{"id":2878,"date":"2021-08-20T11:30:35","date_gmt":"2021-08-20T14:30:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/?p=2878"},"modified":"2021-08-20T11:30:35","modified_gmt":"2021-08-20T14:30:35","slug":"violencia-domestica-um-ciclo-dificil-de-se-quebrar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/seguranca\/violencia-domestica-um-ciclo-dificil-de-se-quebrar\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia dom\u00e9stica: um ciclo dif\u00edcil de se quebrar"},"content":{"rendered":"<p><em>A dificuldade de abandonar um relacionamento abusivo esbarra em v\u00e1rios fatores, entre eles os filhos, <\/em><br \/>\n<em>a condi\u00e7\u00e3o financeira e, agora, at\u00e9 mesmo a pandemia<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/violencia-mulher-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-2879 colorbox-2878\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/violencia-mulher-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"341\" data-id=\"2879\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/violencia-mulher-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/violencia-mulher-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/violencia-mulher-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/violencia-mulher-230x154.jpg 230w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/violencia-mulher-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/violencia-mulher-2048x1367.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No come\u00e7o, tudo parecia um sonho. <strong>Maria<\/strong>* nunca havia sido tratada t\u00e3o bem por algu\u00e9m quanto foi por <strong>Jos\u00e9<\/strong>*. Na \u00e2nsia de conquistar sua amada, o jovem a cortejava, elogiava, admirava. N\u00e3o demorou muito para que a paquera virasse um namoro. Com a conviv\u00eancia, <strong>Maria<\/strong> come\u00e7ou a perceber algumas atitudes mais agressivas vindas de <strong>Jos\u00e9<\/strong>. Era um xingamento aqui, uma frase dita em tom de voz mais alto acol\u00e1.<\/p>\n<p>Certo dia, <strong>Jos\u00e9<\/strong> chegou em casa mais cedo. O jantar ainda n\u00e3o estava pronto, o que foi o suficiente para que o rapaz gritasse com <strong>Maria<\/strong> e a ameasse dizendo que, caso o fato se repetisse, ela levaria uma surra. <strong>Maria<\/strong> ficou assustada, mas atribuiu a agress\u00e3o a um poss\u00edvel problema no trabalho do namorado.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m buscou procurar justificativas em seus pr\u00f3prios atos.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTalvez eu seja culpada, deveria ter preparado o jantar antes\u201d, pensou a jovem.<\/p><\/blockquote>\n<p>Nos dias seguintes a irrita\u00e7\u00e3o de <strong>Jos\u00e9<\/strong> oscilava, e a agressividade ficava maior. <strong>Maria<\/strong> passou a pensar duas vezes antes de dizer alguma coisa para o namorado. Tamb\u00e9m tentava ao m\u00e1ximo n\u00e3o fazer nada que pudesse faz\u00ea-lo perder o controle. Mas a tarefa n\u00e3o era f\u00e1cil. Coisas m\u00ednimas eram o motivo perfeito para fazer <strong>Jos\u00e9<\/strong> xingar a namorada.<\/p>\n<p>O clima na casa era de constante tens\u00e3o, e o dia a dia de <strong>Maria<\/strong> era viver dividida pelo medo que <strong>Jos\u00e9<\/strong> a fazia passar e pelo amor e carinho que ele prometera lhe dar. At\u00e9 que chegou o dia do anivers\u00e1rio de uma grande amiga da jovem. <strong>Maria<\/strong> colocou um vestido que <strong>Jos\u00e9<\/strong> sempre elogiava quando ambos estavam come\u00e7ando a namorar. <strong>Maria<\/strong> estava feliz. Por\u00e9m, quando <strong>Jos\u00e9<\/strong> viu a roupa que a namorada estava vestindo, passou a gritar com a mulher, mandando-a trocar de roupa. Sem entender o porqu\u00ea da ordem, <strong>Maria<\/strong> questionou o namorado, lembrando-o que, quando os dois se conheceram, ela usava aquele mesmo vestido. <strong><em>\u201cMulher minha n\u00e3o sai de casa assim\u201d<\/em><\/strong>, disse <strong>Jos\u00e9<\/strong>, partindo na dire\u00e7\u00e3o de <strong>Maria<\/strong> e lhe dando v\u00e1rios tapas no rosto. <strong>Jos\u00e9<\/strong> ent\u00e3o saiu do quarto, e <strong>Maria<\/strong> ficou sentada no ch\u00e3o por um tempo, chorando.