1vel pelo cerimonial de luto.<\/p>\n<div id=\"attachment_11959\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-9.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11959\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-11959 colorbox-11947\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-9-1024x768.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"11959\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-9-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-9-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-9-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-9-230x173.jpeg 230w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-9-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2022\/07\/O-ultimo-transporte-9.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11959\" class=\"wp-caption-text\">Diretores Funer\u00e1rios<\/p><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Classificado como servi\u00e7o essencial durante a pandemia da Covid-19, de acordo com o Decreto n\u00ba 10.282, de 20 de mar\u00e7o de 2020, o setor funer\u00e1rio brasileiro n\u00e3o interrompeu as suas atividades durante o Lockdown (protocolo de emerg\u00eancia que significa confinamento). 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