10 de Agosto de 2012 – Sexta-feira

 

A CASA DO CORONEL AMAZONAS” 1 – Como leitor do jornalista Marcelo Daniel Storck quero contar-lhe “ainda melhor” (e aos nossos leitores) a história da conhecida casa de madeira, a dita casa azul, tida como “a casa onde morou o Coronel Amazonas”, localizada no Distrito de São Cristóvão. Aliás, já contei essa história uma porção de vezes aqui mesmo na Coluna Milho no Monjolo e hoje repito mais uma vez. Dizem ou escrevem e repetem com palavras e imagens que a conhecida “Vila Maria” é a casa onde morou o Coronel Amazonas. Ledo engano! Na verdade, a referida casa era de sua propriedade, porém, era utilizada como sede da sua Fazenda Passo do Iguassú. Aliás, segundo informação oral, naquele local existiram duas casas. A primeira foi demolida e a segunda (a atual) foi construída no ano de 1946, mas, o Coronel Amazonas nunca morou em nenhuma delas. Quem morou ali foi a família do seu filho, Amazonas Marcondes Filho, mais conhecido como “Amazoninhas” ou como “Nenéco”, que era casado com dona Sarah Pimpão Marcondes. (Tanto que, no portal da casa, ainda existe – conforme registros fotográficos – uma pequena placa oval com as iniciais “AMF” que significam Amazonas Marcondes Filho). O casal tinha três filhas Maria Josefa (a Mimi), Maria Júlia e Maria da Conceição, as três Marias, daí a origem da denominação “Vila Maria”.

“A CASA DO CORONEL AMAZONAS” 2 – Nesta razão, a casa ou a residência onde morou o Coronel Amazonas, na verdade, era “um palacete”, como informa o cartorário, jornalista e escritor José Júlio Cleto da Silva no seu livro “Apontamentos Históricos de União da Vitória 1768 – 1933”, 1.a edição, página 32, localizado na parte alta da atual Rua Coronel Amazonas, na quadra entre o Clube Concórdia e a Ponte da Estrada de Ferro (a Ponte Machado da Costa), como se observa de uma fotografia estampada no livro “Claro Jansson – O Fotógrafo Viajante”, nas páginas 74-75, que, além do palacete, mostra o acampamento do Regimento de Segurança do Paraná, as chamadas “forças legalistas”, nas proximidades da margem do Rio Iguaçu, durante a Campanha do Contestado. Outra fotografia, de um quadro, publicada na Coletânea do Cinquentenário de Porto União, na página 23, mostra e retrata o palacete do Coronel Amazonas e um frondoso “sassafrás”, em cuja sombra o Coronel Amazonas teria tomado chimarrão com o Visconde Taunay. E assim fico por aqui, pois do questionamento nasce a luz!

MOMENTO DA EDUCAÇÃO – O “Dia dos Pais” faz o assunto do programa “Momento da Educação”, que será apresentado pelo professor Aluízio Witiuk, no próximo domingo, dia 12, às 10:30 horas, nos microfones da Rádio Difusora União, “a Pioneira”, “a Rainha do Vale do Iguaçu”. O entrevistado será o Padre Abel Zastawny, Pároco da Paróquia São Judas Tadeu, professor, Reitor e Diretor do Instituto de Teologia e Filosofia Santo Alberto Magno, membro da Academia de Cultura Precursora da Expressão e Presidente de Honra da Associação dos Jornalistas do Vale do Iguaçu (AJOVI).

A ÚLTIMA – A Coluna de hoje é dedicada ao senhor Luís Fernando Tracz, um artista do mosaico, um brilhante autodidata que se dedica aos mais variados temas e não faz da arte um simples ofício.

 

Beira do Iguaçu, Agosto de 2.012