<\/p>\n<p><strong>Maria<\/strong> tomou, ent\u00e3o, a decis\u00e3o de ir para a casa de uma amiga, e assim o fez. Arrumou uma mala com o essencial e partiu, decidida a n\u00e3o voltar mais. Durante alguns dias, <strong>Jos\u00e9<\/strong> n\u00e3o a procurou. Mas, depois de algum tempo, voltou a mandar mensagens para <strong>Maria<\/strong>, perguntando como a mulher estava e se dizendo arrependido. De in\u00edcio, <strong>Maria<\/strong> estava decidida a n\u00e3o voltar, mas <strong>Jos\u00e9<\/strong> foi persistente, disse estar mudado, afirmou que nunca mais faria nada que pudesse feri-la. Em todas as mensagens, <strong>Jos\u00e9<\/strong> tamb\u00e9m fazia quest\u00e3o de lembrar Maria de bons momentos que passaram juntos, dizendo que esses foram muito mais frequentes do que os maus. Jos\u00e9 apelou para os sentimentos de <strong>Maria<\/strong>, que cedeu \u00e0 seu amado e acabou voltando&#8230;<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">Ciclo da viol\u00eancia<\/h2>\n<p>O relato apresentado acima, embora fict\u00edcio, foi inspirado na realidade e ilustra o que a psic\u00f3loga norte-americana, <strong>Lenore Walker<\/strong>, chama de ciclo da viol\u00eancia contra a mulher. Para ela, existem tr\u00eas fases, que se repetem ciclicamente, sem um per\u00edodo de tempo espec\u00edfico entre uma fase e outra.<\/p>\n<p>Na primeira fase ocorre o aumento da tens\u00e3o, em que o agressor come\u00e7a a ficar tenso com frequ\u00eancia e a ter acessos de raiva. Na segunda fase acontece o ato de viol\u00eancia em si, podendo ser uma agress\u00e3o moral, f\u00edsica, psicol\u00f3gica, verbal ou patrimonial. Por fim, vem a fase do arrependimento e tratamento carinhoso.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa \u00faltima fase que o agressor muda de atitude para conquistar a v\u00edtima. Com a mudan\u00e7a, existe press\u00e3o da sociedade para que o casal volte, principalmente se o relacionamento resultar em filhos. Com a demonstra\u00e7\u00e3o do remorso, a mulher acaba sentindo que tem culpa, o que aumenta a depend\u00eancia entre a v\u00edtima e o agressor. A mulher ent\u00e3o volta para o relacionamento, e o ciclo come\u00e7a a se repetir, at\u00e9 o momento em que a mulher consegue denunciar o agressor e sair do relacionamento, ou, em alguns casos, o ciclo se encerra com o feminic\u00eddio, ou seja, o assassinato da v\u00edtima.<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">Viol\u00eancia contra a mulher e a pandemia<\/h2>\n<p>Quebrar o ciclo de viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, muito menos quando um fator externo, como a pandemia de <strong>Covid-19<\/strong>, impede que a v\u00edtima deixe sua casa. Segundo o relat\u00f3rio <strong>Vis\u00edvel e Invis\u00edvel<\/strong>, realizado pelo <strong>F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/strong> (FBSP) e pelo <strong>Instituto Datafolha<\/strong>, 73,5% das brasileiras acreditam que a viol\u00eancia contra as mulheres aumentou no pa\u00eds entre maio de 2020 e maio de 2021 (per\u00edodo estipulado para a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/OJoPc-procedimentos-realizados-pela-delegacia-da-mulher-1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-2880 colorbox-2878\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/OJoPc-procedimentos-realizados-pela-delegacia-da-mulher-1-1024x694.png\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"366\" data-id=\"2880\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/OJoPc-procedimentos-realizados-pela-delegacia-da-mulher-1-1024x694.png 1024w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/OJoPc-procedimentos-realizados-pela-delegacia-da-mulher-1-300x203.png 300w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/OJoPc-procedimentos-realizados-pela-delegacia-da-mulher-1-768x520.png 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/OJoPc-procedimentos-realizados-pela-delegacia-da-mulher-1-230x156.png 230w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/OJoPc-procedimentos-realizados-pela-delegacia-da-mulher-1.png 1240w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quanto a experi\u00eancias pessoais, 50,8% das mulheres acreditam que a pandemia ajudou a agravar as viol\u00eancias que sofreram. No mesmo per\u00edodo, 18,6% dizem ter sido v\u00edtimas de ofensas verbais; 8,5 sofreram amea\u00e7as; 7,9% relataram amedrontamento ou persegui\u00e7\u00e3o; 6,3 foram v\u00edtimas de batidas, empurr\u00f5es e chutes; 5,4% sofreram ofensas sexuais ou passaram por tentativa de rela\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada; 3,1% foram amea\u00e7adas com arma de fogo; 2,6% sofreram alguma les\u00e3o por objeto que foi atirado em sua dire\u00e7\u00e3o; 2,4% sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1,5% foi esfaqueada ou levou um tiro. As mulheres que mais relataram ter sofrido algum tipo de agress\u00e3o s\u00e3o as mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos (35,2%).<\/p>\n<p>A pesquisa aponta, ainda, que as mulheres mais afetadas diretamente pela pandemia foram as que mais sofreram viol\u00eancia entre maio de 2020 e maio de 2021. Das mulheres que viram a renda familiar diminuir, 61,8% dizem ter sido v\u00edtimas de viol\u00eancia. 46,7% das que perderam o emprego tamb\u00e9m foram violentadas.<\/p>\n<p>Quanto aos autores, 72,8% das mulheres disse ter sido violentada por um conhecido. Desses, 25,4% foram agredidas pelo marido\/namorado; 18,1% pelo ex-marido\/ex-namorado; 11,2% pelo pai ou pela m\u00e3e; 7,4% por um amigo (a); e 6,8% pelo patr\u00e3o. Em contrapartida, 28,1% respondeu ter sido agredida por estranhos. Nesse caso, 12,3% das mulheres n\u00e3o sabem dizer quem foi seu agressor; 7,2% o identificam como um assaltante; 6,7% como um estranho; e 4,4% diz ter sido agredida por um policial. Sobre o local da viol\u00eancia, 48,8% das mulheres afirmaram ter sido agredidas na pr\u00f3pria casa; 19,9% na rua; 9,4% no trabalho e 1,8% no bar\/balada.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o atendida pela <strong>Delegacia da Mulher de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria<\/strong> \u00e9 poss\u00edvel notar um aumento no n\u00famero de procedimentos realizados pela delegacia entre janeiro e julho de 2020 e o mesmo per\u00edodo de 2021. Nos primeiros sete meses do ano passado foram realizados 681 inqu\u00e9ritos, boletins de an\u00e1lise, den\u00fancias, entre outros procedimentos. Neste ano, at\u00e9 o m\u00eas de julho, o n\u00famero de procedimentos realizados pela delegacia foi de 801, o que representa um aumento de 17,6%. At\u00e9 a primeira semana de agosto deste ano, o n\u00famero de procedimentos realizados em 2021 j\u00e1 representava 69% do total realizado no ano passado, que foi de 1178.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/b2XJs-medidas-protetivas-expedidas-pela-delegacia-da-mulher.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-2881 colorbox-2878\" src=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/b2XJs-medidas-protetivas-expedidas-pela-delegacia-da-mulher-1024x694.png\" alt=\"\" width=\"502\" height=\"340\" data-id=\"2881\" srcset=\"https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/b2XJs-medidas-protetivas-expedidas-pela-delegacia-da-mulher-1024x694.png 1024w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/b2XJs-medidas-protetivas-expedidas-pela-delegacia-da-mulher-300x203.png 300w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/b2XJs-medidas-protetivas-expedidas-pela-delegacia-da-mulher-768x520.png 768w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/b2XJs-medidas-protetivas-expedidas-pela-delegacia-da-mulher-230x156.png 230w, https:\/\/www.vvale.com.br\/jornalocomercio\/files\/2021\/08\/b2XJs-medidas-protetivas-expedidas-pela-delegacia-da-mulher.png 1240w\" sizes=\"(max-width: 502px) 100vw, 502px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O n\u00famero de medidas protetivas expedidas pela <strong>Delegacia da Mulher de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria<\/strong> tamb\u00e9m aumentou no per\u00edodo citado. Entre janeiro e julho de 2020 foram aprovados 246 pedidos. Neste ano foram expedidos 298 pedidos no mesmo per\u00edodo, marcando um aumento de 21%. Em compara\u00e7\u00e3o com o n\u00famero total de medidas, em 2020 foram expedidas 416. Em 2021, at\u00e9 a primeira semana de agosto, 303 pedidos foram aceitos, o que representa 72,8% do total do ano passado.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA viol\u00eancia contra as mulheres na nossa regi\u00e3o \u00e9 muito grande. O Coletivo Mais que Am\u00e9lias foi formado por conta dos dados do Mapa da Viol\u00eancia de 2012 em que nossa cidade aparecia como uma das mais violentas do Paran\u00e1. Durante a pandemia o n\u00famero de medidas protetivas expedidas pela delegacia da mulher quase triplicou. Lembrando que entre 10 a 20% das mulheres t\u00eam coragem de denunciar\u201d, relata a vereadora e membro-fundadora do <strong>Coletivo Feminista Mais que Am\u00e9lias<\/strong> e do <strong>Instituto Rosas do Contestado<\/strong> (Inroc), <strong>Thays Bieberbach<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">Den\u00fancia e atendimento<\/h2>\n<p>Formado em 2018, o <strong>Inroc<\/strong> tem como objetivo debater pautas relacionadas \u00e0s mulheres, divulgar canais de den\u00fancia e fortalecer a rede de atendimento e suporte \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNossa atua\u00e7\u00e3o acontece principalmente em escolas e comunidades de forma presencial, fazendo diferentes atividades de acordo com a realidade da comunidade. A maioria dos atendimentos do Inroc acontece durante as atividades e tamb\u00e9m pelas redes sociais que divulgamos. Todas as atividades que fazemos, tem atendimento. Nosso papel \u00e9 acolher e ouvir quem nos procura, orientar quanto aos canais de den\u00fancia, acompanhar elas quando sentem necessidade, acompanhar o processo e tamb\u00e9m com campanhas de arrecada\u00e7\u00e3o de alimentos, roupas e m\u00f3veis. Tamb\u00e9m j\u00e1 demos suporte para mulheres que fugiram de sua cidade com medo de serem mortas por seus ex-marido\/ex-namorado\u201d, explica <strong>Thays<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mas buscar ajuda nem sempre \u00e9 f\u00e1cil. Pelo menos \u00e9 isso que aponta o relat\u00f3rio <strong>Vis\u00edvel e Invis\u00edvel<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, 44,9% das mulheres que sofreram algum tipo de viol\u00eancia n\u00e3o procuraram ajuda; 35% procurou um \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o oficial, e 24,7% procurou um \u00f3rg\u00e3o oficial. A ajuda da fam\u00edlia e de amigos tamb\u00e9m foi bastante procurada, sendo citada por 21,6% das mulheres.<\/p>\n<p>Entre os motivos revelados pelas mulheres para n\u00e3o procurarem a pol\u00edcia ap\u00f3s uma agress\u00e3o est\u00e3o a possibilidade de resolver o problema sozinha (32,8%), n\u00e3o achar que o fato era importante (16,8%), n\u00e3o querer envolver a pol\u00edcia (15,3%), medo de sofrer repres\u00e1lias (13,4%), falta de provas (12,6%), n\u00e3o acreditar na pol\u00edcia (5,6%) e ter o deslocamento dificultado ou impossibilitado pela pandemia (2,7%).<br \/>\nNa regi\u00e3o, as mulheres de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria, Bituruna, Cruz Machado, Paula Freitas, Porto Vit\u00f3ria e General Carneiro podem ser atendidas na <strong>Delegacia da Mulher<\/strong> em casos de crimes sexuais e viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar, independente da idade.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTodas as v\u00edtimas mulheres s\u00e3o atendidas, orientadas e aqui mesmo registram o boletim de ocorr\u00eancia e, se necess\u00e1rio, solicitam medida protetiva de urg\u00eancia. Ent\u00e3o a solicita\u00e7\u00e3o \u00e9 distribu\u00edda \u00e0 uma das Varas Criminais para an\u00e1lise do pedido\u201d, comenta <strong>Paola Graebin Jumes<\/strong>, escriv\u00e3 da Delegacia.<\/p><\/blockquote>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">FUNCIONAMENTO DA DELEGACIA DA MULHER<\/h2>\n<p>Hor\u00e1rio de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 09h \u00e0s 12h e das 14h \u00e0s 17h.<br \/>\nEm outros hor\u00e1rios, finais de semana e feriados o atendimento ocorre junto a 4\u00aa SDP.<\/p>\n<p>Endere\u00e7o: Rua Ipiranga, 444, Centro, Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria &#8211; PR<\/p>\n<p>Den\u00fancias via WhatsApp: (42) 3522-5898<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dificuldade de abandonar um relacionamento abusivo esbarra em v\u00e1rios fatores, entre eles os filhos, a condi\u00e7\u00e3o financeira e, agora, at\u00e9 mesmo a pandemia No come\u00e7o, tudo parecia um sonho. 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